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Pergunta frequente

Qual a melhor taxa para home equity de 100 mil?

Taxa média fica entre 1,09% a 1,79% ao mês, mas pode variar conforme perfil e banco. Veja como conseguir a melhor oferta comparando 22 instituições.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equityperguntas frequentesvalortaxas

Resposta direta: A melhor taxa pra home equity de R$ 100 mil hoje está entre 1,09% e 1,79% ao mês (13,82% a 23,64% ao ano). Mas depende do seu perfil: se tem renda formal comprovada, score alto e imóvel bem localizado, consegue o piso. Se não tem renda formal mas o imóvel vale acima de R$ 600 mil, ainda entra. A diferença entre aceitar 1,79% ou negociar 1,09% é R$ 47.380 pagos a mais em 10 anos.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

Gabrielle (Gabi) Aksenen acompanha cada operação Solva pessoalmente. 8 anos no mercado, mais de R$ 200 milhões intermediados em 22 bancos parceiros.


A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

Olha, vou ser direto com você: não existe "a melhor taxa" universal. Existe a melhor taxa pro seu perfil específico.

Em 2025, segundo dados da ABECIP, as taxas de home equity praticadas no Brasil variam de 1,09% a 1,79% ao mês entre os principais bancos. Isso significa que numa operação de R$ 100 mil em 120 meses, você pode pagar entre R$ 167.800 (taxa 1,09%) ou R$ 215.180 (taxa 1,79%). Diferença de R$ 47.380 — quase metade do valor emprestado.

Por isso a gente sempre fala: comparar vale muito dinheiro.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

A resposta curta acima vale pra 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada pro seu caso específico.

Primeiro: R$ 100 mil é o valor mínimo confortável pra maioria dos bancos toparem home equity. Abaixo disso, muitos nem avaliam (o custo operacional deles não compensa). Acima de R$ 50 mil você já entra no radar, mas é a partir de R$ 100k que as condições realmente melhoram.

Segundo: a taxa que o banco oferece depende de 4 variáveis principais:

  1. Seu perfil de crédito (score, histórico, renda)
  2. Características do imóvel (localização, liquidez, valor venal)
  3. Prazo que você escolhe (quanto mais longo, maior a taxa)
  4. Política comercial do banco naquele mês (cada um tem metas trimestrais diferentes)

E aqui tá o pulo do gato: cada banco pesa essas variáveis de forma diferente. O Bradesco pode te dar 1,49% enquanto o Daycoval oferece 1,19% pro mesmo perfil. Não porque um é "melhor" — mas porque a matriz de risco deles valoriza coisas diferentes.

(Semana passada um cliente recebeu 1,79% do banco A e 1,24% do banco B. Mesmo CPF, mesmo imóvel. Diferença de R$ 38 mil em 10 anos só por ter comparado)

Quando você consegue a melhor taxa (abaixo de 1,29%)

Cenário ideal:

  • Imóvel quitado em bairro nobre (Zona Sul RJ, Jardins SP, Belvedere BH)
  • Valor venal acima de R$ 800 mil
  • Renda comprovada formal acima de R$ 10 mil/mês
  • Score acima de 750
  • Pedindo até 50% do valor do imóvel

Resultado esperado: 1,09% a 1,29% ao mês em bancos como Itaú, Bradesco ou Santander. Em R$ 100 mil por 120 meses, você paga R$ 167.800 a R$ 178.400 no total.

Exemplo real: Cliente advogado, imóvel R$ 1,2M quitado em Pinheiros (SP), renda R$ 18k comprovada. Pediu R$ 100k. Recebeu 1,14% do Itaú, 1,19% do Santander, 1,29% do Inter. Fechou com Itaú. Prestação: R$ 1.398/mês.

Quando a taxa fica mais alta (1,49% a 1,79%)

Cenário desafiador:

  • Imóvel em cidade média/pequena (dificulta revenda pro banco caso dê problema)
  • Valor venal entre R$ 300k e R$ 600k
  • Sem renda formal comprovada (autônomo, MEI, investidor)
  • Score entre 600-700
  • Pedindo acima de 50% do valor do imóvel

Resultado esperado: 1,49% a 1,79% ao mês em fintechs como Creditas, CashMe ou bancos médios como BV e Daycoval. Em R$ 100 mil por 120 meses, você paga R$ 193.200 a R$ 215.180 no total.

Mas ó: mesmo nesse cenário "difícil", a taxa ainda é MUITO melhor que empréstimo pessoal (3% a 8% ao mês) ou cheque especial (10% a 15%). A garantia do imóvel muda tudo.

O que ninguém te conta sobre taxa de home equity

A maioria dos artigos esquece de mencionar três coisas:

1. Banco não negocia taxa sozinho — você precisa de leverage

Banco não baixa taxa porque você pediu por favor. Banco baixa taxa quando tem outro banco na mesa oferecendo menos. Por isso a gente fala que comparar 11 bancos vale R$ 47 mil (diferença média entre aceitar a primeira oferta vs. escolher a melhor).

A Solva existe justamente pra isso: colocamos seu perfil simultaneamente em 22 instituições. Elas sabem que você tá comparando. Resultado: oferecem logo de cara a melhor condição comercial delas (não a taxa "teste" que dariam se você batesse na porta sozinho).

2. Taxa não é o único custo — tem que olhar o CET

CET (Custo Efetivo Total) inclui taxa de juros + tarifa de avaliação + registro em cartório + IOF + seguro obrigatório. Pode adicionar 0,15% a 0,40% ao mês no custo real.

Exemplo: banco oferece "1,19% ao mês" mas cobra R$ 3.500 de tarifa de avaliação + R$ 2.800 de registro. No CET, vira 1,34% ao mês. Ainda assim melhor que outro banco com "1,29% sem tarifa" mas CET de 1,41%.

(A Solva sempre mostra o CET lado a lado. Transparência é policy)

3. Prazo longo baixa a prestação mas aumenta o custo total

R$ 100 mil em 60 meses (1,19% ao mês): prestação R$ 2.385, total pago R$ 143.100
R$ 100 mil em 120 meses (1,19% ao mês): prestação R$ 1.371, total pago R$ 164.520
R$ 100 mil em 180 meses (1,19% ao mês): prestação R$ 1.124, total pago R$ 202.320

Diferença de R$ 59.220 entre o prazo mais curto e o mais longo. Mas se você precisa de prestação baixa pra caber no orçamento, 180 meses ainda é melhor que não conseguir pagar e perder o imóvel.

A sacada: você pode antecipar parcelas sem penalidade. Pega o prazo longo pra segurança, mas amortiza quando der. Lei 14.711/2023 proíbe multa em amortização antecipada.

Erros comuns que custam dinheiro

Vejo esses 5 erros toda semana:

1. Aceitar a primeira proposta sem comparar
Custo médio: R$ 38 mil a mais pagos em 10 anos. Você acha que 0,30 p.p. de diferença é "pouco"? Em R$ 100k por 120 meses, 0,30 p.p. = R$ 18.400.

2. Olhar só a prestação, ignorar o CET
Custo médio: R$ 12 mil em tarifas ocultas que podiam ser negociadas ou evitadas escolhendo outro banco.

3. Pedir o prazo máximo sem necessidade
Custo médio: R$ 40 mil pagos a mais em juros se escolher 180 meses quando cabia 120 no bolso.

**4. Não

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