Qual a comissão home equity Banco Inter?
Qual a comissão home equity Banco Inter?
Resposta direta: O Banco Inter não cobra comissão direta do cliente em operações de home equity. A estrutura funciona via correspondente bancário: quem intermedia a operação (como a Solva) recebe remuneração do próprio Inter, não do seu bolso. Você paga apenas IOF (0,38% + 0,0082%/dia), registro de garantia (cartório, 0,3-0,8% do crédito) e eventuais taxas de avaliação do imóvel (R$ 400-800 conforme localização).
Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado
A resposta curta (pra quem só quer saber agora)
Zero reais de comissão pro cliente. O Inter remunera correspondentes bancários (empresas autorizadas pelo Banco Central pra intermediar operações) diretamente — é parte do modelo de distribuição deles. Você assina o contrato pagando taxas obrigatórias (IOF federal, cartório) e a taxa de juros acordada (CET — Custo Efetivo Total). Nada de "taxa de sucesso" ou "comissão de intermediação" saindo do valor liberado.
Dados BACEN: em setembro de 2025, o saldo total de home equity no Brasil atingiu R$ 260 bilhões. O Inter representa cerca de 4-6% desse mercado via modelo digital (sem agências físicas).
Mas calma — tem detalhes que fazem diferença
Olha, a resposta curta acima vale pra 95% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada pro seu cenário específico.
Primeiro: o Inter trabalha exclusivamente via correspondentes bancários autorizados. Resolução CMN 4.935 do Banco Central regula isso — empresas como a Solva têm registro oficial e seguem compliance rigoroso. A remuneração que recebemos do Inter já está embutida na estrutura de custos do banco (margem de spread). Não é você quem paga diretamente.
Segundo: isso é MUITO diferente de "consultorias" ou "assessorias" que cobram R$ 3 mil, R$ 5 mil, R$ 10 mil pra "achar crédito pra você". Essas empresas geralmente não são correspondentes registrados — são intermediários informais que cobram pelo serviço de pesquisa. Com correspondente oficial, esse custo não existe pro cliente.
Terceiro ponto crítico: mesmo sem comissão direta, o CET (Custo Efetivo Total) do Inter já embute TODAS as despesas da operação pro banco. Quando você vê "CET 1,39% a.m." numa proposta, ali já estão: juros nominais + IOF + seguros obrigatórios + custo de funding do banco + margem de lucro + remuneração do correspondente. Transparência total.
Quando vale (e quando não vale) usar correspondente
Cenário A: Vale MUITO a pena
Você quer comparar Inter com outros 10-20 bancos em paralelo. A Solva, por exemplo, tem parceria com 22 instituições (Bradesco, Santander, Itaú, BV, Daycoval, Creditas, C6, mais 15 outros). Simulamos tudo junto, você vê propostas reais lado a lado em 24 horas. O Inter pode ganhar em taxa (típico 1,29-1,59% a.m. CET pra perfis A/B) ou perder em prazo de liberação (45-60 dias vs. 30 dias de fintechs). Sem comparação, você nunca sabe se está pegando a melhor.
Exemplo concreto: cliente com imóvel de R$ 2 milhões em São Paulo, quitado, queria R$ 800 mil. Inter ofereceu 1,45% a.m. CET em 180 meses. BV ofereceu 1,38% a.m. em 120 meses. Creditas ofereceu 1,52% a.m. em 240 meses. Diferença no custo total? R$ 340 mil entre a melhor (BV) e a pior (Creditas) pro prazo máximo. Essa info só aparece quando você compara tudo junto.
Cenário B: Talvez não faça diferença
Você já é correntista Inter, tem relacionamento forte (investimentos, salário depositado lá), e o gerente mandou proposta pré-aprovada com taxa competitiva. Aí faz sentido aceitar direto SE (e só se): (1) você já pesquisou taxas de mercado e sabe que aquilo é top 3; (2) o prazo atende; (3) você não quer perder tempo simulando com 10 bancos.
Mas cuidado: mesmo correntistas Premium do Inter às vezes recebem propostas piores que novos clientes via correspondente. Bancos precificam risco individualmente — não existe "pacote VIP automático".
Cenário C: Não vale (e você perde dinheiro)
Você contrata "consultor independente" que cobra R$ 8 mil pra "conseguir crédito no Inter". Esse cara não é correspondente registrado, não tem convênio oficial, e vai simplesmente preencher a proposta que VOCÊ MESMO poderia fazer de graça (via app Inter ou via correspondente oficial). Red flag gigante: qualquer pedido de pagamento antecipado "pra garantir a análise". Correspondente bancário NUNCA cobra antecipado — a gente só é remunerado SE a operação acontecer.
O que ninguém te conta sobre comissões em home equity
A maioria dos artigos genéricos esquece de mencionar três coisas:
1. Correspondente ≠ Corretor de imóveis
Corretor cobra comissão do comprador/vendedor (5-6% do valor do imóvel). Correspondente bancário recebe do BANCO, não de você. São modelos regulatórios completamente diferentes. Lei 9.514/97 (que rege alienação fiduciária) não prevê cobrança de comissão do tomador — só taxas cartorárias obrigatórias.
2. O Inter pode rejeitar operações intermediadas "fora do padrão"
Se você chegar no Inter direto pedindo R$ 50 mil com imóvel de R$ 150 mil (LTV 33%), score 400, renda informal — alto risco de recusa. Correspondente curador (como a Solva) faz pré-análise: antes de mandar pro Inter, a gente já sabe se o perfil tem fit com a política de crédito deles. Isso evita consulta ao SCR/Serasa à toa e perda de tempo. Benefício oculto do correspondente: filtro técnico.
3. Remuneração do correspondente varia por banco — e isso afeta o quanto eles empurram cada um
Correspondentes genéricos (que trabalham com 50+ bancos) às vezes direcionam clientes pro banco que paga comissão maior, não pro que tem melhor taxa pro cliente. A Solva resolve isso sendo vendor-neutro: nossa curadoria compara os 22 bancos SEM viés. Se o Inter ganhar, indicamos Inter. Se o Bradesco ganhar, indicamos Bradesco. Nosso incentivo é reputação de longo prazo (NPS 89 no Google), não comissão de curto prazo.
Isso é raro no mercado. A maioria dos correspondentes tem 1-3 bancos "preferidos" e força a barra neles.
Erros comuns que custam dinheiro
Vejo esses erros toda semana:
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Aceitar a primeira proposta do Inter sem comparar com BV, Daycoval, Creditas: Média de R$ 47 mil pagos a mais em juros numa operação de R$ 500 mil em 10 anos (diferença de 0,20% a.m. no CET acumulada). Parece pouco? É 9,4% do valor liberado.
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Confundir "taxa zero de comissão" com "operação sem custos": Você ainda paga IOF (federalmente obrigatório, 0,38% + 0,0082% ao dia até 365 dias), registro no cartório (0,3-0,8% do crédito conforme tabela estadual), seguro MIP/DFI se exigido pelo banco (0,02-0,05% a.m. sobre saldo devedor). Numa operação de R$ 300 mil, isso dá R$ 3-6 mil de custos iniciais. Não é "de graça" — mas é barato comparado a juros.
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Achar que correspondente "tem poder" de melhorar sua taxa via "lobby": Não
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