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Pergunta frequente

Aceita PJ home equity T-Cash?

Sim, a T-Cash aceita PJ em operações de home equity desde que o imóvel esteja em nome da empresa e haja faturamento comprovado. Entenda os requisitos completos.

24 de abril de 20256 min de leiturahome equitytcashperguntas frequentespj

Resposta direta: Sim, a T-Cash aceita PJ em operações de home equity desde que o imóvel usado como garantia esteja registrado em nome da pessoa jurídica e a empresa tenha faturamento comprovado nos últimos 12 meses. Score mínimo de 600 pontos e imóvel avaliado acima de R$ 500 mil.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

A T-Cash trabalha com home equity PJ, mas com critérios mais rígidos que operações pessoa física. O imóvel precisa estar no CNPJ da empresa (não aceita imóvel pessoal do sócio como garantia), faturamento anual mínimo de R$ 360 mil e tempo de abertura da empresa de pelo menos 2 anos. LTV (Loan-to-Value) máximo de 50% do valor de avaliação do imóvel.

Segundo dados da ABECIP, operações PJ representaram 18% do volume total de home equity contratado no 1º semestre de 2025 — crescimento de 23% vs mesmo período de 2024.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta curta acima vale pra maioria das PJs que nos procuram. Mas tem nuances que podem mudar completamente a jogada pro seu caso específico.

A T-Cash é uma fintech (SCD — Sociedade de Crédito Direto) regulada pelo Banco Central desde 2021. Diferente dos bancões, ela NÃO exige relacionamento prévio e aceita empresas de setores que bancos tradicionais costumam negar (comércio eletrônico, food service, construção civil). Porém, a análise de crédito é mais criteriosa justamente por não ter histórico de conta corrente.

A grande pegadinha: muita gente acha que pode usar o imóvel pessoal (CPF) como garantia pra uma operação no CNPJ. Não rola. A T-Cash exige que garantia e tomador sejam o mesmo tipo de pessoa (PJ com PJ, PF com PF).

Quando vale / quando não vale

Cenário A — Vale a pena T-Cash PJ: Empresa com 3 anos de operação, faturamento anual de R$ 1,2 milhão, imóvel comercial quitado avaliado em R$ 2 milhões. Precisa de R$ 800 mil pra expansão (abertura de nova loja). Score acima de 700 pontos.

Resultado: T-Cash aprova 50% do valor do imóvel (R$ 1 milhão disponível), taxa a partir de 1,29% ao mês + CET de 1,49% ao mês (maio/2025), prazo até 240 meses. Empresa consegue capital de giro sem diluir sociedade ou vender patrimônio.

Cenário B — NÃO funciona: MEI faturando R$ 80 mil/ano, imóvel residencial quitado no CPF do sócio avaliado em R$ 600 mil. Quer pegar R$ 300 mil pra investir no negócio.

Por que não: T-Cash não aceita garantia pessoa física em operação pessoa jurídica. MEI teria que primeiro transferir o imóvel pro CNPJ (custo de ITBI 2-3% + cartório R$ 5-8 mil) OU fazer a operação no CPF e depois emprestar o dinheiro pro CNPJ (o que gera complicações tributárias e contábeis).

Cenário C — Caso intermediário: Empresa com 18 meses de operação (abaixo dos 2 anos exigidos), faturamento R$ 500 mil/ano, imóvel comercial no CNPJ avaliado em R$ 1,5 milhão. Score 650 pontos.

Solução: T-Cash nega por tempo de abertura, mas dos 22 bancos parceiros Solva, 4 fintechs (CashMe, Creditas, Pontte, Crediblue) aceitam PJ com 12+ meses de operação. A gente compara as 4 propostas reais em 24h e você escolhe a melhor.

O que ninguém te conta sobre isso

A maioria dos artigos sobre home equity PJ esquece de mencionar que o tratamento contábil do empréstimo muda completamente a operação fiscal da empresa.

Quando uma PJ toma home equity, o valor entra como passivo não circulante no balanço. Os juros são despesas dedutíveis (reduzem o lucro tributável), mas o principal não. Isso significa que, diferente de um financiamento de veículo ou equipamento (onde a depreciação também abate imposto), no home equity só o juro é despesa.

Exemplo concreto que atendi semana passada: Cliente tinha uma empresa de TI, faturamento R$ 2 milhões/ano, lucro presumido. Pegou R$ 600 mil via T-Cash a 1,39% a.m. (junho/2024). Primeira parcela: R$ 8.340 de juros + R$ 2.160 de amortização = R$ 10.500 total.

Na contabilidade:

  • R$ 8.340 → despesa financeira (reduz base de cálculo IR/CSLL)
  • R$ 2.160 → redução de passivo (não afeta resultado)

Como estava no lucro presumido (IR 15% + CSLL 9% sobre presunção), os R$ 8.340 de juros geraram economia tributária ZERO (lucro presumido não deduz despesas reais, só trabalha com percentual fixo de presunção).

O insight: se sua empresa é lucro presumido, o benefício fiscal do home equity é menor do que pra quem está no lucro real. A T-Cash não explica isso na simulação — você descobre quando o contador fecha o balancete.

Requisitos completos T-Cash PJ (maio 2025)

Peguei direto do manual de crédito atualizado:

Empresa:

  • Tempo de abertura: 24+ meses
  • Faturamento anual: R$ 360 mil+ (média últimos 12 meses via DRE ou extrato bancário)
  • Score CNPJ: 600+ pontos (Serasa/Boa Vista)
  • Sem protestos ativos acima de R$ 1.000
  • Sem inscrição ativa em dívida ativa federal (PGFN)
  • Sócios sem restrição grave no CPF (admite restrições leves até R$ 5 mil total)

Imóvel garantia:

  • Registro no CNPJ da empresa tomadora
  • Valor mínimo de avaliação: R$ 500 mil (FipeZap ou avaliador credenciado)
  • Tipos aceitos: comercial, industrial, residencial (desde que no CNPJ)
  • Não aceita: rural, em construção, terreno sem edificação, imóvel com destinação específica (cemitério, posto de gasolina)
  • Documentação: matrícula atualizada (90 dias), certidões negativas (cartório, prefeitura, INSS empresa)

Operação:

  • LTV máximo: 50% do valor de avaliação (você recebe até metade do que o imóvel vale)
  • Valor mínimo liberado: R$ 100 mil
  • Valor máximo: R$ 5 milhões por operação
  • Prazo: 60 a 240 meses
  • Carência: opcional, até 6 meses (juros capitalizados no período)
  • IOF: 0,38% sobre valor liberado (fixo pessoa jurídica, Lei 14.711/2023)

Taxas (referência maio 2025):

  • Apartir de 1,29% a.m. (CET 1,49% a.m. incluindo seguro + custos cartório)
  • Antecipação sem penalidade após 24 meses
  • Avaliação do imóvel: R$ 1.200-2.800 dependendo da cidade
  • Registro da alienação fiduciária: 0,3-0,6% do valor liberado (varia por cartório)

Erros comuns que custam dinheiro

Erro 1 — Usar imóvel do CPF como garantia: Cliente tinha empresa de logística, imóvel residencial quitado no CPF avaliado em R$ 1,8 milhão. Transferiu pro CNPJ pra fazer a operação com T-Cash. Custo: ITBI 2% (R$ 36 mil) + cartório R$ 7.200 = R$ 43.200 perdidos só pra viabilizar a análise. Se tivesse feito home equity no CPF e depois emprestado pra empresa via contrato de mútuo, pagaria zero de tributo na entrada (mas criaria complexidade tributária na sa

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