O que é DTI (Debt-to-Income Ratio)? Definição completa + como calcular
DTI é o percentual da sua renda comprometido com dívidas. Bancos usam pra aprovar crédito imobiliário — 30-40% é o limite na maioria. Entenda como calcular e por que importa.
O que é DTI (Debt-to-Income Ratio)? Definição completa + como calcular
Resposta direta: DTI (Debt-to-Income Ratio, ou "índice de endividamento") é o percentual da sua renda mensal bruta comprometido com parcelas de dívidas. Em home equity, bancos exigem DTI abaixo de 30-40% pra aprovar — se suas dívidas já comem metade do salário, você não consegue crédito adicional.
Por Gabrielle Aksenen — Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado acompanhando operações pessoalmente. Mais de R$ 200 milhões intermediados em 11 bancos parceiros.
Definição básica
DTI é uma conta simples: você pega o total das parcelas que paga todo mês (financiamento do carro, cartão de crédito, consignado, aluguel se for pra banco conservador) e divide pela sua renda bruta mensal. O resultado é um percentual — quanto maior, mais "apertado" você tá financeiramente. Bancos usam esse número pra decidir se você aguenta mais uma parcela ou se vai dar calote. DTI alto = risco alto = crédito negado. Se você ainda tá perdido, calma — vou explicar com exemplo nos próximos parágrafos.
Como funciona na prática (com exemplo)
Suponha que você ganha R$ 15.000 brutos por mês e tem as seguintes dívidas:
- Financiamento do carro: R$ 1.200/mês
- Cartão de crédito (parcela mínima): R$ 800/mês
- Empréstimo pessoal: R$ 600/mês
- Total de dívidas: R$ 2.600/mês
Cálculo do DTI: R$ 2.600 ÷ R$ 15.000 = 0,173 = 17,3%
Esse DTI de 17,3% é saudável — sobram 82,7% da renda pra outras despesas e pra adicionar mais crédito. A maioria dos bancos aprova tranquilo.
Agora imagine que você quer pegar R$ 300.000 de home equity pra quitar essas dívidas e reformar a casa. A parcela do home equity vai ser R$ 3.500/mês (120 meses, CET 1,2% ao mês). Se você NÃO quitar as outras dívidas:
Novo DTI: (R$ 2.600 + R$ 3.500) ÷ R$ 15.000 = 40,7%
Com 40,7%, a maioria dos bancos já NEGA — você tá no limite. Mas se você usar o home equity pra quitar as outras dívidas (estratégia comum), seu DTI fica:
R$ 3.500 ÷ R$ 15.000 = 23,3%
Aprovado com folga — e ainda economiza R$ 900/mês (diferença entre R$ 3.500 e os antigos R$ 2.600 + juros do cartão que não entraram na conta).
Por que esse termo importa pra você
DTI é o segundo filtro mais importante na análise de crédito (o primeiro é ter o imóvel quitado ou com saldo baixo). Você pode ter um apartamento de R$ 2 milhões em Moema, score 900, mas se o DTI tá acima de 40%, o Bradesco nega. O Santander nega. Até fintechs mais flexíveis negam acima de 50%.
Três razões pra você se importar:
1. DTI alto bloqueia aprovação mesmo com garantia forte
Home equity tem o imóvel como garantia — teoricamente o banco não perde dinheiro mesmo se você der calote (ele toma o imóvel e vende). Mas na prática, execução de garantia demora 2-3 anos e gera custo operacional. Banco prefere cliente que paga em dia — e DTI acima de 40% estatisticamente vira inadimplência.
2. Bancos calculam DTI diferente
Bradesco conta aluguel que você paga como dívida (mesmo não sendo obrigação legal). Santander não conta. BV considera renda de cônjuge no denominador se vocês declararem IR junto. Creditas só aceita renda comprovada CLT — autônomo precisa de 2 anos de IRPF. Quando você simula na Solva, a gente mapeia essas diferenças e te mostra qual banco aprova com seu perfil específico.
3. DTI baixo = taxa menor (em alguns bancos)
Inter e Daycoval têm precificação de risco: se seu DTI é 15%, a taxa pode ser CET 1,1% ao mês. Se é 35%, vira 1,4%. Diferença de 0,3 p.p. ao mês vira R$ 18.000 a mais em juros num empréstimo de R$ 300k em 10 anos. Só comparando propostas reais você enxerga isso — planilha Excel esconde.
4. Você pode "manipular" o DTI antes de aplicar
Se você tá com DTI 38% e quer aprovar, duas estratégias:
- Quitar dívida pequena (ex: pagar os R$ 5.000 do cartão rotativo tira R$ 800/mês do numerador → DTI cai pra 33%)
- Adicionar renda de cônjuge (se o banco aceitar) — dobra o denominador, DTI cai pela metade
Mas você SÓ faz isso se souber que o banco X calcula assim. Por isso a Solva existe — te contamos antes de aplicar, não depois de levar "não".
Origem legal / regulatória
DTI não tá definido em lei brasileira — é critério prudencial de cada instituição financeira (self-regulation). O Banco Central via Resolução CMN 4.935/2021 (correspondentes
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