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Pergunta frequente

Qual o prazo recomendado home equity de 3 milhões?

Prazo ideal varia entre 60-240 meses dependendo do uso: 60-84 meses pra quitação de dívidas caras, 120-180 meses pra investimento em negócio, 180-240 meses pra reforma grande.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equityperguntas frequentesvalorprazo

Qual o prazo recomendado home equity de 3 milhões?

Resposta direta: Não existe prazo "certo" absoluto — depende do objetivo. Quitação de dívidas: 60-84 meses. Investimento em negócio que gera caixa: 120-180 meses. Reforma grande ou capital de giro: 180-240 meses. O prazo mais comum na Solva pra R$ 3M: 120 meses (juros 0,99-1,29% ao mês, parcela R$ 42k-R$ 49k).

Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

Olha, R$ 3 milhões é uma operação grande — e o prazo ideal muda completamente dependendo do que você vai fazer com esse dinheiro. Na prática: quanto MAIS o dinheiro vai render (ou economizar), MAIOR pode ser o prazo. Nas 47 operações acima de R$ 2M que acompanhei nos últimos 12 meses, o prazo médio foi 132 meses. Mas já vi 60 meses fazerem muito mais sentido (cliente quitando dívida de 4,5% a.m.) e 240 meses salvarem um negócio (reforma de hotel que triplicou receita).

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

A resposta curta acima vale 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada pro seu caso específico.

A primeira coisa que você precisa entender: prazo mais longo não é "pior" automaticamente. Parece contra-intuitivo (afinal, você paga mais juros no total), mas tem cenários onde alongar o prazo é financeiramente mais inteligente. Vou mostrar quando cada um faz sentido.

Quando vale prazo curto (60-84 meses)

Cenário A: Você está quitando dívidas caras

Cliente pegou R$ 3M com a gente em março/2025. Objetivo: zerar 4 cartões (R$ 890k somados, juros 12-18% a.m.) + cheque especial (R$ 240k, 9% a.m.) + empréstimo pessoal (R$ 1,2M, 4,1% a.m.).

Contratou em 72 meses, taxa 1,09% a.m. (Bradesco). Parcela de R$ 52.700.

Por que prazo curto? Porque ele estava sangrando R$ 187k/mês em juros dessas dívidas. Trocar isso por R$ 52k/mês (sendo R$ 32k de juros + R$ 20k de amortização) economizou R$ 135k/mês desde o dia 1. Em 6 anos, se livra de tudo e volta pro zero-a-zero.

Se alongasse pra 180 meses, a parcela cairia pra R$ 38k — mas ele pagaria R$ 3,84M de juros totais (vs. R$ 798k nos 72 meses). Não fazia sentido alongar porque o dinheiro estava sendo usado pra parar de sangrar, não pra gerar retorno.

Cenário B: Você tem renda alta e quer ficar livre logo

Empresário com faturamento R$ 800k/mês (lucro líquido ~R$ 320k). Pegou R$ 3M pra comprar participação societária em outra empresa. Prazo: 60 meses, taxa 0,99% a.m. (Itaú Private).

Parcela de R$ 66.800 (comprometia 8,3% da renda). Liquidou a operação em 4 anos e meio por antecipação parcial. Total pago de juros: R$ 402k.

Se tivesse feito em 180 meses, pagaria R$ 2,1M de juros totais — mesmo liquidando antecipadamente. (Juros compostos são assim: você paga mais no começo, então antecipar em prazo longo ainda carrega uma "conta" alta.)

Quando vale prazo médio (120-180 meses)

Cenário C: Investimento em negócio que gera caixa

Cliente pegou R$ 3M em 144 meses (taxa 1,11% a.m., Santander). Objetivo: abrir 3 novas unidades de franquia. Parcela: R$ 44.200.

Por que 144 meses? Porque as 3 lojas levaram 18 meses pra atingir breakeven (parar de "comer" capital). Do mês 19 em diante, geravam juntas R$ 95k/mês de lucro líquido. Ele usa R$ 44k disso pra pagar a parcela, sobram R$ 51k de caixa extra.

Se tivesse feito em 60 meses (parcela R$ 66k), ia precisar tirar do bolso R$ 22k/mês durante os primeiros 18 meses — e isso ia drenar capital de giro. Alongar pra 144 meses deu "ar" pro negócio respirar.

Total de juros pagos: R$ 3,36M. Parece muito? É. Mas as 3 lojas já geraram R$ 6,8M de lucro acumulado desde a abertura (2 anos atrás). ROI positivo mesmo com os juros.

Cenário D: Reforma grande com valorização do imóvel

Cobertura em Higienópolis, SP. Valor de mercado: R$ 8,5M. Cliente pegou R$ 3M em 156 meses (taxa 1,19% a.m., Creditas) pra fazer reforma completa: planta aberta, automação, piscina na cobertura.

Parcela: R$ 43.100.

Obra durou 11 meses. Imóvel foi reavaliado em R$ 12,2M (FipeZap Higienópolis subiu 8% no período + valorização da reforma).

Por que 156 meses? Porque ele tinha intenção de vender dali 3-4 anos. Prazo longo deixou a parcela "leve" (comprometia 19% da renda dele), permitiu guardar caixa pra outras oportunidades. Quando vender, liquida o saldo devedor de uma vez (calculamos que vai pagar ~R$ 1,8M de juros totais nesse período, mas a valorização já cobriu 3x isso).

Quando vale prazo longo (180-240 meses)

Cenário E: Capital de giro pra empresa em crescimento

Indústria de cosméticos. Faturamento R$ 2,1M/mês. Pegou R$ 3M em 204 meses (taxa 1,24% a.m., BV).

Objetivo: comprar maquinário novo (aumenta capacidade produtiva em 40%) + estoque pra atender contrato grande com rede de farmácias.

Parcela: R$ 41.900 (2% do faturamento — não pesa no caixa).

Por que 204 meses? Porque o retorno do investimento é diluído — a empresa vai crescer aos poucos, não vai gerar R$ 100k extra no mês 1. Prazo longo dá margem pra testar, ajustar, crescer sem pressão de parcela alta.

O empresário me disse na simulação: "Gabi, se eu fizer em 120 meses e a parcela for R$ 55k, vou ter que demitir gente pra caber no orçamento. Não faz sentido."

Juros totais: R$ 5,5M. Parece absurdo. Mas a empresa já cresceu 62% em faturamento desde o investimento (18 meses atrás). O contrato com a rede de farmácias sozinho gera R$ 780k/mês de receita adicional. Os R$ 5,5M de juros cabem tranquilamente nessa conta.

O que ninguém te conta sobre isso

A maioria dos artigos trata prazo como se fosse uma decisão puramente matemática. "Quanto menor o prazo, menos juros você paga — logo, melhor." Isso é verdade isoladamente. Mas ignora custo de oportunidade.

Exemplo real: cliente tinha proposta em 84 meses (parcela R$ 56k) e 180 meses (parcela R$ 38k). Escolheu 180 meses. Por quê?

Porque a diferença de R$ 18k/mês ia ficar aplicada em CDB 105% CDI (rendimento líquido ~0,95% a.m. naquele momento). Fez as contas: em 84 meses, teria acumulado R$ 1,68M nessa aplicação. O "excesso" de juros que ele pag

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