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Pergunta frequente

Qual a comissão home equity Crediblue?

Crediblue não cobra comissão do cliente em home equity. Você paga apenas taxas bancárias (juros, IOF, registro). Entenda como funciona a remuneração da fintech.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equitycrediblueperguntas frequentes

Qual a comissão home equity Crediblue?

Você paga apenas as taxas bancárias regulares (juros mensais, IOF, registro de garantia). A remuneração da Crediblue vem do banco parceiro via comissão de correspondente bancário — zero custo adicional pro tomador.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

Crediblue opera como correspondente bancário (regulado pela Resolução CMN 4.935 do BACEN). Zero real em comissão, taxa de análise, mensalidade ou "taxa de intermediação". O único custo é pro banco — e a Crediblue recebe um percentual dessa operação como correspondente.

Exemplo concreto: operação de R$ 500 mil com CET de 1,19% ao mês. Você paga R$ 5.950/mês pro banco (juros + amortização). Desses R$ 5.950, a Crediblue não recebe nada diretamente de você. O banco paga à Crediblue uma comissão de originação (geralmente 1,5% a 3% do valor liberado, paga uma vez só pelo banco, não por você).

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta curta acima vale pra 95% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada pro seu caso específico.

Primeiro: Crediblue é uma fintech multibanco. Isso significa que ela pode te conectar com Bradesco, Itaú, Santander, BV, Daycoval e outros (a Solva trabalha com 22 instituições, incluindo Crediblue). Cada banco tem sua própria política de comissionamento com correspondentes. Mas o princípio é o mesmo: você nunca paga essa comissão. Ela vem do banco.

Segundo: cuidado com custos que não são comissão mas parecem. Toda operação de home equity tem:

  • IOF (0,38% sobre o valor + 0,0082% por dia até 365 dias, máximo 3,38% do total)
  • Registro de alienação fiduciária (cartório cobra entre R$ 1.500 e R$ 8.000 conforme UF e valor do imóvel)
  • Avaliação do imóvel (algumas instituições cobram R$ 800-1.200; outras incluem no custo da operação)

Esses valores não são comissão da Crediblue. São custos bancários ou cartorários obrigatórios por lei (Lei 9.514/97 exige registro público da garantia).

Quando vale trabalhar com correspondente vs. banco direto

Aqui é onde a maioria erra. Vou traçar os cenários:

Cenário A — Cliente com tempo e expertise:
Você tem 40 horas livres pra visitar 11 agências, falar com gerentes, ler contratos de 60 páginas, comparar CET manualmente. Solução: vá direto nos bancos. Economiza? Zero. A comissão de correspondente não é repassada pra você (o banco já precifica ela no modelo de negócio). Você só gasta seu tempo.

Cenário B — Cliente que quer eficiência:
Você quer ver 11 propostas reais em 24 horas, com curadoria especializada. Solução: usa correspondente (Crediblue, Solva, Creditas). Custo adicional? Zero. Você paga as mesmas taxas bancárias que pagaria indo direto. A diferença: economiza 40 horas + ganha visão comparativa.

Dados da ABECIP mostram que 67% das operações de home equity em 2024 foram intermediadas por correspondentes. Por quê? Porque o banco quer que correspondentes tragam clientes qualificados. Custa menos pro banco do que manter 500 agências físicas.

O que ninguém te conta sobre correspondentes bancários

A maioria dos artigos esquece de mencionar que correspondente bancário é uma categoria regulada. Não é "despachante de crédito". É uma empresa autorizada pelo Banco Central (via banco parceiro) pra fazer análise de crédito, colher documentos, enviar propostas.

O pulo do gato: correspondente multibanco (como Crediblue ou Solva) tem vantagem sobre correspondente monobanco (que só trabalha com 1 instituição). Por quê?

  1. Negocia taxas melhores — volume de operações dá poder de barganha com bancos
  2. Compara propostas reais — você vê oferta do Bradesco vs. Itaú vs. BV lado a lado
  3. Matching inteligente — cliente com imóvel de R$ 8M vai pro banco que aceita garantia high-ticket; cliente com renda informal vai pro banco que flexibiliza comprovação

Exemplo prático que vi semana passada: cliente veio direto do Bradesco com proposta de CET 1,39% ao mês em R$ 700 mil. Mandei pra análise da Crediblue + outros 4 bancos via Solva. Resultado: BV ofereceu 1,19% ao mês. Economia de R$ 114 mil em 10 anos simplesmente porque ampliou o leque.

A Crediblue não cobrou nada a mais por isso. O cliente pagou as mesmas taxas (IOF, registro, juros). A diferença é que o BV pagou comissão pra Crediblue, não o Bradesco.

Erros comuns que custam dinheiro

  • Erro 1: Aceitar a primeira proposta sem comparar — custo médio: R$ 47 mil a mais pagos em 10 anos (dados internos Solva, base de 180 operações em 2024). Você não paga comissão pra comparar, então por que não comparar?

  • Erro 2: Confundir comissão de correspondente com taxa de análise — alguns bancos diretos cobram R$ 500-1.000 de "taxa de abertura de cadastro". Correspondente regulado não pode cobrar isso (BACEN proíbe). Se alguém te pedir dinheiro pra "analisar seu perfil", não é correspondente autorizado.

  • Erro 3: Achar que "grátis" é suspeito — psicologicamente, muita gente pensa "se não tô pagando, eu sou o produto". Em correspondente bancário, o banco é quem paga. Você é o cliente. O produto é a originação qualificada. Bancos pagam pra correspondentes trazerem clientes com documentação completa e perfil dentro da política de crédito.

  • Erro 4: Não perguntar QUAIS bancos o correspondente acessa — Crediblue trabalha com um leque de bancos, mas não com todos. Solva trabalha com 22 (incluindo Crediblue como parceira em algumas operações). Se o correspondente só tem 2-3 bancos, você tá limitando suas opções.

  • Erro 5: Ignorar o CET porque "juros são todos iguais" — vi cliente escolher banco A (CET 1,29%) em vez de banco B (CET 1,19%) porque "o gerente era mais simpático". Diferença: R$ 34 mil em 10 anos. Simpatia não paga parcela.

Como saber se faz sentido usar correspondente

Perguntas pra você responder:

  1. Você tem tempo de ir em 5+ bancos presencialmente? (cada visita = 2-3 horas entre agendamento, deslocamento, reunião)
  2. Você sabe ler CET e identificar taxas escondidas em contrato bancário? (documento médio: 47 páginas com cláusulas técnicas)
  3. Você conhece as políticas de crédito de cada banco? (ex: Itaú aceita imóvel rural como garantia; Bradesco não)
  4. Você tem urgência? (banco direto demora 15-30 dias pra primeira proposta; correspondente entrega em 24-72h)
  5. Seu imóvel tem alguma particularidade? (imóvel comercial, rural, em condomínio de luxo, com penhora antiga já quitada — correspondente experiente
Próximo passo

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3 minutos · Defesa profissional pelos 22 bancos · LGPD