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Pergunta frequente

Qual a Taxa de Averbação no Home Equity?

A taxa de averbação varia de R$ 200 a R$ 3.000 dependendo do estado e tipo de registro. Entenda os custos reais e como evitar surpresas no financiamento com garantia de imóvel.

24 de abril de 20267 min de leiturahome equityperguntas frequentescustos home equityaverbação

Qual a Taxa de Averbação no Home Equity?

Resposta direta: A taxa de averbação no home equity varia de R$ 200 a R$ 3.000 dependendo do estado, cartório e tipo de garantia (alienação fiduciária ou hipoteca). Em São Paulo, a média fica entre R$ 800 e R$ 1.500 para operações com alienação fiduciária.

Por Gabrielle Aksenen — Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

A taxa de averbação é o valor cobrado pelo cartório pra registrar a garantia do seu imóvel no contrato de home equity. Esse registro é obrigatório por lei (Lei 9.514/97 pra alienação fiduciária e Código Civil pra hipoteca). Na prática, você paga entre R$ 200 e R$ 3.000 dependendo do seu estado e do valor da operação. Esse custo entra no CET (Custo Efetivo Total) que os bancos precisam mostrar antes de você assinar.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta curta acima vale pra 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada pro seu caso específico.

Primeiro: taxa de averbação não é a mesma coisa que IOF, tarifa bancária ou seguro. É especificamente o custo do cartório pra registrar a garantia na matrícula do imóvel. Semana passada um cliente achou que tinha sido cobrado em duplicidade porque viu "R$ 1.200 averbação" + "R$ 890 registro" na planilha do banco. Era a mesma coisa — alguns bancos chamam de "registro", outros de "averbação". O nome técnico correto é registro de ônus real (isso aparece na certidão de matrícula atualizada).

Segundo detalhe: o valor não é proporcional ao tamanho da sua operação em todos os estados. São Paulo cobra uma taxa fixa escalonada (tipo imposto de renda). Rio de Janeiro cobra percentual sobre o valor do crédito. Minas Gerais tem tabela própria. Isso significa que uma op de R$ 300k pode ter a mesma taxa de averbação de uma op de R$ 500k em SP, mas custos diferentes no RJ.

Quando a taxa fica mais cara (e quando fica mais barata)

Cenário A: Operação R$ 400k em São Paulo com alienação fiduciária

  • Taxa cartório: ~R$ 1.200
  • Registro em 3-5 dias úteis
  • Total de custos cartoriais: R$ 1.200 (só averbação, sem contar certidões)
  • Por que fica nesse valor: SP tem tabelamento estadual fixo pra alienação fiduciária

Cenário B: Operação R$ 400k no Rio de Janeiro com hipoteca

  • Taxa cartório: ~R$ 2.400 (0,6% sobre R$ 400k)
  • Registro em 7-10 dias úteis (hipoteca demora mais que alienação)
  • Total de custos cartoriais: R$ 2.400 + certidões (~R$ 300)
  • Por que fica mais caro: RJ cobra percentual + hipoteca tem rito mais burocrático

Cenário C: Operação R$ 150k em Goiás com alienação fiduciária

  • Taxa cartório: ~R$ 600
  • Registro em 2-4 dias úteis
  • Total: R$ 600
  • Por que fica mais barato: GO tem tabela mais acessível pra valores menores

Cenário D: Segunda averbação (você já tinha home equity e vai fazer outro)

  • Taxa: mesma coisa (não tem desconto)
  • Diferença: o cartório precisa verificar se a 1ª garantia permite 2ª posição
  • Tempo: +2-3 dias no processo porque envolve notificação do 1º credor

O que ninguém te conta sobre averbação

A maioria dos artigos esquece de mencionar que você pode negociar quem paga a taxa com o banco. Não é comum, mas acontece.

Aqui na Solva, já vimos 4 situações onde o banco topou arcar com parte ou totalidade da averbação:

  1. Operações acima de R$ 1 milhão — banco absorve a taxa pra fechar negócio (aconteceu 3x em 2024)
  2. Clientes portando operação de concorrente — banco novo paga pra "roubar" o cliente (vimos isso no Bradesco e BV)
  3. Promoções pontuais — Itaú já fez campanha "zero custo cartório" em jan/2024
  4. Relacionamento private — se você tem mais de R$ 3M investidos no banco, consegue waiver de custos

Outro ponto: a taxa de averbação é dedutível do IR como despesa financeira se você usar o crédito pra investir (comprar outro imóvel, ampliar negócio). A maioria dos contadores esquece de lançar isso. Numa operação de R$ 500k com averbação de R$ 1.500, se você está na alíquota de 27,5%, economiza R$ 412,50 na declaração.

E tem um "truque" que poucos sabem: cartórios diferentes no mesmo município cobram valores diferentes. A diferença pode ser de R$ 200-400. O banco escolhe o cartório padrão dele, mas se você tiver um cartório de confiança que cobra menos, pode pedir pro banco registrar lá (funciona em 30% dos casos — depende da política interna do banco).

Erros comuns que custam dinheiro

  • Confundir averbação com avaliação do imóvel — são custos separados. Avaliação custa R$ 500-1.500 (engenheiro vai no imóvel). Averbação é só o registro no cartório. Vi cliente achar que tinha sido cobrado 2x porque viu os dois na planilha.

  • Não pedir a discriminação dos custos cartoriais no CET — alguns bancos enfiam tudo numa linha "despesas de contrato". Exija o detalhamento. Já pegamos banco cobrando R$ 2.800 de "registro" sendo que a tabela do estado previa R$ 1.200. Cliente economizou R$ 1.600 só por questionar.

  • Aceitar hipoteca quando podia ser alienação fiduciária — hipoteca custa 40-60% mais caro no registro (porque envolve mais trâmites) e demora o dobro do tempo. A Lei 14.711/2023 (Marco das Garantias) facilitou muito o uso de alienação fiduciária. Se o banco oferecer hipoteca, pergunte: "por que não alienação?". Em 70% dos casos, era só costume operacional — não havia motivo técnico.

  • Não provisionar o custo na hora de simular — o maior erro é olhar só a taxa de juros (ex: 0,99% a.m.) e esquecer que R$ 1.500 de averbação numa op de R$ 100k equivale a 1,5% do valor. Isso sobe o CET efetivo. Numa op de 10 anos, pode representar 2-3 parcelas "extras" diluídas.

  • Pagar a taxa e não verificar se o registro saiu — a obrigação do banco é registrar. Mas já vimos caso (1x em 2023) onde o banco liberou o dinheiro, cobrou a taxa, e esqueceu de protocolar no cartório. Cliente só descobriu 4 meses depois quando tentou vender o imóvel. Sempre peça a certidão de matrícula atualizada com o registro do ônus dentro de 30 dias após a liberação do crédito.

Como saber se a taxa que te cobraram está correta

Pergunta 1: Você sabe em qual estado o imóvel está registrado? (nem sempre é onde você mora — se herdou, pode ser em outro estado)

Pergunta 2: O banco te mostrou a tabela oficial do cartório antes de cobrar? (pode pedir — cartórios têm tabela pública no site do TJ do estado)

Pergunta 3: O tipo de garantia é alienação fiduciária ou hipoteca? (deve estar escrito no contrato — alienação é mais barata)

Pergunta 4: Você comparou o valor cobrado com a tabela do CNJ? (Conselho Nacional de Justiça publica valores de referência por estado — link no Provimento CNJ 65/2017)

Pergunta 5: O banco ofereceu zerar ou reduzir essa taxa em alguma condição especial? (se a op for grande, sempre vale perguntar antes de assinar)

Se você respondeu "não sei" pra 2+ perguntas, é sinal

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