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O que é Custo Efetivo Total (CET)? Definição completa + exemplos práticos

CET é o único número que mostra o custo real do empréstimo. Entenda como calcular, por que ele difere da taxa de juros e como usar pra comparar propostas de home equity.

24 de abril de 20264 min de leituraglossariocusto-efetivo-totaltaxascomparacao-propostas

O que é Custo Efetivo Total (CET)? Definição completa + exemplos práticos

Resposta direta: Custo Efetivo Total (CET) é o percentual anual que representa TODOS os custos de um empréstimo — juros + tarifas + seguros + impostos. Em home equity, o CET pode ser 2-4% maior que a taxa de juros nominal, e é a única forma confiável de comparar propostas entre bancos diferentes.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado


Definição básica

Custo Efetivo Total (CET) é o custo real que você paga num empréstimo, expresso em porcentagem ao ano. Diferente da taxa de juros — que mostra só o "aluguel do dinheiro" —, o CET inclui absolutamente tudo: juros, tarifa de cadastro, seguro, IOF, taxa de avaliação do imóvel, registro em cartório. É como o "preço final" na nota fiscal: juros é o preço do produto, CET é o preço + frete + embalagem + impostos. Se você ainda tá perdido, calma — vou explicar com exemplo nos próximos parágrafos.

Como funciona na prática (com exemplo)

Suponha que você pega R$ 500.000 emprestados em home equity pra quitar dívidas caras. O banco oferece:

  • Taxa nominal de juros: 1,09% ao mês (13,87% ao ano)
  • Prazo: 180 meses (15 anos)
  • Prestação: R$ 6.139/mês

Parece simples. Mas aí vêm os custos extras:

  • Tarifa de avaliação do imóvel: R$ 2.800 (paga na hora)
  • Tarifa de cadastro: R$ 890 (cobrada na primeira parcela)
  • Seguro MIP (morte/invalidez): R$ 147/mês embutido na prestação
  • IOF: 0,38% sobre o valor liberado = R$ 1.900 (descontado do valor que cai na sua conta)

Agora, em vez de receber R$ 500.000 líquidos, você recebe R$ 495.310 (500k − 2.800 avaliação − 1.900 IOF). Mas paga como se tivesse recebido 500k. Além disso, a prestação real é R$ 6.139 (juros) + R$ 147 (seguro) = R$ 6.286/mês.

Quando o banco calcula o CET, ele joga tudo isso numa fórmula e chega em: CET = 14,72% ao ano (vs. 13,87% da taxa nominal). Esse 0,85 ponto percentual de diferença representa R$ 38.000 a mais que você vai pagar ao longo de 15 anos. Se você só olhou a taxa de juros, perdeu a informação mais importante.

Por que esse número importa pra você

O CET é o único indicador que permite comparar propostas de forma justa. Dois bancos podem oferecer "1,09% ao mês de juros", mas:

  • Banco A: cobra R$ 2.800 de avaliação + seguro caro → CET = 14,72% ao ano
  • Banco B: avaliação grátis + seguro mais barato → CET = 14,01% ao ano

Se você só olhasse a taxa nominal, acharia que são iguais. Olhando o CET, percebe que o Banco B é 0,71 ponto mais barato — o que, num empréstimo de R$ 500k em 15 anos, significa economizar R$ 23.000 no total.

Outro exemplo: um cliente da Solva recebeu 3 propostas em março de 2025:

  1. Banco médio: taxa 1,15% a.m. (14,67% a.a.) → CET 15,89% a.a. (muitas tarifas)
  2. Bancão: taxa 1,09% a.m. (13,87% a.a.) → CET 14,72% a.a. (tarifas médias)
  3. Fintech: taxa 1,19% a.m. (15,23% a.a.) → CET 15,31% a.a. (zero tarifas de cadastro, só IOF)

Aparentemente, o bancão era o melhor (menor taxa nominal). Mas quando comparamos o CET, a fintech ficou no meio — porque não cobra tarifa de cadastro nem avaliação, compensando parcialmente os juros mais altos. Se você não entende CET, pode aceitar uma proposta 1,17 ponto percentual mais cara sem perceber.

Bancos diferentes calculam tarifas de forma diferente — alguns embutem no juro, outros cobram separado. Comparar 22 instituições (como a Solva faz) só é possível porque o CET padroniza tudo numa métrica única.

O CET é obrigatório no Brasil desde 2007, regulamentado pela Resolução CMN nº 3.517/2007 do Banco Central. Antes disso, bancos só divulgavam a taxa nominal, e consumidores pagavam tarifas "ocultas" descobertas só na assinatura do contrato. A resolução determina que:

  • Todo banco deve calcular o CET usando a mesma fórmula matemática (TIR — Taxa Interna de Retorno)
  • O CET deve aparecer com destaque no contrato, em fonte maior ou negrito
  • Qualquer custo não incluído no CET é considerado abusivo e pode ser contestado

Em 2023, a Lei 14.711 (Marco das Garantias) reforçou a obrigatoriedade de transparência nos empréstimos com garantia real, exigindo que plataformas como a Solva mostrem o CET de todas as propostas ANTES da assinatura — não só no contrato final.

Você pode conferir a resolução original no site do Banco Central: [Resolução CMN 3.517/2007](https://www.bcb.gov.br/pre/nor

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