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O que é CET (Custo Efetivo Total)? Definição completa + exemplos práticos

CET é o custo real do crédito — taxa de juros + TODAS as taxas (IOF, registro, avaliação). Aprenda a comparar propostas de home equity pelo número certo.

24 de abril de 20264 min de leituraglossariocetcustostaxas

O que é CET (Custo Efetivo Total)? Definição completa + exemplos práticos

Resposta direta: CET (Custo Efetivo Total) é o custo real anual do crédito, expresso em % ao ano. Inclui taxa de juros + TODAS as taxas obrigatórias (IOF, registro em cartório, avaliação do imóvel, seguro prestamista). Em home equity, o CET pode ser 1,5 a 3 pontos percentuais ACIMA da taxa de juros — por isso comparar só taxa é armadilha.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado


Definição básica

CET é a sigla pra Custo Efetivo Total. É o número que mostra quanto você vai pagar DE VERDADE num empréstimo ou financiamento, contando TUDO — não só os juros. O Banco Central obriga toda instituição financeira a informar o CET antes de você assinar contrato, porque a taxa de juros sozinha esconde os custos extras. Se você ainda tá perdido, calma — vou explicar com exemplo nos próximos parágrafos.

Como funciona na prática (com exemplo)

Suponha que você quer pegar R$ 500.000 emprestado com home equity. O banco te apresenta duas propostas:

Proposta A:

  • Taxa de juros: 1,09% ao mês (13,9% ao ano)
  • Prazo: 180 meses (15 anos)
  • Parcela: R$ 5.670/mês

Proposta B:

  • Taxa de juros: 1,15% ao mês (14,7% ao ano)
  • Prazo: 180 meses (15 anos)
  • Parcela: R$ 5.910/mês

Olhando só a taxa de juros, parece que A é melhor. Mas aí você confere o CET de cada uma:

Proposta A:

  • Taxa de juros: 13,9% ao ano
  • IOF: R$ 15.500 (pago na liberação)
  • Registro em cartório: R$ 7.800
  • Avaliação do imóvel: R$ 2.500
  • Seguro prestamista: R$ 180/mês (embutido)
  • CET final: 16,8% ao ano

Proposta B:

  • Taxa de juros: 14,7% ao ano
  • IOF: R$ 15.500 (pago na liberação)
  • Registro em cartório: R$ 4.200 (banco cobra menos)
  • Avaliação do imóvel: R$ 1.800 (avaliador próprio)
  • Seguro prestamista: R$ 95/mês (mais barato)
  • CET final: 16,2% ao ano

Surpresa: a proposta B (com juros "mais altos") é mais barata no total — o CET é 0,6 pontos percentuais menor. Ao longo de 15 anos, você economiza ~R$ 52.000.

É exatamente por isso que o CET existe. E por isso que na Solva a gente sempre ordena as propostas dos 22 bancos pelo CET, não pela taxa de juros.

Por que o CET importa pra você

Bancos adoram divulgar a taxa de juros porque ela parece pequena (1,09% ao mês soa pouco). Mas escondem os custos extras em letras pequenas do contrato. Quando você soma tudo, a taxa "baixa" vira armadilha cara.

Três razões pra você SEMPRE comparar pelo CET:

1. IOF varia entre bancos
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é fixado por lei, mas a forma como o banco cobra pode diferir. Alguns embute no valor liberado (você recebe menos dinheiro), outros adicionam na primeira parcela. Essa diferença de fluxo de caixa muda o CET em até 0,3 pontos percentuais.

2. Taxas de cartório variam 300% entre bancos
O registro da alienação fiduciária em cartório custa entre R$ 3.500 e R$ 12.000 dependendo do banco e do estado. Bancos grandes (Bradesco, Itaú, Santander) têm convênios com cartórios — pagam menos. Bancos menores não têm esse poder de barganha. Mesma operação, custo 3x maior. O CET captura isso.

3. Seguro prestamista varia conforme sua idade
Seguro prestamista (obrigatório por lei) cobre o saldo devedor se você morrer ou ficar incapacitado. O prêmio sobe com a idade. Aos 45 anos, o seguro custa ~R$ 80/mês pra cada R$ 100.000 emprestado. Aos 65 anos, sobe pra ~R$ 220/mês. Bancos com seguradora própria (BV, Bradesco, Itaú) cobram menos — outros repassam seguradora de terceiros (mais cara). Diferença no CET: até 1,2 pontos percentuais.

Resumo prático: se você não compara pelo CET, pode aceitar proposta com R$ 40.000 a mais de custo total sem perceber. Na Solva, a gente entrega propostas de 11 bancos com CET calculado lado a lado — você vê exatamente onde tá a diferença.

O CET foi instituído pela Resolução CMN nº 3.517/2007 do Banco Central (atualizada pela Resolução CMN nº 4.197/2013). A regra é clara: toda instituição financeira precisa informar o CET antes da assinatura do contrato, junto com a taxa de juros nominal. O objetivo é proteger o consumidor — você tem direito de saber o custo real antes de se comprometer.

A Lei 14.711/2023 (Marco das Garantias) reforçou a obrigação: em operações de home equity, o banco precisa discriminar CADA componente do CET no contrato (IOF separado, registro separado, seguro separado). Se o banco esconder qualquer taxa no C

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