Qual a taxa do home equity com imóvel quitado?
Descubra as taxas reais de home equity com imóvel quitado em 2025: de 0,79% a 1,69% ao mês nos 22 bancos que a Solva compara. Compare antes de aceitar a primeira proposta.
Resposta direta: As taxas de home equity com imóvel quitado em 2025 variam de 0,79% a 1,69% ao mês (10,31% a 22,44% ao ano) nos 22 bancos que a Solva compara. Taxa final depende do valor do imóvel, quanto você quer financiar e sua renda comprovada. Diferença de 0,90 p.p. ao mês = R$ 187 mil a mais pagos em 10 anos numa operação de R$ 500 mil.
Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado
A resposta curta (pra quem só quer saber agora)
Imóvel quitado não garante automaticamente a melhor taxa — mas é o fator que mais pesa na negociação.
Em abril de 2025, as taxas praticadas pelos 22 bancos parceiros da Solva variam de 0,79% ao mês (fintechs como Creditas e CashMe para perfis premium com imóveis acima de R$ 3 milhões) até 1,69% ao mês (bancos médios para imóveis de menor valor).
Segundo a ABECIP, o setor contratou R$ 8,97 bilhões em home equity em 2024 — crescimento de 41% no primeiro semestre de 2025. A taxa média do mercado está em 1,29% a.m., mas aceitar essa "média" sem comparar pode custar caro.
Mas calma — tem detalhes que fazem diferença
Olha, a resposta curta acima vale 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada pro seu caso específico.
Semana passada um cliente aceitou proposta de 1,49% a.m. do banco da conta dele porque "imóvel quitado = melhor taxa automática". Quando comparamos com os 11 bancos da rede Solva, apareceram 4 propostas entre 0,89% e 1,09% a.m. Diferença? R$ 124 mil a menos pagos ao longo de 10 anos numa operação de R$ 600 mil.
O banco não estava "enganando" — era a taxa padrão dele pra aquele perfil. Mas padrão não é o melhor que você consegue quando 22 instituições competem pela sua operação.
Quando você consegue taxa abaixo de 1% ao mês
Três cenários reais onde vi taxas de 0,79% a 0,99% a.m. nos últimos 60 dias:
Cenário A — Imóvel premium em capital
- Imóvel quitado avaliado em R$ 4,2 milhões (Jardins, SP)
- Cliente solicitou R$ 1,5 milhão (LTV 35%)
- Renda comprovada R$ 80 mil/mês
- Resultado: Creditas ofereceu 0,84% a.m. (10,56% a.a.) + Itaú bateu com 0,82% a.m.
Cenário B — Financiamento baixo, imóvel médio
- Imóvel quitado R$ 1,8 milhão (Belo Horizonte)
- Cliente precisava de R$ 300 mil (LTV 16%)
- Renda comprovada R$ 35 mil/mês
- Resultado: CashMe 0,94% a.m. + Sofisa 0,97% a.m.
Cenário C — Quando NÃO vale
- Imóvel quitado R$ 650 mil (interior SP, sem liquidez)
- Cliente queria R$ 500 mil (LTV 76%)
- Renda não comprovada (MEI com faturamento irregular)
- Resultado: Melhor proposta foi 1,54% a.m. — e só 2 dos 11 bancos aceitaram analisar
A diferença? LTV (Loan-to-Value) + liquidez do imóvel + capacidade de pagamento comprovada pesam tanto quanto estar quitado.
O que ninguém te conta sobre isso
A maioria dos artigos esquece de mencionar que imóvel quitado sozinho não basta. Bancos avaliam 4 variáveis simultâneas:
- Relação financiamento/valor (LTV) — quanto menor, melhor a taxa
- Liquidez do imóvel — capitais ranqueiam melhor que interior sem demanda
- Renda comprovada vs. valor do imóvel — se seu imóvel vale R$ 5M mas você não comprova renda, alguns bancos topam (C6, Creditas, Inter) mas cobram 0,20-0,30 p.p. a mais
- Prazo — 10 anos tem taxa menor que 15 anos (diferença média de 0,15 p.p.)
Exemplo prático que atendi em março/2025: Cliente tinha imóvel quitado de R$ 2,1M no Leblon (RJ). Pediu R$ 1,8M (LTV 85%) pra quitar dívidas. Renda comprovada: R$ 45 mil/mês.
Primeira proposta (banco da conta): 1,39% a.m.
Depois de comparar com 11 bancos:
- Bradesco rejeitou (LTV acima do limite interno deles de 70%)
- Santander ofereceu 1,29% a.m.
- Creditas ofereceu 1,09% a.m. (aceitam LTV até 90% pra imóveis premium)
Ele fechou com Creditas. Economia ao longo de 10 anos vs. proposta original: R$ 289 mil.
O "pulo do gato" foi que Creditas avalia liquidez de forma diferente — Leblon ranqueia no top 3 de liquidez nacional, então compensaram o LTV alto com taxa competitiva.
Isso você não descobre ligando pro gerente do seu banco. Você descobre comparando 11 instituições que têm apetites diferentes pro mesmo perfil.
Erros comuns que custam dinheiro
Esses são os 5 erros que mais vi custar caro nos últimos 12 meses:
1. Aceitar a primeira proposta sem comparar com pelo menos 5 bancos
- Preço: média de R$ 47 mil a mais pagos em 10 anos (operação de R$ 500k)
- Por quê: Banco da sua conta não compete — ele já tem você como cliente
2. Achar que "imóvel quitado = todas as portas abertas"
- Preço: propostas rejeitadas ou taxas 0,40 p.p. acima do possível
- Por quê: Se LTV > 70% + renda não comprovada, metade dos bancos rejeita mesmo com imóvel quitado
3. Não considerar bancos médios e fintechs (só focar nos 3 bancões)
- Preço: perder taxas de 0,79%-0,94% a.m. que Creditas, CashMe e C6 oferecem pra perfis específicos
- Por quê: Bradesco/Itaú/Santander têm ticket mínimo alto (geralmente R$ 500k+) e processos lentos
4. Informar valor errado do imóvel na simulação inicial
- Preço: proposta vir com taxa 0,25 p.p. maior depois da avaliação física corrigir o valor
- Por quê: Bancos fazem pré-análise com o valor que você declara, mas só confirmam taxa após laudo oficial
5. Não calcular o CET (Custo Efetivo Total), só olhar a taxa nominal
- Preço: "taxa de 1,19% a.m." vira CET de 1,37% a.m. com seguros obrigatórios + tarifa de avaliação
- Por quê: Banco anuncia taxa nominal, mas contrato tem o CET — esse sim é o que você paga de verdade
Como saber se faz sentido pro seu caso
Responda essas 5 perguntas:
- Seu imóvel está 100% quitado? (sem financiamento ativo, sem penhora, registro limpo)
- O valor de mercado dele está acima de R$ 400 mil? (abaixo disso, poucos bancos aceitam)
- Você precisa de menos de 60% do valor do imóvel? (LTV ≤ 60% = melhores taxas)
- Seu imóvel fica em capital ou região metropolitana com liquidez? (FipeZap mostra valorização consistente)
- **Você comprova renda formal
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