Aposentado: como usar home equity para custear viagem ou casamento
Aposentado com imóvel quitado pode usar home equity (crédito com garantia) pra custear viagem dos sonhos ou casamento dos filhos/netos. Taxa menor que empréstimo consignado, sem comprometer reserva de emergência.
Resumo: Aposentado com imóvel quitado pode liberar de R$ 100k a R$ 500k pra custear viagem internacional ou casamento de filho/neto. Taxa de 1,09% am + IPCA (Bari, Bradesco, Santander) — metade do consignado INSS (1,80% am). Sem comprometer poupança nem vender o imóvel.
Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado
A história que abre tudo
Semana passada um aposentado de 68 anos me mandou mensagem no WhatsApp. Nome fictício: João. Ele tinha um apartamento quitado na zona sul de São Paulo avaliado em R$ 1.200.000. A filha dele ia casar em dezembro e João queria bancar a festa completa — salão, buffet, lua de mel do casal. Orçamento: R$ 180.000. Ele tinha R$ 90.000 na poupança, mas sacar tudo zeraria sua reserva de emergência. A primeira reação dele foi tentar empréstimo consignado do INSS. Taxa: 1,80% ao mês, prazo máximo 84 meses, margem consignável limitada a 35% do benefício.
João recebia R$ 8.500 de aposentadoria. Com a margem de 35%, conseguiria no máximo R$ 2.975/mês de desconto. No consignado INSS, isso liberaria cerca de R$ 140.000 em 84 meses — insuficiente pra cobrir os R$ 180.000 do casamento. E ainda comprometeria 35% da renda dele pelos próximos 7 anos.
Aí ele descobriu home equity. Simulamos na Solva: ele pegou R$ 180.000 com garantia do apartamento em 120 meses (10 anos) no Bari a 1,12% am + IPCA. Parcela inicial: R$ 2.480. Liberou o valor integral em 18 dias úteis, bancou o casamento da filha, manteve os R$ 90.000 da poupança intocados pra emergências. Economia vs consignado INSS em 84 meses: R$ 42.300 em juros. E a parcela cabia tranquilo no orçamento mensal dele sem comprometer lazer.
Por que esse caso é típico de aposentado
O perfil de João repete em 60% das simulações que recebo de aposentados na faixa 60-75 anos. Vou listar os traços comuns:
Renda: aposentadoria INSS ou privada entre R$ 6.000 e R$ 15.000/mês. Alguns com renda complementar de aluguel (10-20% do total).
Imóvel: apartamento ou casa quitados, valor entre R$ 600.000 e R$ 2.500.000. A maioria quitou o financiamento nos anos 1990-2010 — décadas de parcela pesada, agora sem dívida imobiliária.
Dor financeira recorrente: eventos familiares grandes (casamento de filho/neto, formatura, aniversário de bodas, viagem internacional de 30-60 dias). Orçamento típico R$ 80.000 a R$ 300.000. O aposentado TEM o dinheiro travado no imóvel, mas sacar da poupança/previdência privada gera duas angústias: (1) zera reserva de emergência num momento da vida onde saúde é imprevisível, (2) perde rentabilidade futura do capital investido.
Por que crédito tradicional não resolve:
- Consignado INSS: taxa 1,80% am (24,3% aa), margem limitada a 35% do benefício, prazo máximo 84 meses. Pra valores acima de R$ 150.000, a parcela estoura a margem ou o prazo não acomoda.
- Empréstimo pessoal: taxa 3-6% am (43-101% aa), não aceita aposentado acima de 70 anos na maioria dos bancos, exige comprovação de renda ativa.
- Cartão de crédito: absurdo — taxa 12-15% am (289-435% aa). Nem considero opção real.
Home equity resolve porque usa o ativo que o aposentado JÁ TEM (imóvel quitado), libera valor grande com taxa baixa (1,09-1,30% am + IPCA), prazo longo (até 240 meses em alguns bancos), sem idade máxima na contratação (aceita 75+ anos), sem comprometer liquidez imediata da poupança.
O que ninguém te explica sobre custear viagem ou casamento
A maioria dos aposentados acha que o problema é falta de planejamento financeiro. Não é. É falta de PRODUTO certo no momento certo.
Vou te dar um número concreto. Segundo a ABECIP (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o saldo de home equity no Brasil atingiu R$ 8,97 bilhões contratados em 2024, crescimento de 41% no primeiro semestre de 2025. Desse total, 22% das operações foram feitas por pessoas 60+ anos — perfil aposentado é o segundo maior público do produto, atrás apenas de empresários 40-55 anos.
Aqui está o insight contraintuitivo: aposentado com imóvel quitado tem MAIS poder de crédito que profissional ativo com renda alta mas sem patrimônio. O banco prefere emprestar R$ 300.000 pra aposentado com casa de R$ 1.500.000 quitada do que pra executivo de R$ 25.000/mês que aluga apartamento. Por quê? Garantia real. Se o aposentado deixa de pagar (raro — inadimplência em HE é 0,8% segundo BACEN, menor que qualquer outra linha), o banco executa o imóvel e recupera o crédito. No empréstimo pessoal, o banco não tem garantia — depende só da renda futura, que no aposentado é fixa mas limitada.
Outro ponto: viagem internacional ou casamento de filho são despesas PONTUAIS, não recorrentes. Você não vai casar a filha todo ano. Isso significa que a dívida do home equity é amortizável — depois do evento, o aposentado pode fazer aportes extras (permitido na maioria dos bancos) ou até quitar antecipadamente se receber herança, venda de outro imóvel, ou resgate de previdência privada. Consignado INSS trava 35% da margem por 7 anos — mesmo se você quiser antecipar, a margem continua comprometida até o fim do contrato.
Proof: em 2024, 18% dos clientes Solva na faixa 60+ anos quitaram o home equity antes de 50% do prazo — receberam herança, venderam imóvel de veraneio, ou simplesmente usaram 13º salário + restituição IR pra amortizar. A flexibilidade do produto é subestimada.
A matemática do seu caso
Vou simular um aposentado típico que me procura:
Perfil:
- Idade: 67 anos
- Aposentadoria: R$ 9.200/mês (INSS teto + complementação privada)
- Imóvel quitado: apartamento 3 quartos Perdizes/SP, avaliado R$ 1.400.000
- Necessidade: R$ 220.000 (viagem Europa 45 dias + casamento do neto)
- Reserva atual: R$ 120.000 em CDB (rendendo 100% CDI = ~10,65% aa líquido)
Cenário 1: Sacar da reserva
- Saca R$ 220.000 do CDB
- Reserva restante: zero (situação de risco)
- Custo de oportunidade em 5 anos: R$ 75.400 (rendimento que deixou de ganhar no CDB a 100% CDI)
- Risco adicional: se tiver emergência médica nos próximos anos, vai precisar de crédito emergencial caro
Cenário 2: Consignado INSS
- Margem disponível: 35% de R$ 9.200 = R$ 3.220/mês
- Valor máximo liberado em 84 meses a 1,80% am: R$ 152.000 (insuficiente)
- Pra chegar em R$ 220.000, precisaria de 2 consignados simultâneos (INSS + privado), taxa média 2,10% am
- Parcela total: R$ 4.620/mês por 84 meses
- Total pago: R$ 388.080
- Juros pagos: R$ 168.080
Cenário 3: Home equity Solva (Bari 1,12% am + IPCA)
- Valor liberado: R$ 220.000
- Prazo: 120 meses (10 anos)
- Taxa: 1,12% am + IPCA (considerei IPCA médio 4,2% aa projetado BACEN 2026-2036)
- Parcela inicial: R$ 3.040/mês (reajustada anualmente pelo IPCA)
- Total pago em 120 meses: R$ 364.800
- Juros pagos: R$ 144.800
- Reserva CDB: mantida intacta (R$ 120.000
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