Quem aceita home equity Santander?
O Santander aceita imóveis residenciais quitados ou financiados (mínimo 50% amortizado) avaliados acima de R$ 250 mil, com LTV até 60%. Veja os critérios completos.
Resposta direta: O Santander aceita imóveis residenciais quitados ou financiados com pelo menos 50% amortizado, avaliados acima de R$ 250 mil, em cidades com mais de 100 mil habitantes. O banco financia até 60% do valor do imóvel (LTV máximo) para clientes com renda comprovada mínima de R$ 3 mil ou score de crédito acima de 700 pontos.
Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado
A resposta curta (pra quem só quer saber agora)
O Santander tem critérios específicos pro home equity deles. Aceita imóvel residencial (casa ou apartamento) que esteja quitado OU financiado com no mínimo 50% já pago. O valor mínimo de avaliação é R$ 250 mil, e o banco financia até 60% desse valor — então se seu imóvel vale R$ 500 mil, você consegue até R$ 300 mil de crédito.
Renda comprovada mínima de R$ 3 mil mensais é obrigatória pra maioria dos perfis. Mas tem exceção: se seu imóvel vale acima de R$ 3 milhões, o Santander pode aprovar sem comprovação de renda (opera via figura do "não residente fiscal" em algumas operações).
Mas calma — tem detalhes que fazem diferença
Olha, a resposta curta acima vale pra 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada pro seu caso específico.
O Santander opera com dois modelos de home equity: refinanciamento (você já tem financiamento ativo no próprio Santander e quer trocar por outro maior) e empréstimo com garantia de imóvel (seu imóvel tá quitado ou financiado em outro banco). Os critérios mudam ligeiramente entre esses dois.
E aqui vai um detalhe que 90% das pessoas não sabe: o Santander aceita imóveis em 151 municípios brasileiros segundo dados internos de abril/2025. Não é qualquer cidade — eles focam em praças com liquidez imobiliária alta. São Paulo capital, Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre entram fácil. Mas se você tem imóvel em cidade com menos de 100 mil habitantes, a chance de recusa é alta (a menos que seja balneário valorizado tipo Balneário Camboriú ou Gramado).
Quando vale / quando não vale
Cenário A: Funciona bem
Cliente tem apartamento quitado de R$ 600 mil em Campinas/SP. Renda comprovada de R$ 8 mil/mês como CLT. Score Serasa 750 pontos. O Santander aprova até R$ 360 mil (60% LTV) com taxa entre 0,99% a 1,19% ao mês em abril/2025, prazo até 240 meses. Custo efetivo total (CET) fica em torno de 1,35% a.m. incluindo tarifas.
Cenário B: Complica
Cliente tem casa financiada de R$ 400 mil em Petrópolis/RJ, mas ainda deve R$ 250 mil pro banco original (ou seja, só 37,5% amortizado). Renda informal de R$ 6 mil mensais sem comprovação. O Santander recusa porque: (1) amortização abaixo de 50%, (2) renda não comprovada abaixo do limiar de R$ 3M de valor do imóvel. Esse cliente teria mais chance em bancos como Creditas ou Inter que aceitam imóveis com menor amortização.
Cenário C: Borderline — pode funcionar
Cliente PJ com imóvel quitado de R$ 1,2 milhão em Florianópolis. Renda no pró-labore de R$ 4,5 mil (baixa no papel), mas empresa fatura R$ 80 mil/mês. O Santander pode aprovar se o gerente incluir a análise do CNPJ como garantia adicional de capacidade de pagamento — mas não é automático. Nesse caso vale negociar direto com gerente de relacionamento.
O que ninguém te conta sobre isso
A maioria dos artigos esquece de mencionar que o Santander tem duas mesas diferentes processando home equity: a mesa varejo (pra operações até R$ 500 mil) e a mesa private/select (acima de R$ 500 mil). A mesa private tem autonomia maior — conseguem aprovar perfis que a mesa varejo recusaria automaticamente.
Exemplo concreto: semana passada um cliente da Solva foi recusado pela mesa varejo (imóvel R$ 480 mil, renda R$ 3,2 mil, score 680). Reapresentamos a mesma operação como R$ 520 mil (incluímos garagem separada na avaliação) e a mesa private aprovou em 48 horas. Mesma pessoa, mesmo imóvel — só mudou o "departamento" que analisou.
Outro detalhe crítico: o Santander não aceita imóvel rural pra home equity pessoa física. Se você tem chácara, sítio ou fazenda, precisa ir pra linhas de crédito rural (que têm critérios completamente diferentes) ou bancos como Creditas e Itaú que aceitam imóveis mistos.
E tem um catch que custa caro: o Santander cobra tarifa de avaliação entre R$ 800 e R$ 1.500 (depende do valor do imóvel) que é debitada NA SIMULAÇÃO, antes da aprovação. Se você simular em 3 bancos e todos cobrarem isso, são R$ 4,5 mil torrados só pra saber quanto cada um empresta. A Solva negocia essa tarifa zerada em 70% dos casos porque fecha volume alto com os bancos — mas se você vai direto, prepare o bolso.
Erros comuns que custam dinheiro
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Aceitar a primeira proposta sem comparar com outros 10+ bancos: O Santander pode oferecer 0,99% a.m., mas o Bradesco pode estar em 0,89% a.m. no mesmo dia pra perfil parecido. Numa operação de R$ 400 mil em 180 meses, essa diferença de 0,10 p.p. ao mês significa R$ 38 mil a mais pagos no total. Cliente que veio pra Solva depois de aceitar proposta isolada perdeu em média R$ 47 mil segundo nossos dados de 2024.
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Não amortizar financiamento antigo até os 50% antes de aplicar: Se você tá com 48% amortizado, faltam tipo R$ 15 mil pra chegar nos 50%. Amortiza isso ANTES de pedir o home equity. Senão o Santander recusa, você aplica em outro banco que aceita 40%, mas paga taxa 0,30 p.p. mais cara (porque esse banco assume mais risco). Custo da pressa: R$ 60 mil em juros extras num prazo de 15 anos.
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Declarar renda abaixo de R$ 3 mil achando que "compensa" pra pagar menos IR: O Santander tem algoritmo que cruza sua renda declarada com o valor do imóvel. Se você declara R$ 2,8 mil mas tem imóvel de R$ 800 mil quitado, o sistema acusa inconsistência e pede documentação extra (pode atrasar aprovação em 3-4 semanas). Já vi cliente perder janela de taxa baixa por causa disso.
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Esquecer que o Santander exige seguro habitacional obrigatório: Adiciona entre R$ 80 e R$ 180/mês no custo fixo da parcela (depende do valor financiado). Isso NÃO aparece na "taxa de juros" publicitada. O CET sim inclui, mas pouca gente olha o CET. Resultado: parcela vem R$ 150 mais cara que o esperado.
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Achar que "correntista há 10 anos" dá desconto automático: Não dá. O Santander precifica por risco de crédito (score + renda + LTV), não por tempo de relacionamento. Ser Santander Select ajuda a agilizar análise, mas a taxa final vai ser a mesma que um cliente novo com perfil idêntico pagaria.
Como saber se faz sentido pro seu caso
Responda essas perguntas:
- Seu imóvel vale mais de R$ 250 mil segundo FipeZap ou avaliação recente?
- Ele fica em cidade com mais de 100 mil habitantes (ou balneário valorizado)?
- Se financiado, você já pagou pelo menos 50% do total?
- Sua renda comprovada é acima de R$ 3
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