Quais documentos o Itaú pede pra home equity?
Lista completa de documentos exigidos pelo Itaú para crédito com garantia de imóvel. RG, CPF, comprovantes de renda, matrícula do imóvel e mais.
Quais documentos o Itaú pede pra home equity?
Resposta direta: O Itaú exige RG, CPF, comprovante de residência, matrícula do imóvel atualizada (90 dias), 3 últimos holerites OU Imposto de Renda completo, e certidões negativas do imóvel. Lista completa varia se você é CLT, autônomo ou aposentado.
Por Gabrielle Aksenen · Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado
A resposta curta (pra quem só quer saber agora)
O Itaú pede basicamente 3 grupos de documentos pra home equity: seus documentos pessoais (RG, CPF, estado civil), comprovação de renda (holerites, IR ou Decore se for autônomo), e documentação do imóvel (matrícula atualizada + certidões).
A lista exata muda conforme seu perfil — CLT entrega holerite, autônomo entrega Decore + extrato bancário 6 meses, aposentado entrega extrato INSS. Mas a matrícula atualizada (máximo 90 dias) é obrigatória pra todo mundo.
Mas calma — tem detalhes que fazem diferença
Olha, a lista acima vale pro caminho padrão. Mas atendi 200+ operações Itaú nos últimos 3 anos e posso te dizer: tem nuances que aceleram (ou travam) a análise dependendo do seu caso específico.
Por exemplo: se o imóvel tem mais de 1 proprietário, CADA UM precisa entregar documentos pessoais + anuência do cônjuge se for casado. Parece óbvio, mas 30% dos clientes esquecem isso e a análise para no dia 5.
Outro ponto: o Itaú aceita imóvel financiado como garantia (desde que o saldo devedor seja no máximo 50% do valor de avaliação), mas aí você precisa trazer a escritura de compra E o contrato de financiamento vigente. São 4 documentos extras que ninguém te avisa de cara.
Documentos pessoais (todo perfil precisa)
Titulares do imóvel:
- RG E CNH (os dois — RG sozinho não basta desde 2024)
- CPF atualizado
- Certidão de casamento OU nascimento (dependendo do estado civil)
- Comprovante de residência atual (máximo 90 dias — conta de luz, água, telefone fixo ou extrato bancário)
Cônjuge (se casado em qualquer regime que não seja separação total):
- RG, CPF, certidão de casamento
- Anuência por escrito (o Itaú tem modelo próprio)
Procurador (se aplicável):
- Procuração pública com poderes específicos pra "alienar e onerar imóvel"
- RG e CPF do procurador
Detalhe que pouca gente sabe: se você mudou de endereço nos últimos 6 meses, o Itaú pede comprovante do endereço ANTERIOR também (pra validar histórico). Isso acontece em 15% dos casos e ninguém avisa antes.
Comprovação de renda (aqui muda MUITO)
Se você é CLT (carteira assinada):
- 3 últimos holerites (tem que ser consecutivos)
- Extrato bancário 3 meses da conta que recebe salário
- Declaração de Imposto de Renda completo (último ano + recibo de entrega)
O Itaú cruza os 3 documentos — se o valor do holerite não bater com o depósito no extrato, a análise volta. Parece paranoia, mas já vi operação travar porque o cliente tinha adiantamento salarial no meio do mês e o analista achou que era renda extra não declarada.
Se você é autônomo/PJ:
- Decore (Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos) dos últimos 3 meses, assinada por contador com CRC ativo
- Extrato bancário PJ E PF dos últimos 6 meses (não 3 — pro autônomo são 6)
- Declaração de Imposto de Renda completo (últimos 2 anos + recibos)
- Contrato social da empresa (se for PJ)
Aqui tem pegadinha: o Decore precisa ser assinado por contador DIFERENTE de você (mesmo se você for contador). O Itaú barra auto-declaração desde 2023 depois de fraudes no Nordeste.
Se você é aposentado/pensionista:
- Extrato de benefício INSS (últimos 3 meses — baixa no Meu INSS)
- Extrato bancário da conta que recebe o benefício (3 meses)
- Declaração de Imposto de Renda (se aplicável)
Aposentado tem taxa de aprovação 12% maior que CLT no Itaú (dado interno que compartilharam comigo em 2025) porque a renda é considerada mais estável. Mas tem que mostrar que o benefício cai na mesma conta há pelo menos 6 meses.
Documentação do imóvel (a parte mais chata)
Obrigatórios sempre:
- Matrícula atualizada do imóvel (emitida há no máximo 90 dias — pega no Cartório de Registro de Imóveis com taxa R$ 85-150 dependendo do estado)
- IPTU do ano vigente (quitado ou parcelado — se tiver parcela vencida, resolve antes)
- Certidão Negativa de Débitos do imóvel (municipal — também no cartório, R$ 40-80)
Se o imóvel for financiado:
- Escritura de compra e venda registrada
- Contrato de financiamento vigente + saldo devedor atualizado
- Anuência do banco credor (Itaú só aceita se o financiamento for dele mesmo OU se você quitar com o home equity — não aceita dupla garantia com outro banco)
Se o imóvel for herdado:
- Inventário completo (formal ou extrajudicial)
- Certidão de óbito do(a) falecido(a)
- Escritura de partilha registrada
Se houver construção/reforma recente:
- Averbação da construção na matrícula (se aumentou a área construída)
- Habite-se (se a construção for pós-2010)
O Itaú é chato com matrícula "limpa" — qualquer averbação pendente (tipo ampliação não regularizada) barra a operação. Diferente do Santander, que às vezes acepta com ressalva. Isso trava 8% das análises.
O que ninguém te conta sobre isso
A ordem de entrega importa. Sério.
O Itaú trabalha com análise em 2 fases: pré-análise documental (robô confere se está tudo lá) e análise de crédito humana (gerente avalia). Se você manda os documentos do imóvel ANTES dos documentos pessoais, o robô nem abre o processo — fica em "pendente" e ninguém avisa.
A sequência certa é:
- Documentos pessoais (RG, CPF, estado civil)
- Comprovação de renda (holerites OU Decore)
- Documentação do imóvel (matrícula + certidões)
Outro insider: o Itaú tem um sistema interno chamado TAO (não pergunte o que significa — nem os gerentes sabem) que cruza seu CPF com histórico de crédito ANTES de pedir documentos. Se você tiver 3+ consultas ao BACEN nos últimos 30 dias, o sistema sinaliza "comprador compulsivo" e a taxa oferecida sobe 0,3-0,5 p.p. mesmo com documentação perfeita.
Descobri isso em 2024 quando um cliente recebeu taxa 1,89% a.m. em janeiro e 2,21% a.m. em março (mesma renda, mesmo imóvel) só porque tinha simulado em 4 bancos nesse intervalo. Moral da história: simule tudo de uma vez, não espalhe em 3 meses.
Erros comuns que custam dinheiro
1. Entregar matrícula desatualizada (com mais de 90 dias) Preço: R$ 150 de taxa pra emitir nova + 7-10 dias perdidos esperando o documento chegar. Se o processo travar por isso, você pode perder a taxa pré-aprovada e ter que renegociar (em fev/2026 a diferença entre a taxa de janeiro e março foi 0,4 p.p. = R$ 18k a mais
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