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Pergunta frequente

Quanto banco libera no home equity de imóvel de 10 milhões?

Bancos liberam até R$ 6 milhões em home equity pra imóveis de R$ 10M. Veja o LTV de cada banco, documentação necessária e quanto você consegue na prática.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equityperguntas frequentesimóveis de alto valorlimites de crédito

Resposta direta: Bancos liberam entre 50% e 60% do valor de avaliação em home equity. Num imóvel de R$ 10 milhões, você consegue de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões, dependendo do banco e da sua renda comprovada. Bradesco e Itaú operam até 60% (R$ 6M), enquanto fintechs costumam ficar em 50-55% (R$ 5M a R$ 5,5M).

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

Num imóvel avaliado em R$ 10 milhões, a maioria dos bancos libera entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões. Esse percentual se chama LTV (Loan-to-Value) e varia de 50% a 60% dependendo da instituição. Os bancões tradicionais (Bradesco, Itaú, Santander) costumam aprovar até 60% quando você tem renda comprovada robusta. Fintechs e bancos médios ficam na faixa de 50% a 55%.

Segundo dados da ABECIP, operações acima de R$ 3 milhões representaram 12% do volume contratado em home equity no primeiro semestre de 2025 — mercado que movimentou R$ 4,8 bilhões no período. Imóveis de alto valor têm facilidade maior de aprovação porque o risco do banco é menor (garantia forte + perfil de cliente premium).

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta curta acima vale pra 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar completamente o jogo pro seu caso específico.

Primeiro: o banco não avalia pelo valor que você pagou ou pelo IPTU. Eles mandam um engenheiro fazer vistoria presencial. E em imóveis de R$ 10 milhões, a margem de erro dessa avaliação pode ser brutal — já vi diferenças de R$ 800k entre a expectativa do cliente e o laudo final.

Segundo: renda comprovada ainda importa (mesmo com garantia milionária). Bancos calculam que sua parcela não pode ultrapassar 30-35% da renda líquida. Então se você tira R$ 80k/mês comprovados via IR, a parcela máxima seria uns R$ 28k. Isso limita o prazo e, consequentemente, o valor que você consegue liberar.

Terceiro: o tipo de imóvel muda o LTV. Cobertura em Jardins (SP) ou Leblon (RJ)? 60% tranquilo. Casa em condomínio fechado no interior? Alguns bancos baixam pra 50-55% porque a liquidez é menor. Imóvel comercial ou rural? Aí complica — a maioria só financia residencial urbano.

Quanto cada banco libera de verdade (números da operação)

Vou te mostrar o LTV real que os 22 bancos parceiros da Solva praticam em imóveis acima de R$ 5 milhões:

Bancões tradicionais (60% de LTV):

  • Bradesco Home Equity: até 60% | imóvel de R$ 10M = até R$ 6M liberados
  • Itaú Crédito Imobiliário: até 60% | exige conta corrente + relacionamento 6+ meses
  • Santander Crédito Garantia: 50-60% | depende da praça (capitais têm LTV maior)

Bancos médios (50-55% de LTV):

  • BV Financeira: até 55% | mais ágil que bancões (aprovação em 7-10 dias)
  • Daycoval: 50% | aceita imóveis comerciais (diferencial)
  • Banco Bari: até 55% | forte em SP capital

Fintechs e SCDs (50-55% de LTV):

  • Creditas: até 55% | processo 100% digital até R$ 3M, acima disso presencial
  • C6 Bank: 50% | só pra correntistas Prime
  • BS2: até 55% | aceita imóveis em garantia mesmo sem relacionamento

O que ninguém te conta: bancos sobem o LTV se você contratar portabilidade de dívida cara junto. Exemplo real que acompanhei em março/2025: cliente tinha R$ 1,2M em empréstimo pessoal a 2,8% a.m. no Itaú. Quitou com home equity a 1,09% a.m. e o banco aprovou 62% de LTV (R$ 6,2M num imóvel de R$ 10M) porque a operação "limpava" o balanço dele.

Quando vale (e quando NÃO vale) fazer home equity de R$ 5M+

Vale fazer quando:

  1. Você precisa de capital de giro pra empresa — home equity a 1,0-1,3% a.m. é 60% mais barato que CDC empresarial (2,5-3,5% a.m.). Cliente meu em nov/2024 liberou R$ 5,5M pra abrir 3 franquias: parcela de R$ 61k/mês por 15 anos. Economia de R$ 2,1M em juros vs. empréstimo PJ tradicional.

  2. Você tem dívidas caras acima de R$ 500k — cartão, cheque especial, empréstimo consignado vencido. Consolidar tudo em home equity reduz a parcela total em 40-70%. Matemática simples: R$ 800k a 8% a.m. vira R$ 800k a 1,2% a.m. = economia de R$ 54.400/mês só de juro.

  3. Você vai investir em algo com retorno > 1,5% a.m. — exemplo: comprar imóvel pra revenda rápida (profit de 15-20% em 6-8 meses). Ou aportar em negócio próprio que rende 3-5% a.m. líquido. Aí o home equity vira alavanca inteligente.

NÃO vale fazer quando:

  1. Você não tem previsibilidade de renda pros próximos 5 anos — home equity é compromisso de longo prazo. Se a renda é volátil (autônomo sem reserva, empresa em fase de escala), o risco de perder o imóvel é real. BACEN reportou 0,8% de inadimplência em home equity em 2024, mas 78% dos casos eram operações acima de R$ 2M onde o cliente perdeu a renda principal.

  2. A taxa que você conseguiu tá acima de 1,5% a.m. — mercado médio em abril/2025 é 0,99% a 1,29% a.m. (dados ABECIP). Se te ofereceram 1,8-2,0% a.m., tem banco mais barato. Na Solva a gente compara 22 bancos simultaneamente — diferença média entre a melhor e a pior proposta? R$ 340k em juros numa operação de R$ 5M a 15 anos.

  3. Você tá fazendo só porque "o dinheiro tá disponível" — home equity barato é tentador, mas não é dinheiro grátis. Vi cliente em 2023 liberar R$ 4M "pra ter caixa" e ficar 18 meses pagando R$ 44k/mês de parcela sem usar o dinheiro. Resultado: perdeu R$ 792k em juros + oportunidade de render a 1% a.m. no CDB.

Documentação necessária (imóveis acima de R$ 5M têm exigência extra)

Além dos docs padrão de home equity, operações acima de R$ 3 milhões costumam pedir:

Do imóvel:

  • Matrícula atualizada (emitida há menos de 30 dias)
  • IPTU dos últimos 3 anos (banco cruza com valor de avaliação)
  • Certidões negativas: federal, estadual, municipal, trabalhista (do imóvel E dos proprietários)
  • Laudo de avaliação presencial (banco contrata, você não paga)
  • Certidão de ônus reais (prova que não tem hipoteca, penhora, usufruto)

Sua (comprovação de renda reforçada):

  • IR completo dos últimos 2 anos (não adianta declaração simplificada)
  • Extratos bancários de 6 meses (bancos querem
Próximo passo

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3 minutos · Defesa profissional pelos 22 bancos · LGPD