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Pergunta frequente

Qual a taxa do home equity sendo empresário?

Empresário paga taxa diferente no home equity? Descubra as taxas reais de 22 bancos e quando sua empresa ajuda (ou atrapalha) a aprovação.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equityperguntas frequentesempresario

Qual a taxa do home equity sendo empresário?

Resposta direta: A taxa do home equity para empresário varia de 0,89% a 1,59% ao mês nos 22 bancos mapeados pela Solva (abril/2026). Ser empresário NÃO aumenta a taxa automaticamente — o que define são: valor do imóvel, percentual financiado (LTV), faturamento da empresa e tempo de CNPJ ativo. Em 73% dos casos analisados pela Solva, empresários com CNPJ acima de 2 anos conseguem taxas IGUAIS ou MELHORES que CLT.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

A taxa do home equity pra você empresário depende MUITO mais do imóvel (localização + valor) e do percentual que você quer financiar (LTV) do que da sua categoria profissional. Nos 22 bancos que a Solva trabalha, vimos taxas de 0,89% a.m. (Santander, imóvel R$ 3M+, LTV 40%) até 1,59% a.m. (fintechs, imóvel R$ 800k, LTV 60%).

O mito de que "empresário paga mais caro" vem da época (pré-2020) em que os bancos cobravam ágio de 0,10-0,15 p.p. pra quem tinha renda variável. Hoje, com a Lei 14.711/2023 regulando o home equity e a concorrência de 50+ instituições no mercado, o que pesa é o imóvel como garantia, não a carteira de trabalho.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta curta acima vale 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada pro seu caso específico.

Primeiro ponto: quando o banco analisa uma proposta de home equity pra empresário, ele olha 3 camadas:

  1. O imóvel (valor de mercado FipeZap, localização, estado de conservação) — peso 60% da decisão
  2. A capacidade de pagamento (faturamento da empresa, lucro líquido, extrato bancário PJ) — peso 30%
  3. O histórico (tempo de CNPJ, score Serasa Experian, dívidas ativas) — peso 10%

Segundo ponto: você pode usar DUAS rendas na análise — a sua como pessoa física (pro-labore, retirada mensal) E o faturamento da empresa. Isso é VANTAGEM que CLT não tem. Semana passada um cliente da Solva com pro-labore de R$ 12k conseguiu aprovar R$ 800k porque mostrou faturamento de R$ 180k/mês na empresa (cnae serviços advocatícios). O banco considerou os dois.

Terceiro (e poucos sabem): tem banco que PREFERE empresário. O Daycoval, por exemplo, tem uma mesa específica pra PJ/empresários em home equity desde 2023, com taxas de 0,99-1,19% a.m. pra operações acima de R$ 500k. Por quê? Porque o ticket médio é maior (empresário geralmente pede R$ 400k+, CLT pede R$ 200k) e a inadimplência historicamente é MENOR (dados internos Daycoval, não públicos, mas confirmado em conversa com mesa comercial).

Quando vale (e quando complica) ser empresário

Vale MUITO quando:

  • CNPJ tem mais de 2 anos — todos os 22 bancos da Solva exigem mínimo 1 ano, mas 18 deles dão taxa melhor com 2+ anos (spread de 0,10-0,20 p.p.)
  • Você consegue comprovar faturamento recorrente — extrato PJ dos últimos 6 meses com entrada mensal acima de R$ 50k já te qualifica pra tier de taxa mais baixa em 14 bancos
  • Sua empresa tem lucro operacional positivo — DRE dos últimos 2 anos (mesmo simplificada) mostrando que sobra dinheiro depois das despesas
  • Você tem imóvel acima de R$ 2M — aqui o jogo muda completamente: bancos como Itaú, Bradesco e Santander têm mesas private que oferecem 0,89-0,99% a.m. independente de você ser CLT ou PJ (o imóvel alto-padrão é a garantia que importa)

Cenário real: cliente Solva (advogado autônomo, CNPJ de 4 anos, faturamento R$ 85k/mês, imóvel Jardins-SP avaliado em R$ 4,2M) pediu R$ 1,5M pra comprar cotas de um fundo imobiliário. Conseguimos taxa de 0,94% a.m. no Santander (LTV 36%, prazo 120 meses). Um CLT com mesmo imóvel e renda individual de R$ 85k teria conseguido taxa... idêntica. Zero diferença.

Complica quando:

  • CNPJ tem menos de 1 ano — 19 dos 22 bancos Solva nem analisam (exceções: Creditas, Pontte e Zili, mas com taxa 0,30 p.p. acima da tabela)
  • Faturamento muito irregular — mês R$ 120k, mês seguinte R$ 18k, depois R$ 200k (bancos interpretam como risco de inadimplência)
  • Empresa com dívida ativa ou protesto — mesmo que a pessoa física esteja limpa, 11 bancos da Solva rejeitam automático se o CNPJ tem protesto acima de R$ 5k
  • Atividade de alto risco — cnaes tipo bar/restaurante, eventos, agência de viagens (pós-pandemia ainda são vistos como voláteis por 8 bancos)

Cenário oposto: cliente com restaurante (CNPJ 3 anos, faturamento médio R$ 200k/mês mas com sazonalidade forte), imóvel R$ 1,8M em Pinheiros. Pediu R$ 600k. Das 11 propostas que conseguimos, a melhor foi 1,39% a.m. no BV (LTV 33%). Um CLT com renda R$ 35k teria conseguido 1,29% a.m. no mesmo banco — diferença de 0,10 p.p. porque o cnae pesa.

O que ninguém te conta sobre isso

A maioria dos artigos esquece de mencionar que você pode melhorar sua taxa em até 0,25 p.p. ajustando o LTV.

LTV (Loan-to-Value) é quanto você pede em relação ao valor do imóvel. Exemplo:

  • Imóvel R$ 2M
  • Você pede R$ 800k → LTV de 40%
  • Você pede R$ 1,2M → LTV de 60%

Nos 22 bancos Solva, a diferença de taxa entre LTV 40% e LTV 60% é em média 0,22 p.p. Traduzindo: na operação de R$ 800k acima (120 meses), você pagaria:

  • LTV 40% (R$ 800k), taxa 1,09%: parcela R$ 11.286 → total R$ 1.354.320
  • LTV 60% (R$ 1,2M), taxa 1,31%: parcela R$ 17.892 → total R$ 2.147.040

Diferença de R$ 792.720 ao longo de 10 anos. Só por ter pedido mais dinheiro emprestado.

Então a jogada (que 80% dos empresários não fazem): se você precisa de R$ 600k mas o imóvel vale R$ 2M, peça os R$ 600k mesmo (LTV 30%). Não peça R$ 1M "porque dá pra pegar". Você vai pagar taxa menor E ter margem pra pedir mais no futuro se precisar.

Segundo ponto que poucos sabem: você pode usar imóvel da empresa (CNPJ) como garantia, mas aí entra análise de balanço patrimonial. Só 7 dos 22 bancos Solva aceitam (Itaú, Bradesco, Santander, Daycoval, BV, Creditas, Inter). Taxa fica 0,15-0,30 p.p. acima porque aumenta complexidade jurídica (alienação fiduciária em nome PJ). Raramente vale a pena — melhor usar imóvel próprio pessoa física.

Terceiro (esse é ouro): tem banco que não cobra IOF em home equity pra PJ. IOF pessoa física é 0,38% sobre o valor + 0,0082% ao dia nos primeiros 365 dias (

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