Quanto consigo pegar de home equity sendo CLT?
CLT pode pegar até 80% do valor do imóvel em home equity — desde que a parcela não passe de 30% da renda. Veja os limites reais dos 22 bancos.
Quanto consigo pegar de home equity sendo CLT?
Resposta direta: Sendo CLT você consegue pegar entre 60% e 80% do valor do imóvel avaliado, dependendo do banco. O limite real não é só o percentual — é quanto a parcela cabe na sua renda (geralmente máximo 30% do salário líquido). Num imóvel de R$ 800 mil com salário líquido de R$ 15 mil, você pegaria entre R$ 480 mil e R$ 640 mil, se a parcela ficar abaixo de R$ 4.500/mês.
Por Gabrielle Aksenen — Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado
A resposta curta (pra quem só quer saber agora)
CLT tem vantagem em home equity porque a renda fixa comprovada facilita aprovação. Os 22 bancos parceiros Solva liberam de 60% a 80% do valor do imóvel avaliado. Mas atenção: o percentual não importa se a parcela estourar o limite de comprometimento da sua renda. A ABECIP registrou R$ 8,97 bilhões contratados em home equity em 2024 — 73% foram CLT.
Mas calma — tem detalhes que fazem diferença
Olha, a resposta curta acima vale pra maioria dos casos. Mas tem nuances que podem aumentar (ou diminuir) quanto você consegue pegar na prática.
Primeiro: o percentual do imóvel varia por banco. Bradesco libera até 60%, Itaú até 70%, alguns SCDs chegam em 80%. Segundo: todos os bancos aplicam o limite de comprometimento de renda — geralmente 30% do salário líquido. Terceiro: se você tem outros financiamentos ativos (consignado, carro, outro imóvel), eles entram nessa conta dos 30%.
Resultado: você pode ter um imóvel de R$ 1 milhão quitado, mas se sua renda líquida é R$ 8 mil e você já paga R$ 1.500 de consignado, o banco vai liberar menos que os 60-80% teóricos — porque a parcela não pode passar de R$ 2.400 (30% de R$ 8 mil) e você já comprometeu R$ 1.500.
Quando vale / quando não vale
Cenário A: CLT com renda alta + imóvel quitado Salário líquido R$ 25 mil, imóvel avaliado em R$ 1,2 milhão (quitado), sem outros financiamentos. Limite de comprometimento: R$ 7.500/mês (30%).
- 60% do imóvel = R$ 720 mil → parcela ~R$ 5.760/mês (15 anos, 0,99% a.m.)
- 80% do imóvel = R$ 960 mil → parcela ~R$ 7.680/mês
Você conseguiria pegar os R$ 720 mil tranquilo (parcela R$ 5.760 cabe nos R$ 7.500). Os R$ 960 mil estouram. Mas se negociar 20 anos em vez de 15, a parcela dos 80% cai pra ~R$ 6.400 — aí cabe.
Cenário B: CLT com renda média + imóvel com saldo devedor Salário líquido R$ 10 mil, imóvel avaliado em R$ 600 mil mas ainda deve R$ 150 mil pro banco. Limite de comprometimento: R$ 3 mil/mês (30%).
- Valor liberável: R$ 600k × 60% = R$ 360k − R$ 150k (saldo devedor) = R$ 210 mil
- Parcela de R$ 210k em 15 anos: ~R$ 1.680/mês
Funciona porque cabe nos R$ 3 mil. Mas se você já paga R$ 1.200 de financiamento de carro, sobram só R$ 1.800 — aí o banco libera menos, algo como R$ 180 mil.
Cenário C: CLT informal (sem holerite mas com imóvel alto) Salário "por fora" R$ 20 mil, imóvel R$ 3 milhões quitado. Sem holerite formal.
Aqui depende do banco. Bradesco/Itaú exigem holerite. Mas 7 dos 22 bancos Solva (CashMe, Creditas, Crediblue, Galleria, Pontte, Zili, GVCash) aceitam só o imóvel como garantia se o valor for acima de R$ 2 milhões — não pedem comprovação de renda. Você pegaria até R$ 2,4 milhões (80% de R$ 3M) sem mostrar holerite, mas com taxa ~0,2 p.p. maior que CLT formal.
O que ninguém te conta sobre isso
A maioria dos artigos esquece de mencionar que o prazo muda o quanto você consegue pegar mesmo sendo CLT.
Exemplo real: cliente com R$ 12 mil líquidos, limite R$ 3.600/mês (30%). Imóvel R$ 900 mil.
- 15 anos: consegue pegar R$ 450 mil (parcela R$ 3.600)
- 20 anos: consegue pegar R$ 540 mil (parcela R$ 3.600)
- 25 anos: consegue pegar R$ 600 mil (parcela R$ 3.600)
Mesma renda, mesmo imóvel. Diferença de R$ 150 mil só ajustando o prazo. Por quê? Porque o limite é a parcela, não o principal. Prazo maior = parcela menor = cabe mais dinheiro no mesmo envelope de R$ 3.600.
Outro ponto: se você está no primeiro ano de CLT (experiência), 8 dos 22 bancos pedem pelo menos 12 meses de registro. Mas Crediblue, Pontte e Zili aceitam a partir de 6 meses — útil se você acabou de sair de PJ pra CLT.
Erros comuns que custam dinheiro
1. Aceitar a primeira proposta sem comparar Custo: média R$ 47 mil a mais pagos em 10 anos numa operação de R$ 500 mil. Taxa de 0,99% a.m. vs. 1,19% a.m. parece pouco — mas são R$ 3.920 de diferença mensal. Em 120 meses = R$ 47.040.
2. Não considerar outros financiamentos no cálculo Custo: proposta negada ou valor menor que esperava. Se você tem consignado de R$ 800/mês e não menciona, o banco descobre no SCR (Sistema de Informações de Crédito do Banco Central) e recalcula — ou nega. Perda de tempo: 7-10 dias refazendo análise.
3. Pedir exatamente 80% do imóvel sem buffer de renda Custo: aprovação condicional com taxa maior. Bancos gostam de ver folga. Se sua parcela consome exatos 30% da renda, alguns cobram 0,1-0,2 p.p. a mais de taxa (spread de risco). Num empréstimo de R$ 600 mil, isso é R$ 600-1.200/mês extras.
4. Esquecer que a avaliação pode vir menor que o esperado Custo: você planeja pegar R$ 640 mil (80% de R$ 800k), mas a avaliação do banco sai R$ 720 mil. Resultado: máximo R$ 576 mil (80% de R$ 720k). Diferença de R$ 64 mil. Sempre simule com 10-15% abaixo do valor de mercado pra não contar com o ovo no c* da galinha.
5. Não renegociar prazo quando a parcela não cabe Custo: desistir da operação achando que "não dá". Cliente queria R$ 500k em 15 anos (parcela R$ 4k), mas renda só permitia R$ 3.200/mês. Em vez de desistir, mudou pra 20 anos — pegou os R$ 500k com parcela de R$ 3.150. Diferença entre conseguir e não conseguir: literalmente ajustar um campo no formulário.
Como saber se faz sentido pro seu caso
Responda essas 5 perguntas:
- Seu imóvel está avaliado acima de R$ 300 mil? (abaixo disso, só 4 dos 22 bancos operam — e com taxas piores)
- Você tem holerite há pelo menos 6 meses? (ou imóvel acima de R$ 2 milhões que dispensa renda)
- **A parcela que você
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