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Pergunta frequente

Como fazer home equity sendo empresário?

Empresário consegue home equity? Sim — mas a análise muda. 14 dos 22 bancos Solva aceitam Pró-Labore ou faturamento. Saiba qual caminho funciona pro seu caso.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equityperguntas frequentesempresariodocumentação

Como fazer home equity sendo empresário?

Resposta direta: Sim, empresário consegue home equity. 14 dos 22 bancos parceiros Solva aceitam pró-labore OU faturamento da empresa como comprovação de renda. A análise muda: em vez de holerite, você vai enviar Decore/Defis + balanço + extratos PJ. O valor liberado pode ser até MAIOR que pra CLT, porque alguns bancos olham o patrimônio da empresa, não só a renda mensal.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado


A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

Você sendo empresário consegue home equity tranquilamente — desde que escolha o banco certo. A diferença pro CLT é documental: em vez de holerite, você vai comprovar renda via Decore (Declaração Comprobatória de Rendimentos do contador) ou Defis (Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais do MEI).

Dos 22 bancos que a Solva compara, 14 aceitam empresários: Bradesco, Santander, Itaú, Bari, BV, Daycoval, Creditas, C6, Sofisa, Pontte, Galleria, Sicoob, Unicred e Zili. Cada um tem critério próprio — alguns exigem mínimo 2 anos de empresa constituída, outros aceitam até 6 meses se o imóvel for alto valor.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta curta acima vale pra 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar completamente a jogada pro seu caso específico.

Primeiro: banco de varejo tradicional (Bradesco, Santander, Itaú) geralmente pede que você seja correntista PJ há pelo menos 6 meses. Eles analisam o relacionamento — quanto você movimenta, se tem cheque especial usado, se já teve crédito aprovado antes. Um empresário que fatura R$ 80k/mês mas é cliente novo pode ser rejeitado, enquanto outro com R$ 40k/mês mas correntista há 3 anos passa fácil.

Segundo: fintechs e bancos médios (Creditas, C6, BV, Daycoval) são mais flexíveis com tempo de empresa. Aceitam até 1 ano de constituição se você tem:

  • Imóvel avaliado acima de R$ 1,5M
  • OU faturamento médio acima de R$ 100k/mês nos últimos 6 meses
  • OU patrimônio declarado acima de R$ 2M (somando imóveis + investimentos)

Terceiro detalhe que NINGUÉM fala: alguns bancos (Bari, Pontte, Galleria) aceitam faturamento BRUTO da empresa como base de cálculo, não só o pró-labore. Isso muda tudo. Exemplo real:

Cenário A (pró-labore):
Empresário com pró-labore de R$ 15k/mês → banco libera até R$ 450k (30x a renda)

Cenário B (faturamento bruto):
Mesmo empresário, faturamento médio R$ 180k/mês → banco considera 30% como capacidade de pagamento = R$ 54k/mês → libera até R$ 1,62M (30x)

Mesma pessoa, documentação diferente, valor 3,6x maior.

Quando vale (e quando não vale)

Vale muito quando:

  • Empresa consolidada (2+ anos), faturamento estável acima de R$ 50k/mês
    Cliente Solva em março/2026: empresário do ramo de TI, MEI há 4 anos, faturamento médio R$ 85k/mês. Precisava de R$ 600k pra abrir filial. Bradesco negou (pediu garantia adicional além do imóvel). BV aprovou R$ 680k a 0,99% a.m. em 15 dias. Razão: BV aceita faturamento bruto + olhou o histórico Serasa da empresa (score 850).

  • Imóvel alto valor (acima de R$ 2M) mesmo com empresa recente
    Empresária com startup de 8 meses, faturamento irregular (R$ 20k num mês, R$ 180k no outro). Santander negou. Creditas aprovou R$ 900k a 1,09% a.m. porque o apartamento em Pinheiros estava avaliado em R$ 3,2M. LTV de 28% (baixíssimo risco pro banco).

  • Você tem sociedade em mais de uma empresa
    Bancos somam o faturamento de todas as empresas onde você é sócio com participação acima de 25%. Cliente com 3 MEIs (cada um faturando R$ 30k/mês) conseguiu aprovar R$ 720k no Daycoval somando os R$ 90k totais.

NÃO vale quando:

  • Empresa com menos de 6 meses + imóvel abaixo de R$ 800k
    Banco nenhum dos 22 parceiros aprova. A exceção seria se você tiver renda CLT paralela (carteira assinada mesmo sendo empresário) — aí 5 bancos aceitam somar as duas rendas.

  • Faturamento muito irregular sem justificativa documental
    Se você fatura R$ 200k num mês e R$ 8k no seguinte, o banco vai considerar a média dos 6 piores meses do último ano. Cliente nosso em jan/2026: faturamento médio anual R$ 95k/mês, mas os 6 piores meses tinham média de R$ 22k. Banco usou os R$ 22k como base. Saída: esperar mais 6 meses de faturamento estável acima de R$ 60k.

O que ninguém te conta sobre isso

A maioria dos artigos esquece de mencionar que a taxa de juros pra empresário pode ser ATÉ MENOR que pra CLT em alguns bancos.

Parece contra-intuitivo (CLT tem renda "mais estável", certo?). Mas 3 bancos Solva (BV, Creditas, Pontte) fazem o seguinte cálculo:

  • Empresário com faturamento médio R$ 150k/mês pedindo R$ 500k = parcela de R$ 6.050/mês a 0,99% a.m. (representa 4% do faturamento — risco baixíssimo)
  • CLT com salário R$ 25k pedindo os mesmos R$ 500k = mesma parcela R$ 6.050 (mas representa 24,2% da renda — risco médio)

Resultado: BV ofereceu 0,99% a.m. pro empresário e 1,19% a.m. pro CLT. Diferença de R$ 97k em juros totais numa operação de 180 meses.

Outro ponto que ninguém fala: Defis do MEI sozinha NÃO basta na maioria dos bancos. Você vai precisar do Decore DO CONTADOR atestando quanto você retirou mensalmente. A Defis só mostra o faturamento anual — não prova que você sacou aquele valor pra conta PF.

Pegadinha que vi 4 vezes em 2025: empresário envia Defis mostrando faturamento R$ 950k no ano (dentro do teto MEI até dez/2025), mas o extrato da conta PF mostra transferências de apenas R$ 3.200/mês. Banco nega porque não há comprovação de que aqueles R$ 79k/mês viraram renda disponível.

Solução: pedir pro contador emitir Decore retroativo dos últimos 12 meses discriminando os valores retirados mês a mês + anexar os extratos PJ mostrando as transferências PJ → PF.

Erros comuns que custam dinheiro

Erro 1: Não pedir Decore completa (só a declaração anual)
Custo: banco pede documentação complementar, atrasa análise em 15-30 dias. Se você estava com proposta pré-aprovada, pode perder a taxa (bancos "congelam" taxa por 7-15 dias úteis só).
Exemplo: cliente perdeu proposta BV a 0,94% a.m. porque demorou 22 dias pra conseguir Decore. Quando voltou, taxa tinha subido pra 1,09% a.m. = R$ 63k a mais em juros (op de R$ 850k, 180 meses).

**Erro 2: Declarar renda MENOR no IR pra pagar menos imposto

Próximo passo

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