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Pergunta frequente

Como fazer home equity sendo autônomo?

Autônomos conseguem home equity sim — desde que comprovem renda via imposto de renda ou tenham imóvel acima de R$ 3 milhões. Veja as 4 rotas aprovadas pelos 22 bancos.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equityperguntas frequentesautonomorenda variavel

Como fazer home equity sendo autônomo?

Resposta direta: Autônomos conseguem home equity em 4 situações: (1) declarando IR completo nos últimos 2 anos, (2) tendo imóvel acima de R$ 3 milhões (dispensa comprovação formal), (3) via cônjuge com carteira assinada, ou (4) apresentando extratos bancários + contratos de prestação de serviço. A taxa varia de 0,99% a 1,49% ao mês conforme o perfil.

Por Gabrielle Aksenen — Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

Ser autônomo não te impede de fazer home equity — mas muda o processo de aprovação. Dos 22 bancos parceiros da Solva, 18 aceitam renda variável desde que você comprove via declaração de imposto de renda dos últimos 2 anos. A renda considerada é a média dos últimos 24 meses, não o faturamento do mês atual. Em 2024, 31% das operações Solva foram com autônomos, profissionais liberais ou empresários (fonte: base interna Solva, jan-dez 2024).

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta curta acima vale pra maioria dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada dependendo do seu perfil específico como autônomo.

A principal diferença entre você e um assalariado CLT: os bancos vão pedir documentação adicional pra validar sua capacidade de pagamento. Não é burocracia gratuita — é a forma que as instituições encontraram pra reduzir inadimplência (que no home equity é de apenas 0,8% segundo ABECIP, justamente por causa dessa análise criteriosa).

O que muda na prática? Tempo de resposta pode ser 3-5 dias maior que CLT, e você precisa ter os documentos organizados ANTES de aplicar. Mas o benefício compensa: taxas entre 0,99% e 1,49% a.m., prazo até 240 meses, e valores até 60% do imóvel (R$ 300k num imóvel de R$ 500k, por exemplo).

As 4 rotas aprovadas pelos bancos

Rota 1: Declaração de Imposto de Renda (IR) completa Funciona pra 80% dos autônomos. Você precisa:

  • IR dos últimos 2 anos (modelo completo, não simplificado)
  • Renda líquida anual acima de R$ 72 mil (média R$ 6k/mês)
  • Mesmo CPF no IR e no imóvel oferecido em garantia

Banco calcula assim: soma a renda líquida dos 2 anos, divide por 24 meses, aplica margem de 30% pra parcela máxima. Exemplo real (operação Solva nov/2024): cliente com renda média de R$ 18k/mês conseguiu liberar R$ 680k com parcela de R$ 5.400 (30% da renda) em 180 meses.

Rota 2: Imóvel de alto valor (dispensa comprovação formal) Se seu imóvel vale acima de R$ 3 milhões, 9 dos 22 bancos parceiros dispensam comprovação de renda formal. A lógica: o LTV baixo (você pega no máximo 40% do valor, ou seja, R$ 1,2M num imóvel de R$ 3M) reduz o risco do banco mesmo se houver inadimplência.

Perfil típico: empresários que reinvestem lucro na empresa e não têm renda formal alta no IR, mas possuem patrimônio imobiliário relevante. Taxa nessa faixa: 0,99% a 1,29% a.m. (as menores do mercado).

Rota 3: Cônjuge com renda formal Casado(a) em comunhão total ou parcial de bens? O banco pode considerar a renda do cônjuge CLT como garantia de pagamento, mesmo que o imóvel esteja no seu nome. Documentos exigidos:

  • Certidão de casamento atualizada (menos de 90 dias)
  • Contracheques do cônjuge (3 últimos meses)
  • Anuência formal via cartório (o cônjuge assina autorizando a operação)

Operação real (Solva fev/2025): autônomo sem IR + esposa CLT com renda de R$ 12k = aprovação de R$ 450k em 144 meses, taxa 1,19% a.m. no Bradesco.

Rota 4: Extratos bancários + contratos Pra quem não declara IR mas tem movimento bancário robusto. Exigências:

  • Extratos dos últimos 12 meses (todas as contas)
  • Contratos de prestação de serviço com PJ (mínimo 3)
  • Faturamento mínimo de R$ 15k/mês de média nos últimos 6 meses

Essa rota é mais morosa (análise manual do banco leva 7-10 dias úteis) e aceita por apenas 6 dos 22 parceiros Solva. Taxa: 1,39% a 1,49% a.m. pela complexidade de análise.

Quando vale / quando não vale

Vale a pena se:

  • Você tem IR dos últimos 2 anos com renda média acima de R$ 6k/mês
  • Seu imóvel está quitado OU financiado com saldo baixo (menos de 40% do valor)
  • Precisa de volume acima de R$ 100k (abaixo disso, empréstimo pessoal pode ser mais simples)
  • Projeto tem ROI claro: reformar pra vender (+20-30% no valor), consolidar dívidas caras (economiza 60-70% em juros vs cartão), investir no negócio próprio

Não vale se:

  • Você não declara IR E não tem cônjuge com renda formal E seu imóvel vale menos de R$ 3 milhões (sem rota de aprovação)
  • O imóvel tem restrição no registro (penhora, usufruto, herança não finalizada)
  • Você precisa do dinheiro em menos de 15 dias (processo mínimo: 20 dias entre aplicação e liberação)

Cenário real que NÃO funcionou (Solva mar/2025): cliente autônomo, renda informal de R$ 25k/mês em prestação de serviços, mas zero declaração de IR nos últimos 5 anos. Imóvel valia R$ 1,8M. Resultado: reprovado em 18 dos 22 bancos. Os 4 que aceitariam (via rota 4) exigiam taxa de 1,79% a.m. — inviável economicamente pro projeto dele.

O que ninguém te conta sobre isso

A maioria dos artigos sobre home equity pra autônomos esquece de mencionar que a ordem em que você aplica nos bancos importa. Cada consulta ao SCR (Sistema de Informações de Crédito do Banco Central) fica registrada. Se você aplicar em 5 bancos diferentes em 5 dias diferentes, parece desespero — e isso PIORA sua taxa.

A Solva resolve isso: você preenche UMA vez, a gente roda em 22 bancos simultaneamente via correspondente bancário (Resolução CMN 4.935), e as instituições veem apenas 1 consulta. Resultado prático: clientes Solva conseguem taxas 0,15-0,30 p.p. menores que indo direto no banco, simplesmente por não "sujar" o histórico com múltiplas consultas.

Outro ponto: timing fiscal. Se você declarou IR em abril mas precisa do crédito em maio, vale esperar o processamento da Receita (geralmente 30-45 dias pra sair da malha fina). Banco não aceita IR "recém-enviado" sem o protocolo de recebimento da Receita. Planejamento evita atraso.

Erros comuns que custam dinheiro

Erro 1: Declarar IR simplificado achando que vale Modelo simplificado não detalha fontes de renda — banco reprova. Custo: você perde 1 ano inteiro (precisa esperar o próximo IR pra fazer completo). Solução: se você é autônomo e pensa em home equity nos próximos 24 meses, já declare completo agora mesmo.

Erro 2: Misturar PF com PJ na mesma declaração Se você tem CNPJ, a renda da empresa NÃO conta como renda pessoa física no IR (a não ser que você retire pró-labore formal). Custo médio: R$ 150-200k de crédito negado por "renda insuf

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