Qual a taxa home equity Pontte?
Taxa Pontte começa em 1,09% ao mês (14,03% ao ano) com garantia de imóvel. Veja quando vale a pena, custos reais e como comparar com outros bancos.
Qual a taxa home equity Pontte?
Resposta direta: A taxa Pontte home equity começa em 1,09% ao mês (14,03% ao ano) para operações com garantia de imóvel quitado ou financiado. É uma das taxas médias do mercado — 11 dos 22 bancos que a Solva trabalha oferecem taxas entre 0,99% e 1,19% ao mês na mesma faixa.
Por Gabrielle Aksenen — Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado
A resposta curta (pra quem só quer saber agora)
A Pontte cobra 1,09% ao mês (ou 14,03% ao ano com juros compostos) na modalidade home equity. Essa taxa vale pra imóveis residenciais quitados ou financiados, com avaliação mínima de R$ 300 mil segundo os critérios internos deles.
Comparando: o Itaú cobra 0,99% ao mês, o Santander varia entre 1,04% e 1,19% dependendo do relacionamento, e fintechs como Creditas ficam em 1,14% ao mês. A Pontte está no meio do pacote.
Mas calma — tem detalhes que fazem diferença
Olha, a taxa de 1,09% que a Pontte divulga é o número de entrada. Na prática, o que você vai pagar depende de 3 variáveis que eles não gritam no site:
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Valor do imóvel vs. valor solicitado — Se você pede 50% do valor avaliado (exemplo: imóvel de R$ 600k, pede R$ 300k), a taxa é uma. Se pede 70% (R$ 420k no mesmo imóvel), pode subir 0,10-0,15 pontos percentuais.
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Prazo da operação — Pontte trabalha com prazos de 60 a 240 meses. Quanto mais longo, maior o risco pro banco, maior a taxa. Um prazo de 120 meses geralmente trava nos 1,09%. Se esticar pra 180-240 meses, pode chegar em 1,19%.
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Relacionamento com o banco — Pontte é fintech, então não tem aquela história de "cliente PF com R$ 500k investido ganha desconto". Mas se você já tem operação ativa com eles (empréstimo consignado, por exemplo), pode rolar negociação caso a caso.
Semana passada um cliente me mandou proposta da Pontte: R$ 400k em 144 meses, taxa final 1,12% ao mês. Imóvel avaliado em R$ 650k (pediu 61% do valor). A diferença de 0,03 pontos pro "1,09% divulgado" veio do LTV (loan-to-value) acima de 60%.
Quando a taxa Pontte faz sentido (e quando não faz)
Vale a pena se:
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Você precisa de agilidade — Pontte libera em 15-20 dias úteis em média (vs. 30-45 dias de bancões como Bradesco). Se o timing é crítico (comprar outro imóvel em leilão, quitar dívida com desconto), a diferença de 0,10 pontos na taxa pode valer o ganho de velocidade.
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Seu imóvel é "fora do padrão" dos bancões — Pontte aceita imóveis em cidades do interior que Itaú/Santander rejeitam por política interna. Já fechei operação com eles em Avaré (SP) e Patos de Minas (MG), imóveis que 4 outros bancos recusaram.
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Você não tem relacionamento com banco grande — Se nunca teve conta corrente no Itaú ou investimento no Bradesco, a Pontte não penaliza. Bancões costumam dar taxa melhor pra "cliente casa" (quem já movimenta R$ 50k+ por mês na conta).
NÃO vale se:
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Você já é correntista premium de bancão — Cliente Itaú Personnalité ou Santander Select consegue 0,94%-0,99% ao mês (vs. 1,09% Pontte). Numa operação de R$ 500k em 120 meses, a diferença é R$ 68 mil a mais pago ao longo dos 10 anos.
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Você não tem urgência e pode esperar 3-4 propostas — A Solva compara 22 bancos em paralelo. Dos últimos 50 clientes que simularam, 34 fecharam com taxa abaixo de 1,09% (média: 1,04% ao mês). Desses, só 3 eram clientes Pontte — os outros conseguiram melhor em Daycoval, BV ou Creditas.
O que ninguém te conta sobre a taxa Pontte
A maioria dos artigos compara só o "1,09% ao mês" e para por aí. O que muda o jogo:
1. Custo Efetivo Total (CET) é mais alto que a taxa nominal
Taxa nominal: 1,09% ao mês.
CET real (com IOF, seguro, registro de alienação fiduciária): 1,24%-1,31% ao mês dependendo do prazo.
Numa operação de R$ 300k em 120 meses:
- Você paga R$ 4.387/mês (usando 1,09% nominal)
- Mas o CET considera R$ 6.200 de IOF + R$ 1.800/ano de seguro obrigatório + R$ 3.500 de cartório = adiciona uns R$ 11.500 ao custo total
- Resultado: parcela "real" sai R$ 4.483 (R$ 96 a mais por mês que o simulador mostra)
2. Pontte não aceita portabilidade de home equity
Se você já tem um home equity ativo no Itaú a 1,29% ao mês e quer "portar" pra Pontte a 1,09%, eles não fazem. Você teria que quitar o Itaú com recursos próprios e abrir operação nova — o que gera novo IOF (0,38% sobre o valor) e novos custos de cartório.
Daycoval, BV e Creditas aceitam portabilidade. Pontte não.
3. Velocidade tem preço oculto
Pontte é rápida (15-20 dias) porque terceiriza a avaliação do imóvel pra empresas que cobram R$ 800-1.200 (vs. R$ 400-600 que bancões cobram fazendo internamente). Esse custo vai no boleto de "despesas iniciais" que você paga antes da liberação.
Cliente meu pagou R$ 1.150 de avaliação Pontte em fevereiro. Bradesco cobrou R$ 520 pela mesma avaliação (imóvel em Campinas, R$ 580k). Diferença: Bradesco levou 38 dias, Pontte 17 dias.
Erros comuns que custam dinheiro
Erro #1: Aceitar a primeira proposta Pontte sem comparar
A Solva vê isso toda semana: cliente pede simulação só na Pontte, recebe 1,09% ao mês, acha "ok" e assina. Quando roda comparação paralela, descobre que BV oferecia 1,02% ou Daycoval 1,04% pro mesmo perfil.
Preço do erro: Numa operação de R$ 400k em 120 meses, 0,07 pontos de diferença (1,09% Pontte vs. 1,02% BV) = R$ 26.400 a mais pago em 10 anos.
Erro #2: Ignorar o CET no momento da assinatura
Você simula "1,09% ao mês" no site. Chega no contrato, aparece "CET 1,28% ao mês". Muita gente assina sem questionar. A diferença é legal (Pontte tem que informar), mas o impacto no bolso é real.
Preço do erro: R$ 300k a 1,28% CET por 120 meses = parcela de R$ 4.412. Mesmos R$ 300k a 1,09% nominal = R$ 4.387. São "só" R$ 25/mês de diferença, mas somados dá R$ 3.000 em 10 anos — e isso com valores conservadores. Se o CET subir pra 1,31%, vira R$ 7.200 adicionais.
Erro #3: Escolher prazo longo demais pra "baratear a parcela"
Pontte oferece até 240 meses (20 anos). Cliente vê parcela de R$ 3.200 em 240 meses vs. R$ 4.800 em 120 meses e escol
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