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Pergunta frequente

Quem aceita home equity sendo PJ?

13 dos 22 bancos parceiros Solva aceitam PJ em home equity — desde que o imóvel garantia seja pessoa física. Veja a lista completa e requisitos por instituição.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equityperguntas frequentesPJpessoa jurídica

Quem aceita home equity sendo PJ?

Resposta direta: 13 dos 22 bancos parceiros Solva aceitam PJ como tomador em operações de home equity — Bradesco, Santander, Itaú, BV, Daycoval, Inter, Paulista, C6, Creditas, Pontte, Sofisa, Sicoob e Unicred. Regra comum a todos: o imóvel dado em garantia precisa estar em nome de pessoa física (você como sócio ou terceiro avalista).

Por Gabrielle Aksenen — Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado


A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

Olha, vou ser direta: sim, PJ consegue home equity. Mas com uma pegadinha que 90% das pessoas não sabe.

O crédito pode ir pro CNPJ (pra capital de giro, compra de equipamento, expansão). Mas o imóvel que vai garantir essa operação tem que estar no CPF. Pode ser seu imóvel pessoal, do sócio ou de um terceiro que tope ser avalista.

Dos 22 bancos que a Solva trabalha, 13 aceitam essa estrutura. Taxa média pra PJ fica entre 1,09% a 1,89% ao mês (vs. 0,99%-1,69% pra PF) — diferença pequena considerando que você consegue valores maiores (até R$ 20 milhões no Bradesco PJ, por exemplo).

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

A resposta curta acima vale pra maioria dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada completamente pro seu negócio.

Primeiro: nem todo banco aceita qualquer tipo de PJ. Bari e CashMe, por exemplo, só operam com pessoa física — você até pode usar o dinheiro depois pra injetar na empresa via pró-labore ou empréstimo de sócio, mas o contrato sai no seu CPF.

Segundo: alguns bancos exigem que a PJ tenha faturamento mínimo comprovado. Daycoval e Paulista pedem no mínimo 12 meses de balanço. Já Creditas e C6 aceitam PJs mais novas (6 meses), mas com análise de crédito mais rigorosa.

Terceiro (e aqui é onde a maioria erra): você não pode usar imóvel comercial da própria empresa como garantia na maioria dos casos. Bradesco e Santander até aceitam imóvel PJ, mas com LTV (loan-to-value) menor — máximo 40% do valor vs. 60-70% quando o imóvel é PF.

Quando vale / quando não vale

Vou te dar cenários concretos que vejo toda semana:

Cenário A — Vale muito (PJ com sócio pessoa física) Empresa de e-commerce, CNPJ há 2 anos, faturamento R$ 150k/mês. Sócio majoritário tem casa quitada de R$ 800k. Pega R$ 500k no Itaú PJ a 1,49% ao mês (CET 1,89%), usa pro estoque Black Friday. Economia vs. capital de giro tradicional (3-5% ao mês): R$ 180k em 12 meses.

Cenário B — Vale (mas tem que estruturar direito) Construtora, CNPJ há 5 anos, precisa de R$ 2M pra fechar terreno. Sócios têm 3 imóveis próprios somando R$ 4,5M. Bradesco PJ libera R$ 2,7M (60% LTV) a 1,39% ao mês. Condição: constituir alienação fiduciária dos 3 imóveis. Prazo até 240 meses.

Cenário C — Não vale (PJ sem imóvel PF disponível) MEI de consultoria, 8 meses de abertura, sem imóvel próprio. Quer R$ 100k pra montar escritório. Nenhum dos 13 bancos aceita — falta garantia em nome de pessoa física. Alternativa: esperar completar 12 meses e buscar capital de giro sem garantia (taxas 4-8% ao mês) OU convencer familiar a ser avalista com imóvel próprio.

O que ninguém te conta sobre isso

A maioria dos artigos esquece de mencionar que a análise de crédito mistura os dois mundos — PF + PJ.

Exemplo real da semana passada: cliente veio com empresa faturando R$ 2M/ano, queria R$ 800k. Imóvel dele (PF) valia R$ 1,2M. Até aí, tudo certo.

Só que ele tinha restrição no CPF — parcela atrasada de financiamento de carro há 6 meses (já quitado, mas ainda constava no Serasa). Resultado: 3 dos 13 bancos negaram (BV, Daycoval, Inter) mesmo com empresa limpa. Os outros 10 aprovaram, mas com spread maior — taxa média subiu de 1,29% pra 1,59% ao mês.

Ou seja: CPF sujo afeta, mesmo quando o crédito é pro CNPJ. Porque o imóvel garantia tá no seu nome pessoa física.

Outro ponto que banco nenhum deixa claro: se a empresa der calote, eles executam o imóvel do CPF. Não dá pra blindar patrimônio pessoal via PJ nesse caso. A alienação fiduciária (Lei 9.514/97) permite retomada extrajudicial em 60-90 dias.

Erros comuns que custam dinheiro

Vejo esses toda semana:

Erro 1 — Achar que precisa transferir o imóvel pro CNPJ Custo: ITBI (2-3% do valor venal) + escritura (R$ 3-8k) + registro (R$ 2-5k). Numa casa de R$ 500k = até R$ 28k jogados fora. Não precisa. Imóvel fica no CPF, crédito vai pro CNPJ.

Erro 2 — Não comparar com crédito PF pra injetar depois na empresa Cliente queria R$ 300k pro CNPJ. Taxa PJ: 1,69% ao mês (Santander). Taxa PF: 1,29% ao mês (Itaú). Diferença em 120 meses: R$ 94k. Economizou pegando no CPF e fazendo adiantamento de pró-labore.

Erro 3 — Aceitar a primeira proposta sem ver os 13 bancos Spread entre o mais caro (Sofisa PJ: 1,89%) e o mais barato (Bradesco PJ: 1,09%) = 0,80 p.p. ao mês. Numa operação de R$ 500k em 10 anos, isso representa R$ 187k de diferença no total pago.

Erro 4 — Não ler o contrato sobre destinação do recurso Alguns bancos (Daycoval, Paulista) exigem comprovação de onde o dinheiro foi usado. Se pegou pra capital de giro mas usou pra distribuir lucros, pode ter problema na auditoria — multa de até 2% do valor + vencimento antecipado.

Erro 5 — Esquecer que IOF PJ é maior IOF pessoa física: 0,38% + 0,0082% ao dia (máximo 3%). IOF pessoa jurídica: 1,5% fixo. Numa operação de R$ 500k, diferença de R$ 5,6k só no IOF.

Como saber se faz sentido pro seu caso

Responda essas 5 perguntas:

  1. Seu CNPJ tem pelo menos 12 meses de abertura? (Creditas e C6 aceitam 6 meses, mas com taxas piores)
  2. Você ou algum sócio tem imóvel quitado ou financiado com menos de 40% de dívida? (Precisa sobrar margem pro LTV)
  3. Seu CPF está limpo? (Negativação no Serasa afeta mesmo sendo crédito PJ)
  4. Você consegue comprovar faturamento da empresa? (Declaração IR + extratos bancários últimos 6 meses)
  5. Precisa de mais de R$ 50k? (Abaixo disso, custo operacional da garantia não compensa — melhor capital de giro tradicional)

Se respondeu sim pra 4 das 5, faz sentido simular. A Solva compara propostas reais dos 13 bancos que aceitam PJ em 24

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