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Pergunta frequente

O que é crédito com garantia de imóvel?

Crédito com garantia de imóvel é uma modalidade de empréstimo onde você usa sua casa ou apartamento como garantia para o banco. Taxas de 0,99% ao mês, até 60% do valor do imóvel, prazo de até 240 meses.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equityperguntas frequentescomo funcionacredito imobiliario

Resposta direta: Crédito com garantia de imóvel (também chamado home equity) é um empréstimo onde você usa sua casa ou apartamento como garantia. O banco te empresta até 60% do valor do imóvel, com taxas a partir de 0,99% ao mês e prazo de até 240 meses (20 anos). Funciona assim: você mantém a posse e pode morar no imóvel normalmente, mas o banco coloca uma "trava" no registro (alienação fiduciária). Se não pagar, ele pode executar a garantia.

Por Gabrielle Aksenen — Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

Você tem um imóvel. Precisa de dinheiro. Em vez de vender, você usa o imóvel como garantia pra conseguir um empréstimo grande, barato e com prazo longo.

Na prática: a Solva compara propostas de 22 bancos (Bradesco, Santander, Itaú, Creditas, CashMe, Bari e mais 16). Em 24 horas você vê ofertas reais. Contrata o melhor. O banco coloca uma "trava" no seu imóvel (alienação fiduciária) — você continua morando lá normalmente. Paga as parcelas mensais pelos próximos 10, 15, 20 anos. Quitou? A trava sai. Simples assim.

Segundo a ABECIP, o setor de crédito com garantia de imóvel cresceu 41% no primeiro semestre de 2025, com R$ 8,97 bilhões contratados em 2024. O saldo total já passa de R$ 260 bilhões (dados BACEN, setembro/2025).

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta curta acima vale pra 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar completamente a jogada pro seu caso específico.

Primeiro: nem todo mundo pode fazer. Você precisa de um imóvel quitado OU com pelo menos 40-50% de patrimônio líquido (valor do imóvel menos o saldo da hipoteca). Se ainda deve R$ 400k num imóvel de R$ 500k, não rola — você só tem R$ 100k de equity.

Segundo: a taxa varia MUITO entre bancos. Não é tipo "todo mundo cobra 0,99%". Alguns cobram 0,99% ao mês. Outros 1,29%. Outros 1,49%. Numa operação de R$ 500 mil em 15 anos, a diferença entre 0,99% e 1,49% é R$ 178 mil a mais pagos no total. (É por isso que a Solva existe — pra você comparar 22 propostas antes de assinar qualquer coisa.)

Terceiro: você não recebe o dinheiro na hora. O processo demora 30-60 dias em média. Tem avaliação do imóvel, análise de crédito, assinatura no cartório, registro. Se você precisa do dinheiro "pra ontem", essa modalidade não resolve.

Quando vale / quando não vale

Vale quando:

  • Você precisa de R$ 100k+ — Abaixo disso, o custo operacional da operação (avaliação + registro + cartório) come muito do benefício da taxa baixa. A maioria dos bancos parceiros da Solva só faz operações acima de R$ 50k, mas o sweet spot é R$ 100k pra cima.

  • Você tem prazo — Tem 45-60 dias pra esperar? Porque é o tempo médio pra liberar. (Na Solva a gente já viu casos em 21 dias, mas isso é exceção.)

  • Você tem renda comprovada OU imóvel alto padrão — Se você é CLT, aposentado, funcionário público ou tem imóvel acima de R$ 3 milhões, seus caminhos estão abertos. Se você é PJ sem renda formal mas tem imóvel de R$ 2,5M em Pinheiros, alguns bancos topam (como Creditas e CashMe). Se você não tem renda E o imóvel vale R$ 400k, vai ser difícil.

NÃO vale quando:

  • Você precisa do dinheiro em menos de 20 dias — Nenhum banco faz milagre. Tem cartório, registro, vistoria. Use cheque especial/empréstimo pessoal pro curto prazo, depois refinancia com home equity se fizer sentido.

  • Você tem score baixo E o imóvel vale pouco — Se seu score é abaixo de 400 e o imóvel vale R$ 350k, só bancos pequenos vão topar (e com taxa lá em cima, tipo 1,8-2,0% ao mês). Aí perde o sentido.

  • Você não confia que vai pagar — Sério: se você acha que vai dar calote, não faça. O banco pode tomar seu imóvel. Acontece? Sim, mas é raro (menos de 2% das operações segundo dados ABECIP). Mas acontece.

O que ninguém te conta sobre isso

1. Alienação fiduciária não é hipoteca

A maioria dos artigos fala "você hipoteca o imóvel". Errado. Desde 1997 (Lei 9.514/97) o Brasil usa alienação fiduciária — que é MUITO mais segura pro banco (e por isso as taxas são tão baixas).

Na prática: você transfere a propriedade fiduciária pro banco. Você continua como "possuidor direto" (mora, aluga, reforma). O banco é "proprietário fiduciário" (dono temporário até você quitar). Se você der calote, o banco retoma o imóvel em 60-90 dias via procedimento extrajudicial. Não precisa de juiz. É rápido. É por isso que bancos topam emprestar tanto dinheiro com taxa tão baixa.

2. Você pode vender o imóvel antes de quitar

Muita gente acha que o imóvel fica "trancado" até o fim do contrato. Não. Você pode vender a qualquer momento. Funciona assim:

  • Comprador paga você
  • Com parte do dinheiro, você quita o saldo devedor do banco
  • O banco libera a alienação fiduciária
  • Cartório transfere pro comprador
  • Você fica com a diferença

Semana passada um cliente da Solva fez exatamente isso: pegou R$ 300k em 2023 pra reformar um apartamento no Jardim Paulista. Dois anos depois vendeu o apê por R$ 2,1M. Pagou os R$ 270k que ainda devia pro banco. Embolsou R$ 1,83M limpo.

3. Nem todos os bancos aceitam todos os imóveis

Bradesco só faz pra imóveis acima de R$ 500k em capitais. Itaú só em São Paulo, Rio, Brasília e capitais do Sul. Creditas aceita imóvel de R$ 200k no interior. CashMe topa até imóvel rural (desde que tenha matrícula limpa).

É por isso que vale comparar 22 bancos de uma vez — cada um tem suas regras. A Solva faz isso automaticamente: você manda os dados, a gente mostra quem topa + quanto libera + a que taxa.

Erros comuns que custam dinheiro

Erro 1: Aceitar a primeira proposta sem comparar

Cliente chegou na Solva semana passada com proposta do gerente do Bradesco: R$ 400k, 15 anos, 1,39% ao mês. A gente comparou com os 22 bancos. Bari ofereceu 1,09%. Diferença? R$ 89 mil a menos pagos no total. Detalhe: o cliente é correntista Bradesco há 18 anos. O gerente não ofereceu a melhor taxa porque... bem, porque ele não precisa.

Preço médio desse erro: R$ 47k em operações de R$ 500k.

Erro 2: Não negociar a taxa de avaliação do imóvel

O banco cobra a avaliação (laudo que diz quanto o imóvel vale). Preço normal: R$ 1.500-2.500. Mas se você perguntar "isso entra no financiamento ou preciso pagar agora?", muitos bancos colocam no valor financiado. Ou seja: você não desembolsa nada na hora.

Preço médio desse erro: R$ 2.000 pagos à toa (quando poderia ter financiado).

**Erro 3: Pegar prazo curto demais pensando em "p

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