Solva
Pergunta frequente

Qual o prazo recomendado home equity de 150 mil?

Prazo ideal varia entre 120 e 180 meses dependendo da sua renda comprometida. Parcelas mais baixas com prazo longo podem parecer vantajosas, mas o custo total dispara — diferença de até R$ 89 mil em juros pagos.

24 de abril de 20266 min de leiturahome equityperguntas frequentesvalorprazo

Resposta direta: Entre 120 e 180 meses (10 a 15 anos) é o intervalo ideal pra R$ 150 mil em home equity. Parcelas ficam entre R$ 1.800 e R$ 2.200/mês com taxa de 1,19% a.m., comprometendo 20-30% de renda líquida de R$ 8 mil. Prazos acima de 240 meses (20 anos) aumentam juros pagos em até R$ 89 mil no total da operação.

Por Gabrielle Aksenen
Especialista em Home Equity · Cofundadora Solva · 8 anos no mercado

A resposta curta (pra quem só quer saber agora)

Olha, vou ser direto: 120 meses (10 anos) é o prazo que equilibra prestação palatável com menor custo total. Com R$ 150 mil a 1,19% a.m. (taxa média atual ABECIP), você paga R$ 2.187/mês e desembolsa R$ 112.440 em juros ao longo da operação. Total pago: R$ 262.440.

Se esticar pra 240 meses (20 anos), a parcela cai pra R$ 1.785/mês — mas você paga R$ 278.400 em juros. Diferença brutal: R$ 165.960 a mais só por dobrar o prazo.

Mas calma — tem detalhes que fazem diferença

A resposta curta acima vale 80% dos casos. Mas tem nuances que podem mudar a jogada pro seu caso específico.

Primeira coisa que você precisa entender: home equity não é financiamento imobiliário. As taxas são muito mais baixas (1,1% a 1,4% a.m. contra 9% a 11% a.a. no financiamento), então o jogo de prazo funciona diferente. No financiamento, esticar o prazo até o máximo faz sentido porque você pode investir a diferença no Tesouro Direto. Em home equity, a taxa já é tão competitiva que não tem onde investir com segurança pra bater o custo do dinheiro.

Segunda coisa: a renda comprometida importa mais que o prazo isolado. O Banco Central permite até 30% de comprometimento pra operações com garantia real (Resolução CMN 4.935), mas na prática a gente vê aprovações mais tranquilas quando fica entre 20-25%.

Quando vale / quando não vale cada prazo

Cenário A: 120 meses (10 anos) — o "sweet spot"

  • Perfil: Renda líquida acima de R$ 8 mil/mês
  • Parcela: R$ 2.187/mês
  • Comprometimento: 27% de R$ 8k (confortável)
  • Total pago: R$ 262.440
  • Por que funciona: Você liquida a dívida antes de se aposentar (se tiver 40-50 anos), paga menos juros, mantém score de crédito alto durante menos tempo sob risco

Semana passada um cliente de 47 anos optou por esse prazo exatamente pensando nisso: aos 57 anos estará livre da dívida, sem carregar parcela na aposentadoria.

Cenário B: 180 meses (15 anos) — o "equilibrado"

  • Perfil: Renda líquida de R$ 6 mil a R$ 8 mil/mês
  • Parcela: R$ 1.863/mês
  • Comprometimento: 23-31% dependendo da renda
  • Total pago: R$ 335.340
  • Por que funciona: Parcela mais baixa sem explodir o custo total — você paga R$ 72.900 a mais em juros que no prazo de 120 meses, mas tem R$ 324/mês de fôlego no orçamento

Esse é o prazo mais escolhido nos últimos 6 meses na Solva pra valores entre R$ 100k e R$ 200k.

Cenário C: 240 meses (20 anos) — só se REALMENTE precisar

  • Perfil: Renda apertada (R$ 5k-R$ 6k) OU negócio próprio com fluxo irregular
  • Parcela: R$ 1.785/mês
  • Comprometimento: 30-36% da renda
  • Total pago: R$ 428.400
  • Por que PODE funcionar: Você está usando o imóvel como máquina de alavancar capital de giro pra empresa que rende 3-5% a.m. limpo

Mas cuidado: vi dois casos nos últimos anos de gente que esticou pra 240 meses "pra ter margem" e depois se arrependeu quando percebeu que ia pagar quase R$ 300 mil em juros num empréstimo de R$ 150 mil.

Cenário D: 60 meses (5 anos) — só pra quem tem muito fôlego

  • Parcela: R$ 3.542/mês
  • Renda necessária: acima de R$ 14 mil líquidos
  • Total pago: R$ 212.520
  • Economia vs. 120 meses: R$ 49.920

Esse prazo é raro, mas acontece. Geralmente pra quem tem renda alta, quer liquidar dívidas caras (cheque especial, cartão rotativo) e prefere se livrar rápido da hipoteca.

O que ninguém te conta sobre isso

A maioria dos artigos esquece de mencionar que o prazo afeta a taxa oferecida pelos bancos.

Olha só: no Bradesco, Santander e BV, operações acima de 180 meses costumam ter acréscimo de 0,05% a 0,15% a.m. na taxa. Parece pouco, mas numa operação de R$ 150k isso representa R$ 8 mil a R$ 15 mil a mais pagos ao longo da operação.

Exemplo real (dados de março/2026):

  • Bradesco 120 meses: 1,19% a.m.
  • Bradesco 180 meses: 1,24% a.m.
  • Bradesco 240 meses: 1,29% a.m.

Por outro lado, fintechs como Creditas, BS2 e Pontte costumam ter tabela flat — mesma taxa pra qualquer prazo até 240 meses. É por isso que a gente compara 11 bancos na Solva: tem nuances assim que só aparecem quando você vê as propostas lado a lado.

Outro ponto: taxa de desemprego e prazo longo são inimigos. Dados do IBGE mostram que a taxa média de permanência no emprego formal no Brasil é de 3,8 anos. Se você pegar 240 meses (20 anos) e mudar de emprego 3-4 vezes nesse período, aumenta o risco de ter que renegociar ou até perder o imóvel se passar por um gap de renda grande.

Erros comuns que custam dinheiro

1. Esticar o prazo ao máximo "porque a parcela fica baixa"

Custo: Até R$ 165.960 pagos a mais (diferença entre 120 e 240 meses).

A lógica parece fazer sentido: parcela de R$ 1.785 cabe no orçamento, então por que não? O problema é que você vai pagar quase o dobro do valor emprestado em juros. E aqui a matemática é cruel: cada real que você paga de juros é um real que poderia estar investido, quitando a casa própria ou virando entrada de outro imóvel.

2. Ignorar o comprometimento de renda futuro

Custo: Estresse financeiro crônico + score baixo se atrasar parcelas.

Vi um casal ano passado que contratou R$ 150k em 240 meses com renda conjunta de R$ 7.500. Parcela de R$ 1.785 = 24% da renda. Tranquilo, certo? Errado. Seis meses depois, o marido foi demitido. A renda caiu pra R$ 4.200 (só o salário dela). A parcela passou a comprometer 42% da renda. Eles conseguiram renegociar, mas passaram 4 meses de sufoco.

3. Não simular cenários de amortização

Custo: Perder a oportunidade de reduzir prazo/parcela quando sobrar grana.

Home equity permite amortização sem custo (Lei 14.711/2023 reforçou isso). Se você pegar

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3 minutos · Defesa profissional pelos 22 bancos · LGPD