Quanto posso pegar emprestado com home equity?
Bancos liberam entre 50% e 70% do valor de mercado do imóvel. Veja quanto você consegue na prática e o que influencia o limite da sua operação.
Resposta direta: Os bancos liberam entre 50% e 70% do valor de mercado do imóvel em operações de home equity. Na prática, um apartamento avaliado em R$ 800 mil permite empréstimos de R$ 400 mil a R$ 560 mil, dependendo do banco e do seu perfil.
Por Gabrielle Aksenen — Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado
A resposta curta (pra quem só quer saber agora)
Você consegue pegar entre 50% e 70% do valor de mercado do seu imóvel. A maioria dos bancos trabalha com 60% como padrão — é o chamado LTV (Loan-to-Value, ou relação empréstimo-valor). Isso significa: imóvel de R$ 1 milhão = até R$ 600 mil liberados. Imóvel de R$ 500 mil = até R$ 300 mil.
Segundo dados da ABECIP, o ticket médio das operações de home equity em 2024 foi de R$ 389 mil. Mas vi operações de R$ 50 mil (imóveis mais simples) até R$ 8 milhões (coberturas em bairros nobres).
Mas calma — tem detalhes que fazem diferença
Olha, a resposta "50% a 70%" vale pra 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar completamente o quanto você consegue tirar do seu imóvel.
A semana passada atendi dois clientes com apartamentos de R$ 600 mil. Um conseguiu R$ 420 mil (70%). O outro travou em R$ 300 mil (50%). Mesma faixa de imóvel, limites totalmente diferentes. Por quê?
Porque o valor que você consegue NÃO depende só do imóvel. Depende de:
- Política de LTV do banco (varia de 50% a 70%)
- Tipo do imóvel (casa vale mais que apartamento pequeno)
- Localização (capital SP libera mais que interior)
- Sua renda comprovada (ou ausência dela)
- Quanto ainda deve no financiamento (se não estiver quitado)
Vou destrinchar cada ponto.
O que cada banco oferece (LTV real de 2026)
Aqui os limites atualizados dos principais parceiros Solva:
- Santander, Bradesco, Itaú: até 60% (padrão conservador de bancão)
- Daycoval, BV, Bari: até 70% (bancos médios mais agressivos)
- Creditas, Pontte, Crediblue: até 60-65% (fintechs com análise de risco própria)
- Inter, C6: até 50% (mais restritivos, mas aprovam perfis sem renda formal)
Exemplo prático: apartamento de R$ 700 mil em Pinheiros (SP).
- No Santander: R$ 420 mil (60%)
- No Daycoval: R$ 490 mil (70%)
- Diferença de R$ 70 mil só mudando o banco
Por isso a Solva compara 22 instituições — você pega o melhor LTV disponível pro seu perfil.
Quando vale / quando não vale esticar o limite
Vale pegar o máximo (70%) quando:
- Você vai usar pra algo que gera retorno (reformar pra vender mais caro, abrir empresa, trocar dívida caríssima de 10%+ a.m.)
- Tem renda estável pra pagar a parcela (regra: não ultrapasse 30% da renda líquida)
- O imóvel é sua única grande garantia
NÃO vale forçar 70% quando:
- Você vai usar pra consumo puro (viagem, carro zero)
- A parcela fica acima de 35% da sua renda (risco alto de inadimplência)
- Pretende vender o imóvel nos próximos 2-3 anos (pode não sobrar nada depois de quitar)
Cliente real (dados mascarados): pegou R$ 650 mil com imóvel de R$ 1M pra trocar dívida de cartão. Passou de R$ 18 mil/mês em juros pra R$ 6.800/mês. Economia de R$ 134 mil/ano. Fez sentido esticar o LTV.
Outro cliente: queria R$ 500 mil (70% de R$ 715 mil) pra "investir em cripto". Orientei a pegar só R$ 250 mil. Cripto despencou 40% no mês seguinte. O imóvel continua intacto.
O que ninguém te conta sobre isso
A maioria dos artigos esquece de mencionar três coisas:
1. Imóvel financiado reduz o limite drasticamente
Se você ainda deve R$ 200 mil no financiamento de um imóvel de R$ 800 mil, o banco NÃO vai te dar 60% de R$ 800 mil (R$ 480 mil).
Vai te dar 60% de R$ 800 mil MENOS os R$ 200 mil que você ainda deve. Conta: R$ 480k - R$ 200k = R$ 280 mil liberados.
Alguns bancos (Bradesco, Santander) até topam fazer "portabilidade + home equity" — quitam seu financiamento E liberam a diferença. Mas o trâmite demora 60-90 dias (vs. 30 dias do home equity puro).
2. Avaliação do banco sempre é mais baixa que o Zap
Você acha que seu apto vale R$ 900 mil porque tem anúncios similares no Zap por R$ 920 mil.
O banco manda um engenheiro avaliar. Laudo sai: R$ 780 mil.
Por quê? Porque bancos usam valores de mercado CONSERVADORES (preço de venda real, não de anúncio). Segundo dados do FipeZap, apartamentos em SP vendem em média 8-12% abaixo do preço anunciado.
Resultado: seu limite de 60% não é de R$ 540 mil (60% de R$ 900k). É de R$ 468 mil (60% de R$ 780k).
3. Renda alta aumenta LTV em alguns bancos
Se você ganha R$ 50 mil/mês comprovado e quer pegar R$ 300 mil com imóvel de R$ 600 mil (50% LTV), alguns bancos topam subir pra 65-70%.
Por quê? Porque a parcela (uns R$ 4.200/mês em 10 anos) é só 8% da sua renda. Risco baixíssimo.
Mas se você ganha R$ 8 mil/mês e quer os mesmos R$ 300 mil, a parcela vira 52% da renda. Aí o banco trava em 50% LTV ou pede avalista.
Erros comuns que custam dinheiro
Erro 1: Aceitar a primeira proposta sem comparar Custo médio: R$ 47 mil a mais pagos em juros (operação de R$ 500k em 10 anos, diferença de 0,89% a.a. entre o pior e o melhor banco).
Cliente pegou R$ 400 mil no Inter a 1,49% a.m. (primeira proposta). Simulamos na Solva: Daycoval ofereceu 0,99% a.m. Economia de R$ 112 mil em 10 anos.
Erro 2: Pedir o valor exato que você precisa Sempre peça 10-15% a mais. Por quê? Porque vão ter custos que você esqueceu:
- Avaliação do imóvel: R$ 2.500 - R$ 4.000
- Registro em cartório: 0,3% a 0,5% do valor (R$ 1.500 - R$ 2.500 numa op de R$ 500k)
- IOF: 0,38% sobre o valor (R$ 1.900 em R$ 500k)
Se você precisava de R$ 300 mil líquidos, deveria ter pedido R$ 320 mil.
Erro 3: Confundir valor do imóvel com valor de avaliação Você pagou R$ 1,2 milhão no imóvel há 3 anos. Acha que vale R$ 1,5 milhão hoje (bairro valorizou).
Avaliação do banco: R$ 1,1 milhão (mercado esfriou, seu prédio é antigo).
Seu limite: 60% de R$ 1,1M = R$ 660 mil (não R$ 900 mil como esperava).
Erro 4: Ignorar que tem que pagar de volta Parece óbvio, mas 30% dos clientes que at
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