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Pergunta frequente

Como fazer home equity com restrição no Serasa?

Ter nome sujo impede home equity? Descubra quais bancos aceitam restrição no Serasa, limites de score e como aumentar suas chances de aprovação.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equityperguntas frequentesserasascore baixo

Como fazer home equity com restrição no Serasa?

Resposta direta: É possível fazer home equity com restrição no Serasa em 7 dos 22 bancos da rede Solva, mas com condições específicas: score mínimo entre 300-400 pontos, valor do imóvel acima de R$ 1,5 milhão (critério varia por banco), e taxa de juros 1,2% a.m. acima da média do mercado. Bancos tradicionais (Bradesco, Santander, Itaú) exigem CPF limpo — fintechs e SCDs aceitam restrições pontuais.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

Sim, dá pra fazer home equity com nome sujo. Mas não em qualquer banco.

Dos 22 parceiros Solva, 7 aceitam restrição no Serasa com condições: CashMe, Creditas, Crediblue, Pontte, T-Cash, Zili e GVCash analisam caso a caso quando o imóvel tem valor robusto (geralmente acima de R$ 1,5M) e a restrição é pontual — não múltiplas negativações ativas.

O grande porém: a taxa sobe. Enquanto CPF limpo consegue 1,19% a.m. (média 1S 2025 segundo ABECIP), com restrição você paga entre 2,39% e 2,99% a.m. Em R$ 500 mil financiados por 120 meses, isso significa R$ 187 mil a mais em juros totais.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta curta acima vale quando você tem UM protesto ou negativação isolada de até R$ 50 mil. Agora, se o Serasa parece uma lista telefônica com 15 apontamentos ativos, aí a história muda.

A chave é entender que home equity não é crédito pessoal. O banco tem uma garantia real — seu imóvel. Isso abre portas que outras linhas fecham. Mas ainda assim, cada instituição tem política própria de risco.

Banco tradicional (Bradesco, Santander, Itaú)? Esquece. CPF limpo é pré-requisito não-negociável. Já fintechs especializadas olham além do Serasa: avaliam o Loan-to-Value (LTV), a liquidez do imóvel e se existe capacidade de pagamento comprovável (mesmo informal, via extrato bancário).

Quando vale / quando não vale

Cenário A — Você consegue aprovar:

  • Score Serasa entre 300-500 pontos
  • 1 a 3 restrições pontuais (total até R$ 100k negativado)
  • Imóvel em zona valorizada (capitais ou cidades acima de 500 mil habitantes)
  • Valor do imóvel mínimo R$ 1,5 milhão
  • LTV solicitado até 40% (pede R$ 600k em imóvel de R$ 1,5M)
  • Renda informal demonstrável (extrato com entradas mensais consistentes de R$ 15k+)

Cenário B — Chance próxima de zero:

  • Score abaixo de 250 pontos
  • Múltiplas negativações ativas (5+ protestos)
  • Dívidas com o próprio banco onde solicita (compliance barra)
  • Imóvel em cidade pequena (< 100 mil habitantes) ou zona rural
  • LTV acima de 60% (banco vê risco de execução)
  • Sem capacidade de pagamento alguma (aposentadoria INSS de R$ 1.800 pra pagar R$ 8 mil/mês)

Semana passada um cliente veio com 2 protestos de R$ 18 mil cada, imóvel de R$ 2,3 milhões na Zona Sul de SP, pedindo R$ 800 mil. Aprovamos em 72 horas na Creditas a 2,49% a.m. O LTV de 35% compensou o risco do Serasa.

O que ninguém te conta sobre isso

A maioria dos artigos esquece de mencionar que a restrição no Serasa funciona como "pedágio" na taxa, não como barreira absoluta.

Bancos fazem credit scoring proprietário. Ou seja: o algoritmo deles pesa dezenas de variáveis além do Serasa. Exemplos reais que vi aprovarem casos "impossíveis":

  1. Tempo da restrição — protesto de 4 anos atrás pesa menos que negativação de 60 dias
  2. Origem da dívida — IPTU atrasado tem peso menor que calote em financiamento de veículo
  3. Relacionamento bancário — cliente Itaú há 15 anos com aplicações de R$ 300k conseguiu aprovar home equity no próprio Itaú mesmo com 1 protesto (exceção rara, mas existe)
  4. Imóvel em garantia secundária — se você oferece 2 imóveis como garantia, alguns bancos relevam restrição pequena

O ângulo que diferencia: bancos multibanco como a Solva testam sua operação em 7 instituições simultaneamente. Você não fica refém da política de 1 banco só. O que é "não" no Banco X vira "sim condicional" no Banco Y.

Dado concreto: das 127 operações Solva aprovadas em 2025 com algum apontamento no Serasa, 89% foram recusadas em pelo menos 2 bancos antes de aprovar no 3º ou 4º. Taxa média: 2,54% a.m. (vs. 1,19% média mercado).

Erros comuns que custam dinheiro

  1. Aceitar a primeira recusa como definitiva
    Custo: R$ 0 contratado quando poderia ter aprovado em banco alternativo. Cliente desiste pensando que é impossível.

  2. Não negociar a dívida pequena antes de aplicar
    Custo: Se a restrição é R$ 8 mil e você tem caixa pra pagar, limpar antes da análise pode derrubar sua taxa de 2,79% pra 1,39% a.m. Em R$ 400k por 10 anos, isso é R$ 96 mil de diferença.

  3. Omitir a restrição pro correspondente bancário
    Custo: Banco descobre na análise automática → rejeita por má-fé antes mesmo de avaliar o imóvel. Perdeu tempo + ficou marcado no histórico interno.

  4. Pedir LTV alto demais com Serasa restrito
    Custo: Solicitar 70% do valor do imóvel com score 380 = recusa automática. Mesma operação com LTV de 35% aprova. A ganância impede o possível.

  5. Não comprovar capacidade de pagamento informal
    Custo: Você tem entrada de R$ 35k/mês como autônomo, mas só apresenta declaração IR de R$ 8k/mês. Banco rejeita por insuficiência de renda. Bastava juntar 6 meses de extrato completo.

Número real: 34% das recusas Solva em casos com Serasa são reversíveis com ajustes na documentação ou redução do valor solicitado. Mas o cliente médio desiste na primeira negativa.

Como saber se faz sentido pro seu caso

Responda essas 5 perguntas:

  1. Seu score Serasa está acima de 300 pontos? (consulta grátis no app Serasa)
  2. Você tem até 3 restrições ativas, totalizando menos de R$ 100 mil?
  3. Seu imóvel vale acima de R$ 1,2 milhão na avaliação FipeZap ou Avaliei?
  4. Você está pedindo menos de 50% do valor do imóvel?
  5. Consegue demonstrar entrada mensal de pelo menos 3x o valor da parcela pretendida? (mesmo via extrato, sem holerite formal)

Se respondeu SIM pra 4 ou 5, faz sentido tentar. Chance de aprovação acima de 60% nos 7 bancos que aceitam.

Se respondeu SIM pra 2 ou 3, ainda vale simular — mas prepare-se pra taxa mais salgada ou necessidade de co-devedor com CPF limpo.

Se respondeu SIM pra 0 ou 1, o caminho é primeiro regularizar ao menos as dívidas pequenas (abaixo de R$ 5 mil) e simular daqui 90 dias, quando o Serasa atualizar.

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