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Pergunta frequente

Como funciona home equity banco paulista?

Prazo de até 240 meses, LTV de 60%, taxa a partir de 0,99% ao mês + IPCA e aprovação em até 10 dias úteis. Veja como funciona o home equity no Banco Paulista em 2026.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equitypaulistaperguntas frequentes

Resposta direta: O home equity do Banco Paulista funciona com alienação fiduciária, prazo de até 240 meses, taxa a partir de 0,99% ao mês + IPCA, LTV até 60% e aprovação em até 10 dias úteis para imóveis residenciais quitados acima de R$ 500 mil em SP capital.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

O Banco Paulista trabalha com crédito imobiliário desde 1963 e entrou no home equity em 2018. A mecânica é alienação fiduciária do seu imóvel — você continua morando, mas o banco vira credor garantido até quitar. Liberam até 60% do valor de avaliação (LTV 60%), com prazo de 60 a 240 meses e taxa que hoje começa em 0,99% ao mês + IPCA. Desde 2024, o Paulista processa home equity em média 8-10 dias úteis da documentação completa até o dinheiro na conta.

Semana passada um cliente de Moema fechou R$ 380 mil em 180 meses com o Paulista. Apartamento avaliado em R$ 1,2 milhão, quitado. Taxa final saiu 1,09% + IPCA (equivalente a ~13,8% ao ano considerando inflação de 4%). Dinheiro entrou na conta dele 9 dias úteis depois da assinatura digital.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

Olha, a resposta curta acima vale pra 70% dos casos que a gente vê aqui na Solva. Mas o Paulista tem particularidades que podem mudar completamente se a operação faz sentido pro seu bolso ou não.

Primeiro: LTV real praticado. O site diz "até 60%", mas na prática o banco trabalha com 55-58% pra apartamentos em SP capital e 50% pra casas ou imóveis no interior. Isso porque o modelo de avaliação deles é conservador — usam FipeZap com desconto de 10-15% pra precificação. Então se o FipeZap mostra seu apto a R$ 800 mil, o Paulista vai avaliar em R$ 680-720 mil e liberar 55% disso = R$ 374-396 mil (não os R$ 480 mil que você calculou na ponta do lápis).

Segundo: a tal da taxa + IPCA. O 0,99% ao mês que o Paulista divulga é só o juro nominal. Tem a correção pelo IPCA por cima. Na prática, numa inflação de 4% ao ano (meta do Bacen), o custo efetivo fica ~13,5-14% ao ano. Isso ainda é metade de um empréstimo pessoal (28-35% ao ano), mas é mais que os 11-12% que alguns concorrentes fazem com pós-fixado em CDI.

Terceiro: público-alvo específico. O Paulista gosta de:

  • Imóveis residenciais quitados acima de R$ 500 mil
  • Proprietários com CPF limpo (score 600+)
  • Renda comprovada de pelo menos 30% da parcela OU patrimônio líquido acima de R$ 2 milhões
  • Imóveis em regiões de alta liquidez (zonas sul/oeste SP, Alphaville, alguns bairros de Campinas)

Se seu imóvel vale R$ 350 mil ou fica numa cidade de 50 mil habitantes no interior, o Paulista provavelmente vai recusar. Eles são seletivos.

Quando vale / quando não vale

Vale pra você se:

  1. Imóvel alto padrão em SP capital — apartamento de R$ 1,5 milhão em Moema, Jardins, Vila Madalena. O Paulista adora esses casos. Cliente nosso em janeiro/2026 liberou R$ 820 mil em 240 meses, apto de R$ 2,1 milhões na Vila Nova Conceição. Taxa 1,02% + IPCA.

  2. Precisa de R$ 200-600 mil com prazo longo — se você quer R$ 80 mil, o Paulista nem analisa (ticket mínimo deles é R$ 150 mil). Acima de R$ 200 mil e até R$ 800 mil é o sweet spot. Acima disso eles topam, mas começam a pedir garantias adicionais ou aumentar a taxa.

  3. Tem pressa moderada mas não emergência — 8-10 dias úteis é rápido comparado aos bancões (15-25 dias), mas não é o mais veloz do mercado. Algumas fintechs fazem em 5 dias. Se você precisa pro dia 15 e hoje é dia 10, aperte o cinto.

NÃO vale se:

  1. Seu imóvel vale menos de R$ 500 mil — o Paulista simplesmente não atende. Vi proposta deles recusarem um cliente com apto de R$ 480 mil em Osasco mês passado. Motivo oficial: "fora do perfil de risco atual".

  2. Você quer taxa fixa na veia — o IPCA torna a parcela variável. Se inflação sobe pra 6-7% ao ano (como em 2021-2022), sua parcela cresce junto. Tem gente que prefere pagar 1,5% fixo ao mês em outro banco pra ter previsibilidade.

  3. Imóvel tem restrição no registro — O Paulista é chato com isso. Qualquer penhora, usufruto vitalício ou servidão de passagem que não seja resolvível em 48 horas = recusa automática. Um cliente da Solva teve que limpar uma penhora de IPTU de R$ 3.800 antes de o banco tocar a análise.

O que ninguém te conta sobre isso

A maioria dos artigos sobre home equity do Paulista esquece de mencionar que eles trabalham com correspondentes bancários (Lei 4.935 do Bacen). Isso significa que você pode fechar com o Paulista através de plataformas como a Solva, não precisa ir na agência física.

Aqui vai o insider info: quando você vai direto na agência do Paulista, a taxa oferecida costuma ser 1,19-1,29% ao mês + IPCA. Quando fecha via correspondente (como a gente), a taxa cai pra 0,99-1,09% porque o banco não tem custos de CAC (custo de aquisição de cliente). O banco economiza em marketing, repassa parte pro correspondente e outra pro cliente final.

Outro ponto que ngm fala: o Paulista não cobra taxa de abertura de crédito (TAC) desde 2023. A maioria dos bancos cobra 0,5-2% do valor liberado como "taxa de análise". Um empréstimo de R$ 400 mil pode custar R$ 2-8 mil só pra abrir. O Paulista zerou isso. A única coisa que você paga é o registro da alienação fiduciária no cartório (R$ 1.500-3.000 dependendo do estado).

E tem uma pegadinha que custa caro: o Paulista não aceita portabilidade de outras instituições. Se você já tem home equity no Itaú e quer trazer pro Paulista pra pegar taxa melhor, eles não topam. Só fazem operação nova, com imóvel livre de gravame. Isso é relevante porque portabilidade pode economizar R$ 30-50 mil em juros numa operação grande (já escrevi sobre isso em outro post aqui no blog).

Erros comuns que custam dinheiro

Erro #1: Aceitar a primeira proposta sem comparar
O Paulista é competitivo, mas não é sempre o mais barato. Vejo clientes aceitarem 1,09% + IPCA do Paulista quando poderiam pegar 0,89% + IPCA no Inter ou 1,15% fixo + TR no BV. Numa operação de R$ 500 mil em 180 meses, isso representa diferença de R$ 47-62 mil pagos a mais. A Solva mostra propostas de 22 bancos lado a lado em 24 horas exatamente pra evitar isso.

Erro #2: Subestimar o impacto da correção IPCA
Cliente nosso fechou R$ 300 mil com o Paulista em março/2021 pensando que a parcela de R$ 3.840 era fixa. Em 2022, com IPCA de 5,79%, a parcela subiu pra R$ 4.060. Em 2023 (4,62% de inflação), foi pra R$ 4.250. Ele não tinha feito conta do reajuste

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