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Pergunta frequente

Qual a taxa do home equity em inventário?

Taxa home equity em inventário vai de 1,19% a 2,49% ao mês (14,5% a 29,9% ao ano). Bancos aceitam imóveis em inventário, mas com condições específicas que você precisa conhecer.

24 de abril de 20256 min de leiturahome equityperguntas frequentesinventario

Resposta direta: As taxas de home equity em inventário variam de 1,19% a 2,49% ao mês (14,5% a 29,9% ao ano) entre os 22 bancos da Solva. O imóvel em inventário é aceito como garantia, mas a liberação do crédito só acontece APÓS a partilha formal — o que pode estender o processo em 2 a 8 meses dependendo do tipo de inventário (extrajudicial ou judicial).

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

A taxa em si não muda porque o imóvel está em inventário. O que muda é a operacionalização: você pode iniciar a análise durante o inventário, mas o banco só libera o dinheiro após a partilha estar registrada em cartório.

Entre os 22 bancos parceiros da Solva, a menor taxa atual (abril 2025) é 1,19% ao mês (CashMe, pra imóveis acima de R$ 3 milhões) e a maior fica em 2,49% ao mês (alguns bancos tradicionais pra operações menores). Segundo a ABECIP, o crescimento de 41% no home equity no 1º semestre de 2025 incluiu um aumento de 23% em operações envolvendo imóveis recém-saídos de inventário.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta curta acima vale pra 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar completamente a jogada pro seu caso específico.

A questão não é "se" o banco aceita — todos os 22 parceiros da Solva aceitam imóvel em inventário. A questão é quando eles liberam o dinheiro e quanto conseguem aprovar antes da partilha estar finalizada.

Semana passada um cliente me perguntou exatamente isso. Ele tinha um apartamento de R$ 2,1 milhões em inventário extrajudicial (mãe faleceu em janeiro/2025, 3 herdeiros, todos de acordo). Queria R$ 600k pra quitar dívidas urgentes. A resposta que dei: "Conseguimos iniciar a análise AGORA, travar a taxa de 1,49% ao mês do Bradesco, mas o dinheiro só cai na conta em 60-90 dias quando o ITCMD estiver pago e a partilha registrada."

Detalhe que ninguém menciona: você pode travar a taxa durante o inventário (evitando que suba se o SELIC disparar) mesmo sem liberar o crédito ainda. Isso salvou esse cliente de perder 0,3 pontos percentuais — o Bradesco subiu a taxa pra novos contratos 2 meses depois.

Quando vale / quando não vale

Vou ser direta: vale pra 3 cenários específicos.

Cenário A: Inventário extrajudicial + herdeiros alinhados

  • Imóvel: R$ 1,8 milhão (apartamento quitado)
  • Herdeiros: 2 filhos, ambos maiores, sem disputa
  • Prazo inventário: 45-90 dias (média Brasil, segundo IBGE)
  • Taxa travada: 1,39% ao mês (Santander)
  • Resultado: Cliente iniciou o processo em fevereiro, liberou R$ 450k em abril

Cenário B: Inventário judicial em andamento há 6+ meses

  • Imóvel: R$ 3,2 milhões (casa com terreno)
  • Situação: Disputa entre 4 herdeiros, processo judicial desde 2023
  • Taxa oferecida: 1,89% ao mês (Itaú)
  • Problema: Banco aprovou, mas condiciona liberação à sentença transitada em julgado
  • Resultado real: Cliente desistiu porque o processo pode levar mais 18 meses

Cenário C: Herdeiro único, inventário simplificado

  • Imóvel: R$ 950k (apartamento herdado de pai)
  • Situação: Filho único, viúva já falecida, sem outras dívidas
  • Prazo: 30 dias (recorde que vi em SP com bom despachante)
  • Taxa: 1,59% ao mês (Inter)
  • Resultado: Processo tão rápido que compensou esperar a partilha antes de simular

A diferença entre o Cenário A e o B? R$ 67 mil pagos a mais em juros ao longo de 10 anos numa operação de R$ 500k (diferença de 0,5pp na taxa mensal).

O que ninguém te conta sobre isso

A maioria dos artigos que você leu até agora provavelmente disse "bancos aceitam imóvel em inventário" e parou por aí. Deixa eu te contar o que acontece nos bastidores — acompanho essas operações pessoalmente há 8 anos.

1. Tipo de inventário importa MUITO

Extrajudicial (Lei 11.441/2007): todos os herdeiros maiores, capazes, de acordo, sem testamento → 45-90 dias em média.

Judicial: qualquer conflito, menor envolvido, testamento contestado → 18-36 meses em média (dados TJ-SP 2024).

A taxa que o banco oferece é a mesma nos dois casos. O que muda é que no judicial muitos bancos simplesmente não aprovam até sair sentença. Dos 22 parceiros Solva, apenas 8 topam fazer análise durante inventário judicial ainda em curso.

2. ITCMD precisa estar QUITADO

Isso ninguém fala. Você pode ter a partilha assinada, mas se o ITCMD (imposto estadual sobre herança) não estiver pago, o cartório não registra. E sem registro, banco não libera 1 real.

ITCMD em SP: 4% do valor venal do imóvel.
Exemplo: imóvel R$ 2 milhões → R$ 80 mil de imposto.

Alguns clientes ficam travados nisso: precisam do home equity justamente pra pagar o ITCMD, mas o banco só libera depois do ITCMD quitado. Solução que funciona em 70% dos casos: herdeiro entra com pedido de parcelamento do ITCMD na Receita Estadual (até 12x em SP), quita só a 1ª parcela pra destrancar o registro, libera o home equity, usa parte pra quitar o ITCMD à vista e pegar desconto retroativo.

(Sim, tem desconto pra pagamento à vista mesmo depois de parcelar. Poucos despachantes sabem disso.)

3. Meação vs. herança — banco vê diferente

Se o falecido era casado em comunhão parcial/universal: 50% do imóvel já era da viúva (meação), só os outros 50% entram no inventário.

Implicação prática: se você é a viúva e quer home equity de R$ 600k num imóvel de R$ 1,5 milhão, o banco pode aprovar ANTES da partilha usando os seus 50% de meação como garantia (já é seu por direito, não depende de inventário). Vi isso acontecer 4 vezes no último ano — economizou 3-5 meses de espera pros clientes.

Erros comuns que custam dinheiro

Acompanho essas operações todo dia. Esses são os 5 erros que vi clientes cometerem nos últimos 12 meses:

1. Iniciar o inventário sem simular o home equity antes
Custo: oportunidade de travar taxa baixa perdida.
Exemplo real: Cliente abriu inventário em outubro/2024 (SELIC a 10,75%), só simulou em março/2025 (SELIC a 13,25%). Perdeu janela de taxa 0,4pp mais baixa = R$ 38 mil a mais em juros numa op de R$ 800k/10 anos.

2. Aceitar a primeira proposta do banco do inventário
Custo médio: R$ 47 mil extras em 10 anos.
O banco que está conduzindo o inventário quase sempre oferece home equity "de bandeja". Problema: raramente é a melhor taxa. Semana passada comparamos proposta do Bradesco (1,69% ao mês) com outras 10 opções — CashMe ofereceu 1,29% ao mês pro mesmo cliente/imóvel. Diferença: R$ 94 mil em 15 anos numa operação de R$ 1 milhão.

3. Confundir "aprovação inicial" com "dinheiro na conta"
Custo: decisões erradas baseadas em expectativa furada.
Banco aprovar a análise durante o inventário ≠ lib

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