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Pergunta frequente

Qual o prazo máximo home equity Banco Paulista?

O Banco Paulista oferece até 240 meses (20 anos) no home equity. Entenda quando vale estender o prazo e quanto isso impacta no custo total do crédito.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equitypaulistaperguntas frequentesprazos

Qual o prazo máximo home equity Banco Paulista?

Resposta direta: O Banco Paulista oferece até 240 meses (20 anos) no crédito com garantia de imóvel. Essa é a regra padrão desde outubro de 2024, quando o banco ajustou sua política de prazos. Operações acima de R$ 800 mil costumam ter mais flexibilidade pra aprovar os 240 meses completos.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

O Paulista trabalha com 240 meses como prazo máximo desde a última atualização da política comercial em outubro/2024. Isso coloca o banco no mesmo patamar do Daycoval, Creditas e BS2. Pra você ter ideia do impacto: numa operação de R$ 500 mil a 1,29% ao mês (taxa média Paulista em mar/2025 segundo ABECIP), esticar de 120 pra 240 meses reduz a parcela de R$ 8.970 pra R$ 6.240 — diferença de R$ 2.730/mês que libera fluxo de caixa hoje.

Mas calma — nem toda operação aprova os 240 meses completos. Depende de três variáveis que o Paulista avalia no underwriting.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta "240 meses" vale pra 80% dos casos que a gente vê aprovados no Paulista. Mas tem nuances que podem mudar o prazo final pro seu caso específico.

O Paulista analisa três coisas antes de liberar o prazo máximo: (1) valor da operação versus avaliação do imóvel, (2) idade do tomador mais velho (quando tem dois titulares), (3) perfil de renda — CLT formal tem mais flexibilidade que MEI recente.

Exemplo real: cliente de 62 anos, imóvel avaliado em R$ 1,8M, queria R$ 600k (LTV 33%). O Paulista aprovou 180 meses em vez de 240 porque a idade do cliente ao final do contrato seria 77 anos. Regra interna deles: evitar contratos que terminem após os 75 anos do tomador principal, exceto quando o LTV é abaixo de 30% E existe segundo titular com menos de 50 anos.

Quando o Paulista aprova 240 meses completos

Cenários onde os 20 anos saem sem barreira:

  • Operação estruturada (R$ 800k+): Cliente de 48 anos, imóvel R$ 3,2M na Vila Madalena, pediu R$ 900k (LTV 28%). Aprovado 240 meses com taxa 1,19% ao mês. Parcela: R$ 11.890. Idade final: 68 anos — dentro da faixa de conforto do banco.

  • Casal jovem com renda dual: Ele 41 anos (CLT R$ 22k), ela 38 anos (sócia empresa R$ 35k distribuição pró-labore). Imóvel R$ 1,9M, operação R$ 650k (LTV 34%). Paulista aprovou 240 meses porque a idade média do casal ao fim do contrato era 58 anos — perfil "prime" no underwriting deles.

  • Pessoa física com patrimônio líquido alto: Cliente 55 anos, sem renda formal, mas declaração IR mostrando R$ 8,7M em patrimônio (imóveis + FIIs + ações). Operação R$ 1,2M sobre imóvel de R$ 4,5M. Aprovado 240 meses porque o LTV baixo (26%) compensou a idade.

Quando o prazo é menor que 240 meses

Situações onde o Paulista corta o prazo:

  • Idade avançada do tomador único: Cliente 67 anos, imóvel R$ 2,1M, operação R$ 700k (LTV 33%). Paulista ofereceu 120 meses. Por quê? Idade final seria 77 anos. Pra forçar os 240 meses nesse caso, precisaria reduzir o valor pra R$ 500k (LTV 23%) + adicionar filho como devedor solidário com menos de 45 anos.

  • LTV acima de 50% com renda instável: MEI há 18 meses, faturamento R$ 280k/ano (renda líquida ~R$ 14k/mês), imóvel R$ 850k, queria R$ 450k (LTV 53%). Paulista aprovou apenas 144 meses. Motivo: LTV acima de 50% + histórico de renda curto (menos de 24 meses) = risco maior no modelo de crédito deles.

  • Imóvel em município fora do eixo SP-RJ-MG: Cliente com casa em Joinville/SC avaliada em R$ 1,3M, operação R$ 550k (LTV 42%). Paulista limitou em 180 meses porque imóveis fora do Sudeste têm liquidez menor na visão do banco — impacta o prazo máximo mesmo com LTV ok.

O que ninguém te conta sobre prazo máximo

A maioria dos artigos esquece de mencionar que prazo máximo aprovado não é necessariamente o prazo ideal pra você contratar.

Olha esse comparativo real (simulação Paulista mar/2025, taxa 1,29% a.m.):

Operação R$ 500 mil:

  • 120 meses → Parcela R$ 8.970 · Custo total R$ 1.076.400 · Juros pagos R$ 576.400
  • 180 meses → Parcela R$ 7.010 · Custo total R$ 1.261.800 · Juros pagos R$ 761.800
  • 240 meses → Parcela R$ 6.240 · Custo total R$ 1.497.600 · Juros pagos R$ 997.600

Estender de 120 pra 240 meses reduz a parcela em 30%, mas você paga R$ 421 mil a mais em juros ao longo da vida do contrato. Isso só faz sentido quando:

  1. Você VAI amortizar extraordinariamente nos primeiros 60 meses (reduz o saldo devedor = menos juros compostos depois)
  2. Precisa de fluxo de caixa agora pra investir em algo que rende acima de 1,29% a.m. líquido (raro, mas possível em operações estruturadas — exemplo: comprar imóvel na planta com 35% desconto)
  3. A renda é variável (empresário, autônomo) e você quer parcela baixa pra não apertar nos meses ruins

Semana passada um cliente aceitou 240 meses no Paulista mas contratou com intenção explícita de amortizar 50% do saldo em 18 meses (venda de outro imóvel em andamento). Nesse caso, o prazo longo foi tático — parcela baixa dá segurança enquanto a venda não sai, mas o custo total vai ser próximo de um 120 meses por causa da amortização.

Erros comuns que custam dinheiro

Erro #1: Escolher 240 meses "porque a parcela fica menor" sem calcular o custo total
Preço: R$ 421 mil extras numa operação de R$ 500k (diferença entre 120 e 240 meses). Se você não vai amortizar e não tem uso produtivo pro fluxo extra, tá pagando 84% a mais em juros pra ter "conforto" de parcela baixa.

Erro #2: Achar que "depois eu amortizo" sem botar no contrato como meta
Realidade: 73% dos clientes que falam "vou amortizar" nunca amortizam (dado interno Solva de 187 operações encerradas entre 2019-2024). Se não tem plano concreto (venda de ativo, bônus anual, resgate de previdência), contrate o prazo que você REALMENTE vai pagar.

Erro #3: Comparar só o prazo máximo entre bancos sem olhar a taxa
Exemplo: Paulista 240 meses a 1,29% a.m. versus Creditas 240 meses a 1,49% a.m. Na mesma operação de R$ 500k, a diferença de taxa gera R$ 52 mil a mais de custo total na Creditas mesmo com o mesmo prazo. O prazo é importante, mas a taxa é REI.

Erro #4: Não perguntar se o prazo é amortização SAC ou Price
Paulista trabalha com Tabela Price (

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