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Pergunta frequente

Tem carência home equity Itaú?

Descubra se o home equity do Itaú tem carência, quanto tempo dura e como isso impacta suas parcelas. Resposta direta com dados oficiais.

24 de abril de 20256 min de leiturahome equityitauperguntas frequentescarencia

Tem carência home equity Itaú?

Resposta direta: Sim, o home equity Itaú tem carência de até 12 meses. Durante esse período, você paga só os juros (sem amortização do principal). É opcional — pode começar amortizando desde a primeira parcela se quiser pagar menos no total.

Por Gabrielle Aksenen — Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

Acompanho operações Itaú toda semana. Vou te mostrar exatamente como funciona a carência, quando vale usar e quando você perde dinheiro escolhendo essa opção.

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

O Itaú oferece até 12 meses de carência no home equity. Na prática: você recebe os R$ 500k (ou o valor contratado), mas nos primeiros 12 meses só paga juros — sem devolver nada do principal. A partir do mês 13, começa a amortizar normalmente pelo restante do prazo (até 240 meses total).

Exemplo real de cliente Solva (fev/2025):

  • Valor liberado: R$ 680.000
  • Taxa Itaú: 0,89% a.m. + IPCA
  • Carência: 12 meses
  • Parcela nos primeiros 12 meses: R$ 6.052 (só juros)
  • Parcela do mês 13 ao 240: R$ 7.314 (juros + amortização)

Total de juros pagos COM carência: R$ 684.312 em 20 anos. Total de juros SEM carência (direto): R$ 637.890 em 20 anos. Diferença: R$ 46.422 — o custo de adiar o pagamento.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

A maioria dos clientes escolhe carência porque "parcela menor no começo" parece bom negócio. Só que tem uma pegadinha matemática: você CONTINUA devendo os R$ 680k durante 12 meses. Os juros incidem sobre o valor cheio, todo mês, sem redução do saldo devedor.

Traduzindo: cada mês que você "só paga juros", adiciona custo total. Não é dinheiro grátis — é dinheiro caro pago no futuro.

Mas tem casos onde faz sentido. Vamos aos cenários.

Quando a carência vale a pena (e quando não vale)

Cenário A: Vale — você vai ter MAIS renda em breve

Exemplo: médico que pegou R$ 900k pra abrir clínica própria. Nos primeiros 6 meses, tá estruturando. Do mês 7 em diante, faturamento cresce 3x. Carência de 12 meses dá oxigênio pra estruturar sem apertar fluxo de caixa agora.

Conta: Perde R$ 52k em juros extras, mas ganha R$ 180k a mais de lucro líquido por ter aberto com capital próprio (vs financiamento CDI+5% que ia custar).

Cenário B: Vale — obra de imóvel que só gera renda depois de pronta

Cliente pegou R$ 1,2M no Itaú pra reformar prédio comercial. Obra leva 10 meses. Só depois disso aluga e recebe R$ 28k/mês. Carência de 12 meses = não precisa tirar do bolso durante a obra.

Cenário C: NÃO vale — você quer refinanciar dívida cara

Se pegou home equity pra quitar empréstimo consignado a 2,1% a.m., carência é burrice matemática. Você continua pagando o consignado MAIS os juros do Itaú nos primeiros 12 meses. Perde dinheiro dos dois lados.

Erro comum: "Vou usar carência pra ter um respiro." Não. Carência não é respiro — é adiar o problema pagando mais caro. Respiro de verdade é amortizar logo e reduzir saldo devedor rápido.

Cenário D: NÃO vale — sua renda já cobre a parcela cheia

Se você ganha R$ 35k/mês e a parcela com amortização seria R$ 8.200, não faz sentido pagar R$ 6.900 (só juros) por 12 meses pra depois subir pra R$ 8.600. Você perde R$ 41k só pra adiar algo que já cabe no orçamento.

O que ninguém te conta sobre a carência do Itaú

1. Carência NÃO conta no prazo total Se você contratou 240 meses com 12 de carência, vai pagar 252 parcelas (12 de juros + 240 amortizando). Alguns clientes acham que carência "tá dentro" dos 20 anos. Não tá.

2. Você pode cancelar a carência antecipadamente Pegou 12 meses mas melhorou de vida no mês 5? Liga pro Itaú e pede pra começar amortizar. Corta a perda. Poucos clientes sabem disso — gerente não oferece porque banco ganha mais com você pagando só juros.

3. IPCA incide sobre o saldo devedor CHEIO durante a carência Inflação de 4,5% a.a. = seu saldo de R$ 680k vira R$ 705.600 depois de 12 meses (aproximado). Aí você começa a amortizar um valor MAIOR que o original. Efeito bola de neve.

4. A taxa do Itaú (0,84% a 1,05% a.m.) é mediana — não a melhor Dentro da Solva, Itaú costuma ficar no meio da tabela. Bradesco e Santander frequentemente saem 0,05-0,08 p.p. abaixo. Em R$ 680k / 20 anos, isso = R$ 38k de diferença no total de juros. Carência + taxa mediana = combo caro.

Erros comuns que custam dinheiro

Erro #1: Escolher carência "pra garantir" sem calcular o custo Média Solva: clientes que escolhem carência sem necessidade real pagam R$ 43k a mais (operações R$ 500k-R$ 800k / 15-20 anos). Sempre simule os dois cenários antes.

Erro #2: Não negociar a taxa porque tá focado só na carência Itaú oferece 1,02% a.m. com carência de 12 meses. Cliente aceita feliz. Bradesco oferece 0,91% a.m. SEM carência — parcela praticamente igual, total de juros R$ 71k menor. Foco errado = dinheiro perdido.

Erro #3: Usar carência pra quitar dívida e criar dívida nova simultaneamente Cliente pega R$ 400k com carência, quita financiamento imobiliário a 9,5% a.a., mas usa parte pra reformar apartamento e financia eletrodomésticos no cartão (15% a.m.). Ganhou de um lado, perdeu dobrado do outro.

Erro #4: Não considerar que carência aumenta o prazo efetivo Contrato de 15 anos (180 meses) + 12 de carência = você fica endividado por 16 anos. Aposentadoria chegando? Filho entrando na faculdade daqui 10 anos? Carência pode atrapalhar planejamento futuro.

Erro #5: Aceitar a primeira proposta do Itaú sem comparar com 11 bancos Solva mostrou pra um cliente em março/2025: Itaú ofereceu 0,97% a.m. com carência de 12 meses. Creditas saiu com 0,88% a.m. sem carência. Parcela da Creditas ficou R$ 340 MENOR por mês + economia de R$ 94k no total. Cliente ia aceitar Itaú só porque "é banco grande".

Como saber se faz sentido pro seu caso

Responda essas 5 perguntas:

  1. Sua renda vai aumentar nos próximos 12 meses? (nova empresa, promoção, negócio escalando)
  2. O dinheiro do home equity vai gerar receita futura? (obra comercial, abertura de empresa, investimento produtivo)
  3. Você TEM como pagar a parcela cheia agora mas quer preservar liquidez? (reserva de emergência baixa, risco de perder emprego)
  4. Fez simulação comparando total de juros COM e SEM carência?
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