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Pergunta frequente

Qual o LTV do Home Equity do C6 Bank?

C6 Bank empresta até 60% do valor do imóvel em home equity. Entenda como funciona o LTV, quando vale a pena e o que ninguém te conta sobre essa limitação.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equityc6perguntas frequentesltv

Resposta direta: O C6 Bank oferece LTV (Loan-to-Value) de até 60% no home equity. Ou seja: se seu imóvel vale R$ 1 milhão, você consegue até R$ 600 mil. Esse percentual varia conforme análise de crédito e características do imóvel.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

C6 Bank trabalha com LTV máximo de 60% no home equity. Na prática: você usa seu imóvel como garantia e consegue emprestar até 60% do valor de avaliação. Um apartamento avaliado em R$ 800 mil libera até R$ 480 mil.

O percentual final depende de três fatores: seu score de crédito, localização do imóvel (capitais têm LTV maior que interior) e documentação apresentada. Clientes com renda formal comprovada e imóveis em SP/RJ/BH costumam conseguir o teto de 60%.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta de "60%" vale pra maioria dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada pro seu cenário específico.

Primeiro: LTV não é fixo. O C6 analisa caso a caso. Vi cliente com imóvel de R$ 2,5 milhões em Alphaville conseguir 58% (não os 60% cheios) porque tinha histórico recente de atraso em cartão. E vi outro com apartamento de R$ 600 mil em Porto Alegre liberar os 60% direto porque tinha score acima de 800.

Segundo ponto (que ninguém explica direito): o "valor do imóvel" pra calcular o LTV é o valor de avaliação do banco, não o que você acha que vale. C6 contrata empresa terceirizada. Se você comprou por R$ 1 milhão mas a avaliação veio R$ 900 mil, o LTV de 60% incide sobre R$ 900 mil = R$ 540 mil liberados.

E tem mais: o LTV de 60% do C6 está na média do mercado fintech. Bradesco empresta até 50%, Creditas até 70%, Sofisa até 80% em casos específicos. Ou seja — dependendo do seu perfil, pode fazer sentido comparar com outros 10-11 bancos antes de fechar.

Quando vale (e quando não vale) o LTV de 60% do C6

Vale muito quando:

  • Você precisa até R$ 500 mil — C6 tem processo 100% digital, sem burocracia presencial. Cliente nosso liberou R$ 420 mil em 18 dias pra reforma + quitação de dívidas. Imóvel avaliado em R$ 700 mil (60% = R$ 420 mil exatos).

  • Seu imóvel está quitado em capital — C6 prefere imóveis sem ônus em SP, RJ, BH, Curitiba, Porto Alegre. LTV tende ao teto nesses casos.

  • Você quer taxa competitiva sem ir em agência — C6 oferece 0,99% ao mês + TR (média 1,15% a.m. total). É fintech, então o atendimento é via app/WhatsApp. Zero presencial.

Não vale quando:

  • Você precisa de mais de 60% — Se o imóvel vale R$ 1 milhão mas você precisa de R$ 700 mil pra quitar todas as dívidas, C6 não resolve. Nesse caso, Creditas (70%) ou Sofisa (80%) fazem mais sentido.

  • Seu imóvel tem algum problema documental — C6 é criterioso. Matrícula com averbação pendente? Bloqueio judicial antigo? IPTU em atraso? A análise trava rápido. Bancos tradicionais (Bradesco, Itaú) às vezes "releiam" pequenos problemas se você for correntista antigo.

  • Você quer LTV alto sem renda formal — C6 exige comprovação de renda ou patrimônio robusto. Se você é empresário com lucro não distribuído (comum em holding familiar), eles podem travar na análise. Daí vale mais ir em Galleria ou Paulista, que aceitam declaração de IR como prova de capacidade.

O que ninguém te conta sobre LTV de 60%

A maioria dos artigos genéricos explica "LTV = percentual do valor" e para por aí. Mas tem três coisas que fazem diferença real no bolso:

1. LTV não define a taxa de juros diretamente
Muita gente acha que LTV 60% = taxa mais baixa que LTV 50%. Não funciona assim. C6 olha o risco global da operação: quanto você ganha, quanto deve, score, idade, profissão. Vi casos de LTV 50% com taxa 1,09% e LTV 60% com 1,19% no mesmo banco. Quanto mais você empresta (em % do imóvel), maior o risco pro banco → taxa pode subir 0,1-0,2 p.p.

2. O "até 60%" pode virar 55% na prática
C6 anuncia "até 60%" no site. Mas o contrato final pode vir com 55% ou 58% se a análise de crédito detectar algo: endividamento acima de 30% da renda, idade acima de 65 anos, imóvel em região com baixa liquidez (ex: Zona Oeste do Rio). Semana passada um cliente recebeu proposta de 57% porque o imóvel ficava em condomínio com taxa muito alta (R$ 2.800/mês) — banco considerou isso no risco.

3. Você pode negociar o LTV (mas tem que saber como)
C6 não anuncia isso, mas dá pra subir o LTV se você trouxer contra-argumentos sólidos. Exemplo real: cliente com imóvel avaliado em R$ 1,2 milhão recebeu proposta inicial de 55% (R$ 660 mil). Ele precisava de R$ 720 mil. Apresentou segunda avaliação particular (FipeZap dizia R$ 1,35 milhão) + mostrou que ia usar 80% do crédito pra quitar dívidas caras (cheque especial a 8% a.m., cartão rotativo a 15% a.m.). C6 reavaliou e liberou 58% (R$ 696 mil). Não chegou nos R$ 720 mil, mas ajudou.

Banco nenhum fala disso nos folders. Mas funciona — desde que você tenha dados concretos (segunda avaliação, destino produtivo do crédito, score acima de 750).

Erros comuns que custam dinheiro

Erro #1: Aceitar o primeiro LTV que aparece
C6 ofereceu 55%? Bradesco 50%? Creditas 65%? A diferença num imóvel de R$ 1 milhão é R$ 150 mil disponíveis. Custo de não comparar: potencial de ficar sem acesso a 15-20% do valor do seu patrimônio. Cliente nosso quase fechou 50% com Itaú (R$ 500 mil), comparou com Solva e conseguiu 70% na Creditas (R$ 700 mil) — mesmo imóvel, mesma semana.

Erro #2: Confundir LTV com "quanto vou receber líquido"
LTV de 60% = R$ 600 mil liberados num imóvel de R$ 1 milhão. Mas você NÃO recebe R$ 600 mil na conta. Desconta: IOF (0,38% + 0,0082% ao dia nos primeiros 365 dias), taxa de avaliação (R$ 1.500-3.000), registro de alienação fiduciária em cartório (R$ 2.000-5.000), seguro obrigatório (0,05-0,1% ao ano sobre o saldo devedor). No total, você perde R$ 8.000-12.000 em custos. Ou seja: R$ 600 mil liberados = ~R$ 588-592 mil líquidos. Parece detalhe, mas faz diferença se você estava contando com o valor exato.

Erro #3: Não considerar o "LTV futuro" se você quer refinanciar
Você pegou 60% agora (R$ 600 mil em imóvel de R$ 1 milhão). Pagou 3 anos, saldo devedor caiu pra R$ 480 mil. Imóvel valorizou 15% → agora vale R$ 1,15 milhão. Seu LTV "atual" é 41% (R$ 480k / R$ 1,15M). Dá pra fazer segunda operação? Sim

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