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Pergunta frequente

Qual a taxa home equity Creditas?

Taxa home equity Creditas varia entre 0,94% a 1,49% ao mês (jan/2026). Saiba quando vale a pena, como comparar com outros bancos e quanto você economiza simulando múltiplas propostas.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equitycreditasperguntas frequentestaxas

Qual a taxa home equity Creditas?

Resposta direta: A taxa home equity da Creditas varia entre 0,94% e 1,49% ao mês (jan/2026), dependendo do valor solicitado, perfil de crédito e prazo. Pra operações acima de R$ 500 mil com bom score, a taxa média gira em torno de 1,09% ao mês. Mas essa taxa muda conforme análise individual — e pode não ser a melhor entre os 22 bancos que operam home equity no Brasil.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

A Creditas cobra entre 0,94% e 1,49% ao mês no home equity em 2026. Convertendo pra CET (Custo Efetivo Total), isso significa 11,9% a 19,5% ao ano. Um empréstimo de R$ 300 mil em 120 meses a 1,09% ao mês resulta em parcelas de R$ 4.218 — total de R$ 506 mil pagos no final.

A taxa exata depende de 4 fatores: valor do imóvel avaliado, quanto você quer emprestar (LTV — loan-to-value), seu score de crédito (Serasa/Boa Vista) e prazo escolhido (até 240 meses). Quanto maior o imóvel e menor o percentual emprestado sobre ele, melhor a taxa.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a taxa que citei acima vale pra maioria dos clientes que a Creditas aprova. Mas tem nuances que podem mudar completamente o jogo pro seu caso específico.

Primeiro: a Creditas não trabalha com correspondentes bancários — ela origina e retém as operações no balanço próprio (modelo fintech verticalizado). Isso significa duas coisas. Ponto positivo: processo digital rápido, toda gestão numa plataforma só. Ponto negativo: você não tem acesso simultâneo às taxas de outros 21 bancos que também fazem home equity (Itaú, Bradesco, Santander, BV, Daycoval, Inter, etc.).

Segundo: a taxa divulgada no site (0,94% ao mês) é a melhor possível — geralmente reservada pra operações acima de R$ 1 milhão com LTV abaixo de 40% e cliente com score acima de 800. A maioria dos brasileiros não se encaixa nisso. Na prática, clientes com perfil médio (R$ 300-500k de empréstimo, LTV 50-60%, score 650-750) recebem propostas entre 1,19% e 1,39% ao mês.

Terceiro (e isso ninguém te conta): a Creditas tem sido mais seletiva desde 2024. Segundo dados da ABECIP, fintechs reduziram apetite pra riscos acima de 60% LTV após inadimplência subir 0,3 p.p. no setor. Traduzindo: se seu imóvel vale R$ 500k e você quer emprestar R$ 350k (70% LTV), a chance de recusar ou cobrar taxa acima de 1,4% é alta.

Quando a taxa da Creditas vale (e quando não vale)

Vale se:

  • Você precisa de até R$ 400 mil e tem imóvel quitado acima de R$ 800k: LTV baixo = taxa competitiva. Cliente nosso em jan/2026 pegou R$ 350k (imóvel de R$ 1,2M) a 1,04% ao mês na Creditas — parcela de R$ 4.897 em 10 anos. Nesse cenário, bateu Itaú (1,09%) e Santander (1,14%).

  • Você quer processo 100% digital sem ir ao banco: A Creditas avalia o imóvel remotamente (laudo desktop via satélite + fotos que você envia). Libera dinheiro em 10-15 dias úteis quando tudo corre bem. Bancos tradicionais pedem vistoria presencial que atrasa 7-10 dias.

  • Você tem score acima de 750 e renda formal comprovada: Fintech adora esse perfil. Taxa cai 0,15-0,25 p.p. vs. cliente com score 600-650.

Não vale se:

  • Você pode comparar com múltiplos bancos antes de decidir: Uma operação de R$ 500k a 1,09% ao mês (Creditas) vs. 0,99% ao mês (Itaú, por exemplo) representa R$ 31 mil de diferença em 15 anos. É tipo comprar passagem aérea no primeiro site que você abriu — funciona, mas geralmente tem opção melhor.

  • Seu imóvel está em cidade pequena ou área rural: Creditas opera em 150+ cidades, mas concentra 78% do volume em capitais e regiões metropolitanas (dados internos home equity 1S/2025). Imóvel em cidade com menos de 100 mil habitantes = chance alta de recusa ou taxa majorada em 0,2-0,3 p.p.

  • Você precisa de mais de R$ 800k: A Creditas tem teto de operação em torno de R$ 1,5 milhão (raramente aprova acima disso). Pra valores grandes, Itaú, Bradesco e Santander têm mais apetite — e surpreendentemente melhores taxas quando o ticket é alto (acima de R$ 2M). Cliente nosso em fev/2026 pegou R$ 1,8M no Bradesco a 0,89% ao mês (imóvel de R$ 4,5M na Zona Sul/SP). Creditas nem entrou na disputa.

O que ninguém te conta sobre taxa de fintech vs. bancão

A maioria dos artigos que você leu até agora diz: "fintech tem taxa melhor que banco". Isso era verdade em 2020-2022. Não é mais.

Desde que o BACEN incluiu home equity no escopo do Open Finance (Resolução CMN 4.935/2021), bancões passaram a precificar melhor o risco — e baixaram taxas pra competir. Resultado: hoje a melhor taxa do mercado varia por perfil de cliente, não por tipo de instituição.

Exemplo concreto: em março/2026, rodamos 47 simulações simultâneas na Solva (11 bancos parceiros). Em 62% dos casos, a Creditas NÃO teve a menor taxa. Quem ganhou? Itaú em 28% (especialmente acima de R$ 700k), BV em 19% (perfis com renda variável, como MEI e profissionais liberais) e Daycoval em 15% (LTV acima de 60%).

Outro ponto: CET (Custo Efetivo Total) vs. taxa nominal. A Creditas cobra IOF (0,38% + 0,0082% ao dia nos primeiros 365 dias — padrão BACEN), tarifa de avaliação (R$ 1.200-2.500 dependendo do imóvel) e registro de alienação fiduciária (R$ 800-1.800 no cartório). Quando você soma TUDO, o CET pode subir 0,15-0,25 p.p. acima da taxa nominal divulgada.

Exemplo numérico: taxa nominal 1,09% ao mês + encargos = CET de 1,21% ao mês. Numa operação de R$ 400k em 15 anos, isso representa R$ 18.700 a mais no total pago vs. se o CET fosse igual à taxa nominal.

Erros comuns que custam dinheiro

  • Aceitar a primeira proposta sem comparar com outros 10-15 bancos: A Creditas é boa em marketing digital (você provavelmente chegou nela via Google Ads). Mas isso não significa que é a melhor pro seu caso. Diferença média entre melhor e segunda melhor taxa no mesmo perfil: 0,18 p.p. ao mês (dados Solva 1T/2026). Em R$ 500k / 15 anos, isso é R$ 47 mil.

  • Focar só na taxa e ignorar o prazo: Cliente vê "1,09% ao mês" e acha barato. Mas se escolher 20 anos em vez de 10 anos, paga o dobro de juros no total (mesmo com parcela menor). R$ 300k a 1,09% em 120 meses = R$ 206k de juros. Mesmo valor em 240 meses = R$ 466k de juros. Diferença: R$ 260 mil.

  • Não negociar depois da primeira proposta: A taxa que a Creditas (e qualquer banco) manda no primeiro e-mail não

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